Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

19
Jun 11

Porque há muitas histórias contadas pela metade nesta batalha entre o DNM e o Governo Regional e que não beneficiam as partes:

 

Só duas perguntas: 

 

1ª - Será que o PSD-M não será mais fonte informativa do DNM e que o DNM jamais quererá ter gente do PSD-M como fonte? 

 

2ª - Será que o Jornal da Madeira tornar-se-á mais plural com a transição de possíveis novos comentadores para as suas páginas plurais de opinião? 

 

 

Desconfio que vá obter respostas...

publicado por Marco Freitas às 10:55

Um sequestro falhado

 

Guilherme Silva, Miguel de Sousa, Medeiros Gaspar, Sara André, Jaime Filipe Ramos, Nuno Teixeira, Vânia Jesus, Sérgio Marques, Nuno Olim, António Trindade, entre outros, foram compulsivamente obrigados por Alberto João Jardim a deixar de escrever no DIÁRIO.
Até ontem, alguns tomaram a iniciativa, que registámos e enaltecemos, de anunciar a suspensão da colaboração. Já a nosso pedido, e por escrito, a maioria confirmou que cessava a partilha da opinião nas nossas páginas. Houve quem fosse apanhado de surpresa. Alguns deram desculpas sem nexo. Outros assumiram com toda a frontalidade que se limitam a cumprir decisões da Comissão Política do partido a que pertencem e no qual têm cargos. Do painel de política, apenas um dirigente social-democrata garantiu a continuidade.
Respeitamos a opção de todos os colaboradores, a quem agradecemos a generosa contribuição para a diversidade do pensamento. Não nos cabe fazer juízos de valor sobre a decisão que tomaram. Mas porque assumimos publicamente compromissos com os assinantes e com os leitores do DIÁRIO, não podemos deixar passar sem reparo mais uma brincadeira do 'jardinismo' intolerante.
O líder do PSD-M, recorrendo a um expediente que habitualmente usa em meios que domina, tenta interferir na orientação deste jornal. Sem sucesso. Devia saber, dadas as múltiplas referências que faz ao estatuto editorial do DIÁRIO, que cabe ao Director subordinar a actuação deste jornal "a critérios de pluralismo". Um pluralismo que não se esgota na partidocracia dos ódios e das vinganças, ou nas concepções autoritárias dos que não admitem a diversidade e ignoram, entre outros princípios inquestionáveis, que no DIÁRIO os artigos devidamente assinados representam apenas e só a opinião daqueles que foram convidados a escrever.
Na tentativa de ameaçar o nosso estatuto, o PSD-M e o seu líder atentam contra tudo o que há de mais elementar nos meios de comunicação, a independência e o pluralismo. Mais, desrespeitam a Constituição e a liberdade de imprensa. Uma liberdade que "abrange o direito de informar, de se informar e de ser informado, sem impedimentos nem discriminações", exercício que "não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura".
Jardim insiste numa cruzada irracional. Continua a colocar "objectivamente em sério risco" o pluralismo na Região, como já alertou há um ano a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Aliás, a directiva interna que impede os social-democratas de dar opinião no DIÁRIO é apenas mais um lamentável e vergonhoso episódio de uma longa série de atentados patrocinados pelo PSD-M e pelo seu líder. A opinião única no jornal pago pelos contribuintes; a perseguição ao jornalismo independente; o corte de assinaturas; as ameaças de expropriação; a recomendação empresarial ao boicote publicitário; as ofensas aos jornalistas; os múltiplos avisos de processos judiciais; o oneroso fomento da concorrência desleal com o objectivo de silenciar quem conta a verdade têm a marca de quem se habituou a emitir "fortes juízos de censura" e a ser pródigo nas contradições. Basta atender ao que disse no último congresso do PSD-M sobre a importância de ter gente a escrever no DIÁRIO.
Jardim quer ter argumentos para que as suas eternas queixas inconsequentes sejam agora válidas. Acusar-nos-á junto da ERC e da Comissão Nacional de Eleições de "sectarismo", de tratamento discriminatório do PSD e de darmos espaço "desproporcionado à oposição regional". Repetirá o que já está plasmado no 'relatório Coito', na conhecida farsa sobre a comunicação social regional.
O líder do PSD-M finge desconhecer as múltiplas recomendações da ERC, nomeadamente uma, "que não cabe aos poderes regionais a definição e implantação de níveis satisfatórios de pluralismo nos órgãos de comunicação social, uma vez que estes devem resultar das dinâmicas próprias".
Jardim tenta, em vão, desviar a atenção dos madeirenses do essencial, como se estes esquecessem que a Região, através do seu governo, tem vindo a intervir de forma lesiva no subsector da imprensa diária. O que Jardim quer esconder é o desrespeito pelas regras do pluralismo e da igualdade dos representantes das diversas forças político-partidárias no jornal da diocese mas que tem sequestrado. Como é que alguém que nem foi capaz de reformular o estatuto editorial do seu 'JM', por recomendação da ERC, dada a não correspondência entre o compromisso escrito de ser um jornal de "perspectiva cristã aberta a um são pluralismo ideológico" e as práticas seguidas, tem o desplante de insinuar-se como provedor dos conteúdos do DIÁRIO?
O DIÁRIO não se conforma com mais uma atropelo premeditado de quem só quer ter referências positivas nos meios de comunicação e defende um jornalismo que não questiona, não é incómodo e não faz um pacto com a ética e com a verdade. Também por isso, garantimos que nem o líder do PSD-M nem outro político da sua estirpe dará cabo do pluralismo que sempre defendemos e praticamos. Para que não esmoreça a missão democrática de dar tempo e espaço à diversidade. Para que possamos continuar a reflectir conhecendo o pensamento de quem se realiza em diversas áreas da nossa sociedade. Para que haja universalidade neste jornal regional.

publicado por Marco Freitas às 10:52

Eis a notícia do Diário de Notícias da Madeira:

 

Alguns dos visados foram sinceros, outros optaram por argumentos fantasiosos...

 

É a mais recente estratégia de Jardim. Com a perspectiva de poder desfazer-se do facto do DIÁRIO ser um jornal efectivamente plural, o líder laranja informou os dirigentes do seu partido que estão proibidos de escreverem Opinião no nosso jornal.

O 'decreto' do presidente foi transmitido durante a última reunião da Comissão Política Regional do PSD-Madeira, a 7 de Junho. A principal justificação para esta mudança de estratégia - no congresso de Abril defendera exactamente o contrário - é não permitir que o pluralismo de opinião seja uma imagem de marca do DIÁRIO, para que assim não possa ser argumento a favor deste jornal, nem considerado nas queixas já feitas e a fazer em diversas instâncias judiciais e reguladoras no âmbito da contestação à concorrência desleal na imprensa madeirense.

Para além disso, Jardim tem outros objectivos: levar a que, devido à ausência do PSD, o DIÁRIO acabe com o palco que dá a colaboradores de outras áreas políticas, sobretudo em tempo de campanha eleitoral. Em suma, Jardim quer 'fabricar' mais um assunto para desviar atenções do essencial em mais uma campanha bipolarizada, elegendo o nosso jornal como alvo preferencial.

Na reunião da Comissão Política, Jardim não justificou as razões da decisão perante os outros dirigentes. Apenas quis deixar claro que a directiva era para cumprir, sob pena de serem tomadas medidas a quem não respeitasse a indicação dada. A ameaça teve efeitos imediatos, embora nem sempre comunicada ao Director do DIÁRIO com a devida frontalidade. Logo no dia seguinte, Medeiros Gaspar era o primeiro a cessar a colaboração com o DIÁRIO como articulista convidado. Fê-lo alegando um argumento diferente, que um outro órgão de comunicação social havia dado a "oportunidade de publicar opinião escrita com maior regularidade". Surgiram outras indisponibilidades sem explicação. Mas também mensagens honestas, sem esconder nada.

O Director do DIÁRIO, Ricardo Miguel Oliveira, convidou os articulistas por escrito em Outubro do ano passado. Na semana passada, quando tomou conhecimento da directiva de Alberto João Jardim, sentiu necessidade de perguntar, também por escrito, se os colaboradores declarados social-democratas continuariam ou não a escrever opinião nos moldes e nos dias definidos no convite. Em nome do planeamento das edições quis saber das disponibilidades, admitindo que o embargo era limitado ao membros da Comissão Política. As respostas foram chegando com justificações de todo o género. Quase todas a agradecer a oportunidade, mas a assegurar que cessavam a colaboração, já que tinham sido colocados 'entre a espada e a parede' numa época em que se procede à escolha de candidatos às listas...

O DIÁRIO sabe que nenhum dos membros da Comissão Política ousou contestar a directiva no dia da reunião. Perceberam que era hora de 'ouvir e calar', acreditando que a 'guerra' dura só até Outubro.

São várias as personalidades do PSD com colaborações regulares no nosso jornal. Alguns com décadas. Outros com meses. Nem todos terão sido já informados do 'decreto' jardinista. Muitos manifestaram por escrito ou por telefone a sua mágoa em deixarem de escrever, admitindo-se que alguns não obedeçam à ordem superior.
Entretanto, vários deputados e militantes do PSD foram já abordados por 'comissários' do partido para as cautelas a ter se forem abordados para escrever no DIÁRIO. Apesar disso, o nosso jornal vai manter as suas colunas de opinião, com colaboradores de todas as áreas políticas e assegurando o pluralismo. Uma garantia dada pelo Director em Editorial (ver Última Página).

 

PSD põe e dispõe do JM: Coito Pita faz alinhamento da 'Opinião'

O deputado Coito Pita terá ficado com a incumbência de fazer o alinhamento no 'JM' dos ex-colaboradores do DIÁRIO, o que diz bem da influência do PSD no jornal dito da Diocese, mas que é suportado financeiramente pela Região, com valores anuais a rondarem os 4 milhões de euros. Outros terão rejeitado o brinde. Simplesmente porque não alinham na campanha de ódio exercida contra o DIÁRIO. "Basta-nos a humilhação de ter que deixar de escrever num jornal que nos deu oportunidade de partilharmos opiniões e para o qual fomos superiormente convidados", referem

A decisão é inédita e reveladora do estado a que chegou a democracia na Madeira. Na última reunião da Comissão Política do PSD-M, a primeira depois das Legislativas de 5 de Junho, também se sabe que dois membros influenciaram o presidente do partido no sentido de serem tomadas medidas específicas contra o DIÁRIO. O objectivo engendrado era penalizar o DIÁRIO, retirar-lhe argumentos que podem fazer a diferença no processo em curso na Comissão Europeia.

A decisão contrasta que aquilo que Jardim disse no último Congresso do PSD. Perante a deselegância de Coito Pita em considerar traidores os social-democratas que escreviam nas colunas de opinião do DIÁRIO, Jardim foi à tribuna explicar que essa presença era estratégica e legítima, desautorizando o deputado.

A decisão da CNE em deixar claro que na última campanha o DIÁRIO respeitou o princípio do tratamento jornalístico não discriminatório irritou Jardim. O presidente do PSD-M apresentou três queixas contra o nosso jornal e não teve razão em nenhuma. Numa das queixas contestou o facto de haver candidatos de outros partidos a escrever opinião em plena campanha. A CNE recordou que nesse mesmo tempo candidatos do PSD também exerceram o mesmo direito.

 

 

 

publicado por Marco Freitas às 10:48

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