Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Jan 07
O organismo internacional Repórteres Sem Fronteiras revelou que 2006 foi um ano negativo para os jornalistas. Segundo o seu relatório anual pelo menos 81 jornalistas foram mortos em 2006, o maior número desde 1994. Mais uma vez, a situação vivida no palco de guerra do Iraque é a principal causa das mortes,
confirmando que é actualmente o local mais perigoso para o desempenho das funções jornalísticas. Para além deste indicador, o relatório diz que 32 técnicos e assistentes foram também mortos ao longo do ano. Para além desta nota sobre o número de mortes, o relatório concentra-se também no registo de prisões e de ataques à liberdade dos meios de comunicação social. Segundo os dados da RSF 871 jornalistas foram presos e 1472 meios de comunicação social foram atacados ou ameaçados.
Por todas estas razões este é um dos piores anos de sempre para o sector. Reza a história que o último ano tão dramático em termos de perdas de vida remonta a 1999, altura em que morreram 103 jornalistas, basicamente devido à cobertura do célebre genocídio do Ruanda. Em 2005, foram mortos 63 jornalistas, em 2004 cerca de 53 e em 2003 morreram 40 profissionais. Um outro relatório, nomeadamente do Comité para a Protecção dos Jornalistas nos Estados Unidos, é mais conservador e revela que em 2006 foram mortos 55 jornalistas no exercício das suas funções, considerando que outras 27 mortes
podem ter sido relacionadas. A razão desta discrepância de números ao nível
das organizações de controlo reside essencialmente nos critéros usados para a classificação dos jornalistas. Um aspecto que deveria merecer maior atenção dos organismos internacionais.
publicado por Marco Freitas às 09:31

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