Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Dez 07
Algumas notas sobre a nova imagem de Portugal para o exterior e o processo:

- Portugal vai promover-se no estrangeiro com uma nova imagem, que foi apresentada recentemente pelo ministro da Economia, Manuel Pinho, e o Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade.

- Nota interessante, segundo o ministro: é que é a primeira vez que todos as instituições responsáveis pela promoção da imagem de Portugal actuam de forma coordenada (Talvez este aspecto devesse ser publicitado na campanha). Contudo, classificar isto como a parte inovadora da campanha é, francamente, muito pouco e diz muito do seu conteúdo.

- A ideia base é promover o conceito de Portugal como "a costa Oeste da Europa". Soa-me algo a cowboys. Em inglês, "west cost" lembra o tempo dos westerns.

- O ministro garantiu que tudo agora vai ser diferente. Portugal vai aparecer como país empreendedor... Recuemos alguns anos na nossa história recente. Quem eram as figuras que representavam a imagem da nação no estrangeiro e que, até há pouco tempo, tiveram maior reconhecimento? Eusébio, como embaixador do Futebol, e Amália, a representante máxima do Fado.
Então que inovação apresenta esta campanha que nos deverá distinguir no mundo que se diferencie de uma época nada positiva para o País no espaço internacional? AH!, claro: Cristiano Ronaldo, Mourinho, (os novo embaixadores do futebol luso) e Marisa (o expoente máximo do fado actual). Inovador, não é?
O que tem piada é que li muitos comentários de especialistas da comunicação e ninguém se aventurou a esta associação. Porque será? Será que afinal de contas continuamos imbuídos do espírito pacóvio da altura?

- O projecto foi montado em tempo recorde. Um aspecto interesante, não fosse o facto do cartaz que saiu com a Marisa ter um erro. A palavra Europa apareceu em inglês num cartaz que estava em Português. Sim senhor... Inovador, nada comum em Portugal...!!!

- 3 milhões de euros é o valor da campanha. Apesar de não se saber quanto é que vai custar a sua segmentação posterior para o turismo e para os investidores.
Duas notas sobre isto: a) não se conhecem indicadores sobre a capacidade de retorno da campanha. b) num país sem dinheiro uma certa contenção não parecia mal para o exterior... Aliás, esta poderia ser uma ideia gira: somos um país pobre mas queremos evoluir.. contamos com o vosso apoio.. invistam em Portugal, gaste em Portugal...

- Bom!... A campanha é considerada um ponto de viragem na forma como a nação deve ser percepcionada no estrangeiro. Pois... Era preciso, primeiro, que se mudasse o país todo, os seus governantes e se eliminasse de uma vez por todas esta incrível faculdade de dar tiros nos pés. Um exemplo, só um: o presente governo prometeu um Plano Tecnológico. Açores e Madeira têm das taxas mais baixas de IVa na Europa e, no caso da Madeira, outros argumentos económicos e financeiros para atrair as empresas de e-business e e-commerce. O que é que o líder da nação decide fazer: promover um acordo para mudar a directiva do IVA, com claro prejuízo para a Madeira e, digo eu que sou português, para a nação. Em troca de quê?: de aplausos. Tragédia grega... é disto que nos precisamos livrar.

- Preparada a campanha cabe agora aos Portugueses, aos empresários e ao cidadão comum, contribuir para isso. Para alcançar tal desiderato parece que haverá uma campanha de nível interno. Muito bem. Estou curioso para saber o que este Governo (como tantos outros), tão rigoroso e organizado, nos irão dizer...

- Portugal, ao longo da sua história recente tem procurado criar uma imagem, uma marca para o País. Concordo com aqueles que dizem que um país não é nem pode ser uma marca na perspectiva comercial. Porém, uma nação é constituída por muitas marcas. Muitas são positivas, dignas desse nome, inovadoras e únicas... Contudo, aquelas que têm vingado, aquelas que têm marcado o País falam de instabilidade, incapacidade, pequenez e de uma rudez mental que impede o país de crescer. A inveja e a vingança impõem-se ao sucesso e ao empreendedorismo com sucesso. É disto que o país é feito: de pessoas que valorizam as lutas intestinais que em nada contribuem para um futuro melhor.
Ser um país de futuro é saber valorizar o passado na media em que aprendemos com ele. Não adianta dizer que fomo pioneiros (note-se o paralelismo com os cowboys, mais uma vez) e esquecer os erros cometidos na história que se seguiu.

Sinceramente, o que precisamos é de uma campanha interna forte, durante largo tempo, para criar um espírito nacional mais evoluído, desprendido dos preconceitos e vício estruturais alimentados pela revolução de 74, e só então partir para a promoção externa,com a certeza de que o background está bem seguro.

o *astrisco*
publicado por Marco Freitas às 10:42

Pois, mais uma campanha para a promoção do país...eu pergunto, que país queremos promover, o país das maravilhas, que já criou mais de 100 mil postos de trabalho desde 2005, que distribui computadores como torrões de açúcar par adoçar as medidas amargas de um socialismo pós-moderno, que faz ouvidos de mercador às difuculdades dos mais necessitados?...pois, temos de o dizer, estamos numa nau cujo capitão só sabe olhar para a sua vaidade, para as suas ideias materializadas numa maioria parlamentar, caso contrário, teria de afinar a garganta para explicar o inexplicável, ou seja, as medidas qe estão a arruinar a classe média em Portugal, que por sinal, é a classe que sustenta este pequeno rectângulo à beira mar plantado....pois, é muita asneira junta para caber aqui neste comentário.
Mas, como estamos no limiar de um novo ano, vamos falar de coisas novas, mas não me ocorrem nenhumas, a não ser a imlementação das medidas espatafúrdias do aumento do abono pré-natal, do aumento as creches em Portugal e outras que tais, que em nada vão contribuir para o aumento da natalidade no nosso país...aliás, vamos gastar o dinheiro e vamos coninuar a envelhecer...vamos ter propaganda enganosa até ao fim da legislatura...pensei que este ano já era a passagem de ano para 2009, porque era sinal de um desafogo para a carteira dos portugueses (nem todos)...venha de lá esse ano novo, porque o primeiro-ministro tem mais novidades socialistas pós-modernas para nós...adeus presidência portuguesa da UE, adeus cimeira UE-Africa, olá Portugal profundo e sem fundo...ou seja, mais do mesmo...
Jorge Paraso a 26 de Dezembro de 2007 às 12:08

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