Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

09
Out 05
Terminou mais uma campanha eleitoral. Como sempre o período que antecede o dia das eleições é preenchido por uma panóplia de estratégias e de suportes que ao dispôr dos partidos ou candidatos têm como objectivo transmitir uma mensagem política para convencer os eleitores riscarem determinado quadrado.

Se, porventura, a crise económica que o país vive fazia prever uma campanha desprovida de grandes meios de propaganda - até porque se trata de uma campanha local - a verdade é que sem excepção e um pouco por todo o lado vimos os partidos abrirem os cordões à bolsa. Uma atitude que as agências de publicidade e de comunicação agradecem.

É o conteúdo das campanhas que influencia de forma decisiva um voto. As estratégias organziadas de comunicação, os slogans, os cartazes, as acções de rua, são iniciativas e suportes importantes mas não passam de meras ajudas para a decisão. Uma conversa face-a- face com um eleitor, um discurso bem conseguido e coerente, um debate sério, são, no meu ponto de vista, formas fundamentais para convencer um eleitor.

O retorno de uma campanha de propaganda politica só é dado no dia das eleições (às vezes não morre no dia das eleições). É nesta altura que são levantadas todas as questões sobre a estratégia seguida: o excesso de informação e de propostas é benéfico?; valeu a pena gastar tanto dinheiro em cartazes, pequenos, médios e enormes?; qual o contributo do recurso às novas tecnologias e à NET?; qual o efeito directo que os jornais e panfletos de campanha tiveram no esforço de convencer um eleitor?; o discurso foi coerente ou revelou hesitações, contradições?; a campanha foi orientada para os eleitores ou para a comunicação social;? Os tópicos políticos seleccionados foram os ideais?; os comícios ainda têm lugar nos dias de hoje?.

Vi, num debate televiso, um comentador questionar a forma como se faz propaganda política em Portugal (quando o próprio é considerado um dos estrategas mais ferozes neste campo).
Concordo que as campanhas produzidas em Portugal deixam muita a desejar, são muito pouco esclarecedoras e, acima de tudo, procuram valorizar os "factos diversos" do que o verdadeiro conteúdo das propostas.

Há muito que discutir neste âmbito e todos nós podemos contribuir de forma activa para a melhoria do discurso político.

*astrisco* - mpf
publicado por Marco Freitas às 13:37

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