Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Jan 10

Media: internet é o caminho a seguir para rentabilizar meios

A rentabilização dos meios de comunicação social através do recurso às plataformas online é considerada inevitável pelos vários responsáveis do sector dos media em Portugal.

 

As divergências começam quando se começa a discutir a forma de o fazer.

 

O presidente do Observatório da Comunicação (Obercom), Gustavo Cardoso, sugeriu recentemente a criação de uma taxa a pagar na factura do serviço de Internet e a distribuir pelos fornecedores de conteúdos, como alternativa ao pagamento pelo acesso a conteúdos online.

 

A ideia, avançada pelo responsável em entrevista à Lusa, é semelhante ao que já acontece na factura da electricidade, que inclui a Contribuição para o Audiovisual, uma fonte de receita da RTP.

 

«Não conheço nenhum estudo em Portugal sobre esta questão mas se, na factura da Internet de casa, um euro for destinado a compensações para entidades que produzem os conteúdos, talvez seja mais rentável do que o pagamento directo», defendeu.

 

Jornais começam a querer cobrar conteúdos na Internet

 

No entanto, vários responsáveis do sector dos media mostraram interesse em começar a cobrar brevemente pelo acesso aos conteúdos, avança a Lusa.

 

No início de Dezembro, o presidente da Cofina, Paulo Fernandes, afirmou querer que o seu grupo seja o primeiro a cobrar pelo acesso online a conteúdos em Portugal, defendendo que a posição deve ser assumida em conjunto por todas as empresas do sector.

 

«Os grupos têm de estar unidos e coesos porque se um cobra e o outro não, não funciona», disse na altura o presidente do grupo que detém, entre outros, o «Correio da Manhã», «Jornal de Negócios» e a revista «Sábado».

 

Na Impresa, grupo a que pertencem a revista «Visão» e o semanário «Expresso», entre outros, foi criado em 2009 um grupo de trabalho para estudar o tema, mas até agora nenhuma decisão foi tomada.

 

Recentemente, o director de Planeamento Estratégico do grupo de Pinto Balsemão, José Freire, referiu que no futuro «as receitas de publicidade na Internet não vão chegar» e que «o caminho tem que ser nos conteúdos pagos».

 

Alguns exemplos em Portugal

 

O Expresso já funciona com assinatura. A edição impressa do semanário está acessível online para assinantes, assim como o desportivo «A Bola» e o «Diário Económico».

 

Também o «Público» cobra pelo acesso a alguns conteúdos. Apenas partes da edição impressa estão disponíveis a todos os leitores.

 

Os editoriais, crónicas e artigos de opinião só podem ser consultados por assinantes do jornal do grupo Sonae.

 

Murdoch é pioneiro da teoria

 

O presidente do grupo editorial News Corporation, Rupert Murdoch, é, a nível internacional, o maior defensor da cobrança de acesso aos conteúdos online de jornais.

 

Ao longo do ano, o grupo a que Murdoch preside vai começar a cobrar pelo acesso aos conteúdos dos vários jornais que detém.

 

Além de vários títulos australianos, estão sob a alçada de Rupert Murdoch os britânicos «The Times», «The Sunday Times» e «The Sun», e os norte-americanos «New York Post» e «The Wall Street Journal», entre muitos outros.

 

Rupert Murdoch estima que os leitores deixarão de ler jornais em papel nos próximos 10 a 15 anos, hipótese que leva os responsáveis a ponderarem alternativas.

publicado por paradiselost às 16:25

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