Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Jan 09
Com uma equipa a rondar as 100 pessoas, o novo diário do grupo Lena prepara-se para chegar às bancas antes do Verão.

A conjuntura de crise não travou os planos dos responsáveis. Dirigido às classes A e B, assume aposta virada mais para o Sul.

Aos que dizem que será esta a pior altura para lançar uma nova publicação generalista de âmbito nacional no mercado, Martim Avillez Figueiredo, ex-director do Diário Económico, cabeça de cartaz deste projecto e seu futuro director, responde: "Estão enganados.

Os momentos de crise, como os chineses nos ensinaram, podem ser extraordinários em termos de oportunidades. Este jornal está concebido para aproveitar a crise".

A seu ver, é nestas alturas que "os jornais são mais úteis aos cidadãos, além de criarem outras oportunidades de negócios". Mas, no concreto, a que oportunidades se referia, não quis adiantar, dizendo apenas que o que está em causa é lançar uma nova marca de informação.

Avillez Figueiredo contesta ainda a ideia de que a sua concorrência seja o jornal Público."Não vamos concorrer com um projecto que perde dinheiro", dá como resposta. "É muito distinto", insiste."Procura ir ao encontro de um mercado que não está preenchido na informação, que é o de uma camada entre a classe A e B e sobretudo mais localizada a Sul".

O novo diário, nome provisório, diferenciar-se-á, segundo o director, sobretudo pelo forte cunho editorial.

Mais precisamente: "Será um jornal muito mais editado do que os outros e com muito mais escolhas". Está previsto que faça "opções claras". Não estará, propositadamente, em todos os acontecimentos, mas, naqueles em que marcará presença, dará desenvolvimento e profundidade às notícias.

Classifica-o ainda como um jornal de "boa informação", em vez de ser um jornal de boas histórias, um campo a devolver à literatura, defende.

Consciente de que um projecto desta envergadura não pode dar lucro de imediato, Avillez lança um prazo alargado de quatro, cinco anos, para que esse intento se cumpra, apontando que esse é o costume para empreendimentos com estas características.

Quanto à equipa, o director revela que ainda não está completamente fechada. Entre os que já arregaçam as mangas pelo projecto estão Sílvia Oliveira e Francisco Camacho, adjuntos de Avillez; e André Macedo e Miguel Pacheco, director executivo e subdirector, respectivamente.

O grupo Lena, ligado à construção civil, não é novato nesta área. A Sojormedia, sua "holding", possui sete títulos regionais, entre os quais o "Diário As Beiras" e o semanário "Região de Leiria".
publicado por Marco Freitas às 09:40

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