Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

11
Mar 09

 

A Organização Internacional do Trabalho prevê que em 2009 existam 51 milhões novos desempregados. A fasquia mundial vai ultrapassar os 230 milhões. A mesma organização diz que 11% dos trabalhadores têm postos de trabalho vulneráveis.
 
Em Portugal, as últimas notícias deram conta dos 70 mil novos inscritos no Instituto de emprego, mais 44% do que o mês homólogo em 2008. a um nível ainda mais local, na Madeira, um dos únicos locais do país em que já existiu uma situação de pleno emprego, há agora mais de 10 ml desempregados.
 
Um pouco como em tudo o resto, também ao nível do desemprego e da gestão dos perigos associados é absolutamente confrangedor verificar a incapacidade dos líderes mundiais e locais para assentar ideias e soluções para, no mínimo, estancar a crise. Os cuidados que têm demonstrado com os aspectos social da crise são, no entanto, dignos de registo. Mas, podemos interpretar essas atenções como genuínas ou resultado apenas de uma análise matemática e fria de quantos mais desempregados existirem pior será o futuro da economia e de que afinal as estátuas de “Nabuco” têm pés de barro.
 
A assumpção de que é preciso um novo Brent Woods parece ser um passo importante pois significa que todo o sistema económico poderá ser posto em causa e novos caminhos encontrados. Mas tenho receios fundados de que tudo não passe de palavras… Porque, o que é certo é que os actuais líderes não querem ficar historicamente associados a um dos momentos mais negros da história da humanidade. Os receios de perderem a liderança dos destinos do mundo não são suposições. As elites estão colocadas em causa…
 
Por isso, de forma utópica, acho que podemos fazer o exercício mental de nos questionarmos sobre o que aconteceria de facto à economia mundial se todos nós contribuíssemos para uma situação de pleno desemprego… Não falo em anarquia… O que sugiro, assumo, demagogicamente, é que os trabalhadores dêem um forte murro na mesa ao exigir melhores líderes nas empresas, nos governos e nas organizações decisoras mundiais…
 
Permitam-me a ingenuidade: Quero acreditar que, daqui para a frente, os trabalhadores irão ter outra valorização nos seus postos de trabalho, porque sem eles não há economia.
 
Marco Paulo Freitas
publicado por Marco Freitas às 10:14

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.


Março 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
26
27
28

29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
Sobre mim e autores
pesquisar
 
links
blogs SAPO