Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

31
Mar 08
As empresas têm à sua disposição um vasto leque de instrumentos para comunicar com os seus diversos públicos. O recurso a mecanismos como os boletins empresariais, o mailing directo e também a internet são formas das organizações atingirem os seus públicos, de aumentarem a sua proximidade e de reforçarem as suas relações sociais externas.

Contudo, para conseguir fazer passar as suas mensagens à opinião pública as empresas dão prioridade à comunicação social. Até porque as notícias transmitidas através da comunicação social dotam a informação revelada da credibilidade que advém do facto dos jornais, rádios e televisões se tratarem de entidades externas e independentes, com um forte peso na sociedade.
Por isso, as empresas dedicam cada vez mais tempo às relações com os meios de comunicação social e, consequentemente, com os jornalistas. Não só para assegurar que a sua informação é emitida mas também que garantir que o é de forma correcta.

O poder da comunicação social é enorme. Com base numa notícia é possível construir ideias, causas, projectos, ou destruir organizações, personalidades públicas ou políticas de desenvolvimento. O poder da comunicação social é de facto enorme e nem sempre – talvez, quase nunca – os jornalistas têm uma noção clara do quanto uma notícia pode afectar a vida da sociedade.

De um lado da barricada temos as empresas a defenderem os seus interesses comerciais, sociais e financeiros, do outro temos os meios de comunicação com os seus diferentes interesses e ideais, entre os quais também se incluem os benefícios comerciais, sociais e financeiros próprios.
Algures no meio existe um espaço comum onde os interesses e objectivos se cruzam. As empresas e os meios de comunicação social que conseguirem partilhar e explorar este espaço comum serão os mais bem sucedidos junto da opinião pública e dos respectivos mercados.

A dificuldade e a polémica que encontramos neste quadro de relações tem muitas soluções mas a principal passa pela capacidade de, quer as empresas quer os jornalistas, conseguirem experimentar as diferentes realidades com as quais convivem diariamente, mas em palcos totalmente diferentes. Enfim, colocar-se na pele do outro. Isto é fundamental para assegurar o respeito pelos objectivos de cada um.

Há muito que reflectir sobre esta realidade. Nesse sentido iremos divulgar um conjunto de textos que podem ajudar a lançar o debate e a acrescentar mais dados para relações sadias entre as empresas e a comunicação social.
publicado por Marco Freitas às 14:31

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