Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Ago 09

 A panóplia de cartazes espalhados pelas ruas do Funchal e por alguns locais da ilha já mereceu comentários. Há quem ache um exagero - convenhamos, este será um verão politicamente colorido -; há que não veja a necessidade deste tipo de propaganda e há quem critique o dinheiro investido pelos partidos, neste caso, nos cartazes, e também em acções de campanha... 

 

Este tipo de críticas fazem sentido até ao momento em que os mesmos críticos acusam os partidos de não fazerem informação e dos eleitores não receberem o suficiente em termos de conteúdos programáticos ou de ideias-chave sobre cada partido. É claro que os cartazes não são o meio mais importante e mais adequado para transmitir os conteúdos mais amplos dos partidos - aí existe um conjunto de outros meios, uns mais modernos do que outros  - mas os cartazes são, certamente, um instrumento de constante alerta... 

 

Não sou contra os cartazes - até como bem se sabe os outdoors asseguram grande visibilidade e memorização - como não são contra este tipo de mecanismo os muitos anunciantes que recorrem a este modelo de publicidade e como não são contra este sistema as empresas que nele investem para prestar serviços de publicidade. 

 

Mas também não sou a favor de um uso pouco coerente dos cartazes em campanhas políticas. A medida devia ser a da eficácia, tanto para os partidos como para quem controla as contas dos partidos. Isto é, os custos a atribuir a cada instrumento de comunicação deveria depender da medida da eficácia tecnicamente comprovada.

 

Infelizmente, há um factor que não controlamos como consumidores daquela informação: o bom gosto e o conteúdo do cartaz. Estes aspectos tb fazem parte da medida da eficácia de um cartaz. Mas, a este nível, quem vai decidir sobre a capacidade dos partidos para comunicar serão os eleitores.... 

 

Podem dizer-me - e eu concordarei - que um cartaz não ganha uma eleição. Porém, acredito que uma boa mensagem, um candidato bem apresentado acrescenta alguns votos... Os vencedores tendem a ignorar este pormenores até as vitórias começarem a soarem a derrota e os habituais derrotados porque são naturalmente limitados na ambição...

 

Outra pergunta que se impõe é a de saber se os partidos precisam realmente de todo o dinheiro atribuído para efeitos de campanha|? 

 

Até mais..

 

Marco Freitas

publicado por Marco Freitas às 21:32

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