Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

02
Mar 08
O documento produzido pela SEDES sobre o espírito da nação na actualidade deve ser considerado como um alarme muito sério pois coloca o dedo em muitas feridas que o país recusa sarar.
O que ficou claro na análise da SEDES é que o país precisa de se renovar, melhor, de se reconstruir, da base ao topo, de maneira a encontrar o caminho mais adequado no mundo global de agora e dos próximos tempos.
É admirável ainda a forma livre e independente com esta organização de pensadores se posiciona. Por isso, o que é dito ali aplica-se a todo o país, sem excepção.
Para a SEDES “o mal-estar difuso” pode minar a coesão nacional e esta resulta de várias coisas como a degradação da confiança no sistema político e nos sinais de crise nos valores da comunicação social e da justiça. A SEDES chega a falar do “fracasso a democracia representativa” apontando grande responsabilidade aos políticos e aos partidos que “têm de ser capazes de mobilizar os talentos da sociedade para uma elite de serviços, a sua presença não pode ser dominadora a ponto de asfixiar a sociedade e não deve ser um objectivo em si mesmos”.
Somos todos responsáveis pelo país que temos, os muitos que se demitem de participar activamente na res publica, os que criticam sem acção e, claro está, os que o fazem de forma egoísta e irresponsável.
Desde o 25 de Abril de 1974 que Portugal não funciona como nação unida. Pior, tem sido uma coutada de partidos à procura de terreno para caça. Aceita-se a legitimidade e as mais valias da iniciativa própria e privada – não concebo a democracia de outra forma – contudo lamenta-se a ausência de uma política nacional que congregue um esforço nacional em prol do desenvolvimento global da nação, salvaguardadas as diferenças de cada região, de cada espaço social e cultural.
O regime está a cair de podre… e Roma assiste impávida do alto dos seus palácios ao fim do império….
publicado por Marco Freitas às 09:37

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