Este indicador, aceite internacionalmente e também, óbvio, pela União Europeia, dá a medida global da riqueza de uma região ou país. Apesar disso, esta medida tem servido os mais diversos disparates da política, e de outros sectores, do universo madeirense.
O que merecia ser uma discussão séria sobre o modelo económico para o futuro é actualmente arma de arremesso entre os partidos com o objectivo de medir o sucesso ou insucesso de uma política governamental.
A comunicação social tem reflectivo este debate, quase sempre de uma forma fidedigna, dando voz às diferentes perspectivas sobre a questão. Mas, como tenho defendido várias vezes, o papel da comunicação social tem de ser outro, tem de ser mais interventivo, na medida em que pode colocar as questões certas para poder oferecer à opinião pública as melhores respostas possíveis. Claro está, sem uma agenda pré-definida, sem preconceitos, sempre em prol do esclarecimento rigoroso, não partindo de conclusões mas de meras hipóteses.
Ou seja, no caso em apreciação, perguntar por exemplo, porque é que todos assumem que países como Irlanda e o Luxemburgo são desenvolvidos, com base na mesma medida do PIB, e que a Madeira não o é? Perguntar de que forma concreta é que a Madeira ainda pode crescer mais, sem análise tendenciosas com dois pesos e duas medidas.
O tema é importante e tem sido integrado num conjunto de várias batalhas políticas. Por isso, é fundamental que a comunicação social saiba interrogar os decisores e os actores políticos sobre o sentido de responsabilidade que lhes é exigido pelos mandatos que o povo eleitor atribui designadamente para pensar o melhor futuro para todos os madeirenses e não só para determinadas categorias .