Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Jan 08
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- É absolutamente inaceitável que o JM, como empresa estatal, continue a gerar custos de forma lesiva para o erário público e para os contribuintes.

- São conhecidas fortes ineficiências na gestão e estrutura do JM que contribuem para o actual estado de coisas...

- Não havendo, aparentemente, solução que resolva esta situação, o caminho a seguir é o do encerramento definitivo do título. Obedecendo-se assim às chamadas "leis do mercado aberto". Certamente que os profissionais do Jornal encontrarão sítios onde trabalhar e que haverá formas de apoiar as famílias desamparadas.

- Acredito - até prova cabal em contrário - que a decisão de passar a gratuito tratou-se de uma medida de gestão. Se não resultar o fim é previsível.... Se contribuir para tornar o JM viável, então o que fazer com o título? Vendê-lo? Porque não?

- Contudo, por enquanto, o JM é um bem público mal administrado (vícios e politiquices contribuiram para isso.) Como tal, todos temos o dever responsável de ajudar ao seu sucesso, tanto para evitar os custos excessivos como para valorizar a sua função. O que é pouco saudável é criticar e não ter a clarividência de apresentar soluções. Esse é o caminho mais fácil e errado da participação social.

- O JM tem uma política editorial bem definida. Certa ou errada deve ser respeitada... É um jornal dominado pelo Governo, que apesar de dar voz aos diversos partidos da arena política regional, limita a sua participação e o feed-back da sociedade discordante da acção governativa. Por isso, quem por opão lê o JM sabe destas condições. Criticar esta opção é um acto livre mas aceitá-la também... Leio o jornal com as devidas distâncias e sem grandes defesas mentais porque sei ao que vou...

- Pessoalemente, prefiro conhecer, sem sombras, as tendências dos meios de comunicação social, as causas de defendem, as alas políticas que preferenciam, para poder ler, ouvir e ver com as devidas distâncias e não ocnsumir "verdades" ou "meias-verdades" que deturpam a perspectiva das coisas. Salvo algumas excepções, não é o caso do sector da Madeira.

- A plena liberdade de expressão é uma utopia, uma ilusão.. Quem acha que acontece ao contrário no seu meios de comunicação social que atire a primeira pedra. Por isso, insisto: prefiro saber e conhecer as subjectividades associadas às políticas editoriais do que depender das "falsas" objectividades.

- Na discussão em volta desta problemática têm sido ignorados alguns aspectos. Mas, o mais estranho de tudo é a situação relativa às televisões e rádios públicas. Ainda não vi provado e bem explicado porque é que um Estado ou autarquia pode ter um canal televisivo e não um jornal? Será que pode ter um boletim informativo?
A TV não é um meio de comunicação social? Não é, simplesmente, o mais poderoso meio de comunicação social, com mais influência na sociedade e no mercado publicitário?

- Com base naquilo que tenho lido: não há problema nenhum o Estadp ter canais de televisão e concorrer com os canais privados... Certamente, será porque consegue manter e salvaguardar a isenção quanto há política editorial e não intervir a esse nível! (treta). Contudo ter um jornal parece ser um crime de lesa majestade, ou seja, o Estado tem a tendência para intervir na política editorial...
Mas, isto não é assumir que afinal o Estado pode ter tendências propagandísticas ao utilizar os seus meios?! Então, qual a poção mágica que impede o Estado de intervir nas suas rádios e televisões?!

- Ainda não percebi bem o argumento de que o Estado não pode participar no mercado livre. Afinal, o mercado não é livre? Ou será melhor criar leis ou um mercado à parte para as empresas estatais. Pois... O Estado não pode é ter empresas de comunicação porque influencia a sociedade... AH! Já percebi: Felizmente que a Caixa Geral de Depósitos não influencia a sociedade, que as Estrada de Portugal tb não ou que a gestão do sistema nacional de saúda também não....

- Para terminar: acho importante frisar que esta polémica sobre o JM não está a ser discutida no nível correcto. Mais, discutir sem agir é igual a "nada". Existem meios ao dispôr para corrigir a situação. Utilizem-se até os limites. O que impede um cidadão de processar o Estado por lesar os seus bens públicos para o qual contribui? Coloque-se na mesa, de uma forma séria e clara, os diferentes cenários... O mais provável é que a conclusão seja a de fechar o Jornal. Assuma-se esta responsabilidade. Não se critique a sua existência e gestão deficiente sem assumir a conclusão desse raciocínio...
A imprensa no seu todo está a atravessar momentos difíceis devido à conjuntura internacional e às novas tendências do mercado publicitário.
Na Madeira, o sector não é enorme mas ainda assim dá alimento a um número considerável de famílias. A responsabildiade social impõe que os seus actores pensem no futuro do sector de uma forma prática e viável... Isto funciona para os dois lados... O problema está criado, importa encontrar soluções.

*astrisco*
publicado por Marco Freitas às 11:11

Caro Flávio,

apreciei a forma madura e calma como apresentaste os teus pontos de vista. Penso que é o que tem faltado nesta problemática. Discordo de alguns pontos do teu comentários mas concordo no essencial: sem mais fazer do que tornar o Jm gratuito este é o caminho para o fim de mais um jornal regional... O que é extremamente preocupante já que existe um grande número de famílias a depender daquela empresa...
um outro ponto importante é de facto a defesa da credibilidade e idoneidade dos profissionais do JM.Como empresa jornalística o JM tem uma política editorial que deve ser respeitada mas que não significa que todos concordem com ela. Mesmo dentro do própio jornal...

Abraço

e agradeço o teu comentário

Astrisco
atrisco a 16 de Janeiro de 2008 às 10:14

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