Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

03
Fev 09

 

Balcão 

 

 

 
 
Os problemas que atingem a finança mundial e nacional, a Economia e a sociedade em geral resultam de lideranças deficientes ao mais alto nível.
Há muito tempo que se sente a falta de líderes fortes, mundo fora e aqui, necessidade controlada e dissipada por quem destina a sociedade. O ano de 2008 lançou a estocada final. O fracasso dos líderes da gestão, das finanças e da economia foi estrondoso e agudiza a crise de líderes instalada.
 
Regan, Tatcher, João Paulo II, F. Mitterand, Helmut Koll, Iitzhak. Rabin, N. Mandela e J. Delors ainda não foram compensados. Também esperamos por substitutos à altura de Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa, Lucas Pires, Álvaro Cunhal, Mário Soares, Adriano Moreira… E que dizer dos vazios que lideres como Alberto João Jardim e Mesquita Machado poderão criar nos burgos que dirigem?
Neste cenário dantesco, o fenómeno Barak Obama veio oferecer alguma frescura e esperança. Até quando?
 
Por cá, em 2009, para além de enfrentar uma crise sem precedentes, viveremos três actos eleitorais, todos eles importantes porque na mesa estará, precisamente, o balanço desta relação entre lideres e liderados, tanto na Europa, como no País e nas nossas cidades. Sócrates, habilmente, na entrevista à SIC, posicionou-se como homem de força, procurando ocupar o espaço do líder que nos tem feito falta… Muitos portugueses consumiram esta postura do líder do PS, que verá a sua posição favorecida com o alastrar da crise, já que os eleitores são avessos à mudança nestes períodos difíceis.     
Um sucesso previsto que deve ser relativizado já que, no contraponto, temos o maior partido da oposição sem liderança. Não é por acaso que, mais uma vez, o PSD olha para o líder do partido na Madeira como a voz de comando desejada. Alberto João Jardim pode vencer eleições a Sócrates? Já o fez na Região. À escala nacional, se tivesse avançado mais cedo teria tido tempo para ultrapassar os estereótipos adquiridos, para mostrar a eficácia do seu discurso agressivo e para apresentar as suas ideias renovadoras para a nação. Uma partida tardia, quanto muito, pode fazer alguns estragos nos adversários socialistas. Certo, é que a agenda da regionalização seria outra com Jardim na arena nacional.
 
Marco Paulo Freitas
 

 

publicado por Marco Freitas às 10:54

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