Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Fev 05
É cada vez mais consensual que vivemos o primado da imagem. Este facto é exponencialmente visível no período do Natal. Em nome de “um espírito natalício” as empresas promovem iniciativas cuja promoção, interna e externa, fica, habitualmente, a cargo dos departamentos de relações públicas.
Isto aconteceu: sob pretexto da aproximação e participação dos funcionários na empresa, o director do departamento exigiu um programa de festas natalícias alargado.
A voz do “advogado do diabo” não hesitou em disparar: “Este ano, foi feito o jornal interno da empresa(?); Já existe a caixa de sugestões(?); Os funcionários foram correctamente informados das decisões da empresa(?); Houve uma acção visível para activar os processos de comunicação entre os departamentos(?); enfim, advogava, este programa de Natal não terá laivos de falsidade quando outras actividades do departamento não passaram do papel(?)”.
A resposta do director foi: “Esta é a melhor altura para mostrar uma mudança e promover a comunicação activa dentro da empresa.” O princípio mereceu a anuência do departamento mas o problema permaneceu: como fazer corresponder este esforço de comunicação interno evitando a prática do aparente? Com verdade e naturalidade!? Certo é que – permitindo-se o trocadilho – à mulher de César não basta parecer tem que ser.
cicero de braga
publicado por Marco Freitas às 21:38

Pior são as consequências dessa exploração mercantilista implementada à luz de pretextos convincentes.
Afinal, quem recusa oferecer flores no Dia dos Namorados? Quem recusa gastar uma mesada, para distribuir prendas no Natal? Eu já recusei e, garanto-vos, dei-me mal. Como tal, vergar-me-ei a essa lógica evidente e de poderes omissos, que são as campanhas. E o calendário tem uma mão cheia de boas razões.
Aproveito o tema para lançar um desafio: incluam um feriado dedicado ao comércio, para que o público possa reflectir sobre a gritante dependência que padece relativamente aos centros comerciais, a fúria do consumismo, o poder magnetizante das montras.
Juntando o útil ao agradável, até poderíamos atingir o recorde de feriados e estarmos 1/2 ano de mãos nos bolsos, sem trabalhar, em nome da produtividade do país!
Ramalho Urtigo a 17 de Março de 2005 às 18:46

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