Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Nov 08
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Mark Deuze - um dos oradores no I Congresso Internacional de Ciberjornalismo - fez um post no seu blog sobre a crescente degradação da relação entre os jornalistas e os seus empregadores. Partindo de um texto de Jay Rosen (“The People Formerly Known as the Audience”) - que analisava “uma nova ou modificada relação de poder entre as notícias e os seus produtores, entre jornalistas amadores e profissionais” e que concluia que “algum do tradicional e normalmente incontestável poder dos jornalistas passa agora para os públicos” -, Mark Deuze escreve “The People Formerly Known as the Employers”.

Deuze sublinha que existe outro tipo de mudança no presente “ecossistema de media”: o facto de o “poder económico e cultural” estar a sair da mão dos jornalistas para a mão dos empregadores, que se distanciam de se responsabilizar pelos jornalistas, fazendo-os sentir apenas como “bens que custam dinheiro”. O autor debruça-se sobre o sentimento de subvalorização por parte dos jornalistas e pela precaridade da profissão - um em cada três jornalistas foram despedidos nos EUA, segundo um inquérito mencionado pelo autor.

“O que está a acontecer no contexto da ecologia dos novos media de hoje (…) é que o poder está a transferir-se, devagar mas firmemente, daqueles em quem confiamos para o nosso entretenimento (…), a nossa publicidade (…), e - talvez o mais perturbante - as nossas notícias”, pode ler-se no post.
publicado por Marco Freitas às 10:01

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