Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

29
Set 06
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Ser competitivo e reconhecido a nível internacional é uma tarefa extremamente difícil, que exige um trabalho contínuo das empresas, países, regiões ou cidades, no sentido de promover uma imagem sólida e consistente com as práticas que sustentam as estratégias de desenvolvimento e de posicionamento no mercado.

Para poder definir a melhor forma de posicionar a Madeira no exterior há que analisar as oportunidades, as ameaças e os pontos fortes e fracos da Região. Depois disso, a comunicação da Madeira para o exterior terá todas as condições para resultar se obedecer a uma regra fundamental: tudo tem de começar por dentro, por nós, os que trabalham e vivem na Região. O projecto tem de contar com a colaboração de muitos nas pequenas e grandes iniciativas de comunicação e de acção. A identidade é muito mais do que uma imagem, é aquilo que fomos, o que somos e o que queremos ser. Acabar com sentimentos derrotistas ou auto-depreciativos, valorizar a capacidade de enfrentar desafios, como os nossos antepassados fizeram quando rasgaram as estradas da Madeira, e anular as posturas de suspeição perante novas vias de desenvolvimento pode ser o princípio de uma nova imagem para a Região.

O sucesso desejado não se coaduna com o “fado português”. No mundo das novas tecnologias falar nos condicionalismo da ultraperiferia é cada vez mais um contra-senso, porque esta não é mais do que um factor físico que pode ser ultrapassado com inovação, dinamismo e uma presença activa nos mercados através do protagonismo das marcas e produtos de sucesso.
Porque não é possível promover uma marca artificialmente, um projecto de comunicação da Madeira deverá estar em perfeita harmonia com a gestão global da Região, que deverá maximizar as parcerias entre os sectores privado e público.

A Madeira tem um conjunto de factores fortes para singrar no mercado, para ser capaz de atrair consumidores e investidores e disponibilizar serviços capazes de competir com locais de topo. O que é incomprensível e inaceitável é que algumas das vozes que se auto intitulam defensoras dos interesses dos madeirenses e se consideram representantes e aladinos da consciência regional nas suas intervenções públicas não se esforçem por ir para além das críticas sem fundamento, da promoção de sentimentos de derrota e de manifestações pouco dotadas de esclarecimento, evidenciando uma incapacidade confrangedora para propor novos caminhos e novas estratégias.
Vale a pena equacionar um novo futuro para a Madeira? Vale a pena ter instrumentos capazes de melhorar a economia da Região? Há provas de que sim... Saibam reconhecê-lo e participar construtivamente no futuro da Madeira.

Marco Freitas

Nota: Texto publicado no Notícias da Madeira
publicado por Marco Freitas às 11:36

A minha contribuição para esta discussão, como é óbvio não poderá ser tecnicamente consusbstanciada...No entanto, face ao que ouço dos vários quadrantes, temos aqui uma questão fundamental: a falta de diálogo (aberto e receptivo) entre as várias partes, é um problema urgente a ser resolvido. Não faltarão pessoas com ideias inovadoras e (r)evolucionárias para colocar a economia da Madeira num rumo de sucesso....independente da sua ultra-perificidade ou da perda de verbas do Orçamento de Estado (em princípio, será somente para 2007) e dos Fundos Europeus (que deverá perdurar até 2013)....O grande problema da Madeira é que existem uns "iluminados" que têm uma ideia, uma estratégia e bases já lançadas para um conceito de desenvolvimento que, a bem ver, não dá margem de manobra a ideias contrárias....e temos outros "iluminados" que, puxando a brasa à sua actual sardinha e na falta de melhor opção, tentam a todo o custo deitar abaixo este conceito e esta estratégia já implantadas!
Resumindo: Na Madeira não faltam ideias e pessoas com coragem, como nos tempos idos, para levar adiante uma(s) estratégia(s) de desenvolvimento. Se calhar não será preciso mais do que uma....?! Na Madeira, falta solidariedade entre madeirenses, falta diálogo franco e directo, falta união entre diferentes. Na prática, falta o "conceito" de Unidade Regional!!! Cumprimentos de um (não nascido) madeirense.
Francisco Cardoso a 29 de Setembro de 2006 às 14:04

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