Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

02
Mar 08
O *astrisco* não podia ignorar a passagem do director da RTP-M, Leonel Freitas, pelo Parlamento regional. Como era previsível, a RTP-M e o seu director saíram vencedores deste debate. E se existiu um vencedor significa que houve um ou mais derrotados.
Digo previsível porque os telespectadores conseguem perceber uma política informativa mais equilibrada e participativa na RTP-M. As opiniões favoráveis ao canal são crescentes e, só por isso, previa-se uma RTP vencedora no debate. Se somarmos a perspicácia e o conhecimento de causa do seu director fica claro qual seria o resultado da presença de Leonel Freitas no Parlamento. A meu ver, os verdadeiros derrotados foram os políticos e os partidos que representam todas sem excepção. Leonel Freitas demonstrou por A+B que este ou aquele partido não tiveram mais tempo de TV porque não sabem ou não conseguem participar na agenda mediática e que por serem representante do povo consideram que devem estar sempre no alinhamento editorial do canal. É claro que esta intenção não é exclusiva dos partidos mas a ida da RTP à ALR está simplesmente relacionada com os partidos.
Os partidos têm a tendência para ditar regras sobre a cobertura noticiosa da comunicação social, claro está, sempre em prol do maior interesse da verdade, da sua verdade. Esta tendência, diga-se em abono da verdade, também é culpa dos meios de comunicação social. E porquê? Porque desde sempre habituaram mal os partidos ao cobrir toda e qualquer acção partidária, por insignificante que fosse em termos informativos para a população. Porque há. Não se julgue que cada visita que um partido faz a um canto da ilha é motivo de notícia. Contudo, a comunicação social tem estado sempre presente. Um mau hábito com consequências para a liberdade de escolhas editoriais. Por isso, com tenho defendido, deveria existir uma “carta comum” para comunicação social regional que estabeleça regras básicas e que os actores políticos (e outros) aprendam a respeitar.
A RTP-Madeira ao ir ao parlamento com a postura que foi prestou um grande serviço à comunicação social regional. Saiba-se reconhecer isto.
publicado por Marco Freitas às 09:39

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