Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

10
Jan 08
logo[1].png


- É absolutamente inaceitável que o JM, como empresa estatal, continue a gerar custos de forma lesiva para o erário público e para os contribuintes.

- São conhecidas fortes ineficiências na gestão e estrutura do JM que contribuem para o actual estado de coisas...

- Não havendo, aparentemente, solução que resolva esta situação, o caminho a seguir é o do encerramento definitivo do título. Obedecendo-se assim às chamadas "leis do mercado aberto". Certamente que os profissionais do Jornal encontrarão sítios onde trabalhar e que haverá formas de apoiar as famílias desamparadas.

- Acredito - até prova cabal em contrário - que a decisão de passar a gratuito tratou-se de uma medida de gestão. Se não resultar o fim é previsível.... Se contribuir para tornar o JM viável, então o que fazer com o título? Vendê-lo? Porque não?

- Contudo, por enquanto, o JM é um bem público mal administrado (vícios e politiquices contribuiram para isso.) Como tal, todos temos o dever responsável de ajudar ao seu sucesso, tanto para evitar os custos excessivos como para valorizar a sua função. O que é pouco saudável é criticar e não ter a clarividência de apresentar soluções. Esse é o caminho mais fácil e errado da participação social.

- O JM tem uma política editorial bem definida. Certa ou errada deve ser respeitada... É um jornal dominado pelo Governo, que apesar de dar voz aos diversos partidos da arena política regional, limita a sua participação e o feed-back da sociedade discordante da acção governativa. Por isso, quem por opão lê o JM sabe destas condições. Criticar esta opção é um acto livre mas aceitá-la também... Leio o jornal com as devidas distâncias e sem grandes defesas mentais porque sei ao que vou...

- Pessoalemente, prefiro conhecer, sem sombras, as tendências dos meios de comunicação social, as causas de defendem, as alas políticas que preferenciam, para poder ler, ouvir e ver com as devidas distâncias e não ocnsumir "verdades" ou "meias-verdades" que deturpam a perspectiva das coisas. Salvo algumas excepções, não é o caso do sector da Madeira.

- A plena liberdade de expressão é uma utopia, uma ilusão.. Quem acha que acontece ao contrário no seu meios de comunicação social que atire a primeira pedra. Por isso, insisto: prefiro saber e conhecer as subjectividades associadas às políticas editoriais do que depender das "falsas" objectividades.

- Na discussão em volta desta problemática têm sido ignorados alguns aspectos. Mas, o mais estranho de tudo é a situação relativa às televisões e rádios públicas. Ainda não vi provado e bem explicado porque é que um Estado ou autarquia pode ter um canal televisivo e não um jornal? Será que pode ter um boletim informativo?
A TV não é um meio de comunicação social? Não é, simplesmente, o mais poderoso meio de comunicação social, com mais influência na sociedade e no mercado publicitário?

- Com base naquilo que tenho lido: não há problema nenhum o Estadp ter canais de televisão e concorrer com os canais privados... Certamente, será porque consegue manter e salvaguardar a isenção quanto há política editorial e não intervir a esse nível! (treta). Contudo ter um jornal parece ser um crime de lesa majestade, ou seja, o Estado tem a tendência para intervir na política editorial...
Mas, isto não é assumir que afinal o Estado pode ter tendências propagandísticas ao utilizar os seus meios?! Então, qual a poção mágica que impede o Estado de intervir nas suas rádios e televisões?!

- Ainda não percebi bem o argumento de que o Estado não pode participar no mercado livre. Afinal, o mercado não é livre? Ou será melhor criar leis ou um mercado à parte para as empresas estatais. Pois... O Estado não pode é ter empresas de comunicação porque influencia a sociedade... AH! Já percebi: Felizmente que a Caixa Geral de Depósitos não influencia a sociedade, que as Estrada de Portugal tb não ou que a gestão do sistema nacional de saúda também não....

- Para terminar: acho importante frisar que esta polémica sobre o JM não está a ser discutida no nível correcto. Mais, discutir sem agir é igual a "nada". Existem meios ao dispôr para corrigir a situação. Utilizem-se até os limites. O que impede um cidadão de processar o Estado por lesar os seus bens públicos para o qual contribui? Coloque-se na mesa, de uma forma séria e clara, os diferentes cenários... O mais provável é que a conclusão seja a de fechar o Jornal. Assuma-se esta responsabilidade. Não se critique a sua existência e gestão deficiente sem assumir a conclusão desse raciocínio...
A imprensa no seu todo está a atravessar momentos difíceis devido à conjuntura internacional e às novas tendências do mercado publicitário.
Na Madeira, o sector não é enorme mas ainda assim dá alimento a um número considerável de famílias. A responsabildiade social impõe que os seus actores pensem no futuro do sector de uma forma prática e viável... Isto funciona para os dois lados... O problema está criado, importa encontrar soluções.

*astrisco*
publicado por Marco Freitas às 11:11

De facto, a comunicação social madeirense, nomeadamente o JM está nas bocas do mundo, infelizmente pelas piores razões. O facto de estar ligada ao governo regional, o JM apenas cumpre uma função social que é a de informar os leitores que o lêem. Há interferências no seu conteúdo? É normal que haja, há sempre a inquietação e tentação de tentar moldar um pouco a informação. É uma característica inalienável do ser humano enquanto animal político. Contudo, estamos a falar de um periódico regional. Estamos a falar de um jornal virado para os problemas da região onde está inserido. O que não é estranho, também, é o facto de, mesmo sendo regional, gerar tanta celeuma à volta do seu formato ou forma de distribuição. Afinal a comunicação social (neste caso a imprensa regional)é uma forma de poder.
Confesso que tenho uma certa dificuldade em perceber o porquê de tanta especulação à volta da publicação. Deixem-na respirar como sabe e pode. Passou a gratuito? Paciência, as leis do mercado falam mais alto. É preciso manter a publicação a funcionar, não só pela sua necessidade de informar, como também para salvaguardar os intereses dos jornalista e suas fanmílias.
Se o JM não for viável, a breve trecho se saberá. Agora, lançar suspeitas, não contribuir para o debate e não trazer para a mesa soluções válidas para a manutenção de jornais regionais, como é o caso, então mais vale estar na sombra e ver a banda passar.
O simples bota-abaixo não funciona, nunca funcionou por carecer de fundamentação.
Jorge Paraso a 10 de Janeiro de 2008 às 17:24

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.


Janeiro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
12

13
14
15
17
18
19

20
22
24
25
26

27
28
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
Sobre mim e autores
pesquisar
 
links
blogs SAPO