Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

09
Dez 09

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O e-mail surge como o meio mais utilizado para fazer chegar a informação às redacções.

 

É também considerado “o mais prático” pelos jornalistas, seguido pelo “telefonema” e pelo fax.

 

Esta é apenas uma das conclusões do primeiro estudo “Jornalistas e Empresas – Pistas para uma relação necessária” realizado em Portugal.
 

Com assinatura da consultora Cidot – Estúdio de Comunicação, o documento tem como “objectivo geral analisar as relações profissionais entre empresas e instituições e os Meios de Comunicação”, explica a empresa.

 

Segundo adianta Marta Mimoso, directora-geral da Cidot Portugal, o estudo pretende ainda “clarificar o papel das agências de co¬municação no serviço que prestam às empresa”, considerando que “em Portugal, esse papel – e em particular as relações com os meios de comunicação social – continua envolto em polémica, desconhecimento e superstição”.

Como chega a informação aos jornalistas

Realizado a partir de 238 entrevistas, junto de jornalistas dos vários meios, o primeiro ponto sobre o qual foi solicitada informação aos profissionais teve a ver com o canal habitual através do qual recebem informações sobre empresas ou instituições para sua publicação.

A conclusão é que não existe um canal único através do qual um Meio recebe notícias de empresas e instituições.

 

O “correio electrónico” surge como o meio mais apontado, menciona¬do por 97,5% dos entrevistados, seguido pelo “telefonema” e o “fax”, com 68,1% e 64,6% respectivamente.

 

Para além destes canais, 43,3% dos jornalistas mencionou também a “conversa pessoal” e 37,4% apontam a “Internet/Web”.

 

Outros meios através dos quais são recebidas notícias são, segundo os jornalistas consultados, o estafeta (31,1%) e o correio (20,2%).

Quanto aos canais considerados mais práticos para receber informação, os inquiridos, independentemente do meio onde trabalham, apontam em maioria o “correio electrónico”.

 

Já quando analisados por meio de comunicação, os dados apontam uma maior percentagem de jornalistas de meios digitais a considerar mais prático o telefonema (25%).

 

Valor superior à do resto dos profissionais, sobretudo os da rádio e da televisão (4,2%).

Assumindo a importância do “correio electrónico”, a Cidot perguntou ainda aos jornalistas se preferiam receber as informações na sua própria caixa de correio electrónico ou na da secção.

 

A preferência maioritária vai para o e-mail particular, adianta o relatório.

Comunicados de imprensa são os menos credíveis para os jornalistas


“Comunicados de imprensa”, “conferências de imprensa”, “conversa telefónica” e “entrevista pessoal” foram os quatro modos diferentes de transmitir a informação considerados pelo estudo na questão: “da sua experiência do último ano, quais dos mecanismos utilizados pelas empresas e instituições lhe merece mais credibilidade?”

Dos quatro, os mais credíveis foram a “entrevista pessoal” (51,3%) e a “conferência de imprensa” (16,4%). Já a “conversa telefónica” e o “comunicado” surgem como os canais menos credíveis (com 10,5 e 9,2% das respostas respectivamente).

Estas são apenas algumas das conclusões do estudo da Cidot realizado em Portugal.

 

Para saber mais, sobre o estudo e sobre a relação entre os jornalistas e as empresas, não perca a próxima edição impressa do Briefing.

publicado por paradiselost às 11:14

08
Dez 09

 

 

 

 

 

 

O Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, representado pelo seu Vice-Presidente, Elísio de Oliveira e Vogal, Estrela Serrano, recebeu, ontem de manhã, as organizações de jornalistas dos países de língua portuguesa que, de 5 a 7 de Dezembro, se encontraram reunidas na sede do Sindicato dos Jornalistas, em Lisboa, em Assembleia Constitutiva da Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa.

Esta Federação visa a promoção do desenvolvimento intelectual e qualificação profissional dos jornalistas, a defesa da liberdade de expressão, do pluralismo informativo e do direito de acesso à informação, bem como a promoção dos valores éticos e deontológicos dos jornalistas.

A visita, que decorreu a pedido do Sindicato dos Jornalistas, inseriu-se no conjunto de contactos que têm sido proporcionados aos delegados à referida reunião, com diferentes entidades que, em Portugal, actuam no sector.

publicado por paradiselost às 00:51

07
Dez 09

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A EV | Essência do Vinho lançou um canal de televisão difundido via Web e totalmente dedicado à temática do vinho, gastronomia e eventos enogastronómicos.

 

A Essência do Vinho TV surge como expansão da publicação Wine – a Essência do Vinho, revista mensal lançada em 2006.

O canal assenta numa plataforma desenvolvida pela Otos que permite a transmissão de vídeo em qualidade de imagem superior.

Neste arranque, a Essência do Vinho TV propõe visitas à Herdade do Esporão (Alentejo) e Quinta do Seixo (Douro), vai às compras com o chefe Luís Baena (hotéis Tivoli), cozinha com o chefe Rui Paula (restaurante DOC) e apresenta, em exclusivo, o novo livro de Chakall.

Os utilizadores poderão ainda visualizar e partilhar dicas de enofilia, a preparação de um cocktail à base de Vinho do Porto e ver alguns dos mais recentes eventos produzidos pela EV | Essência do Vinho.

publicado por paradiselost às 09:51

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O Público e outros 55 jornais de mais de 40 países de todos os continentes preenchem hoje toda a sua primeira página com um editorial comum dedicado à cimeira de Copenhaga sobre as alterações climáticas.

 

A acção inédita é justificada neste "Editorial de Copenhaga" com a iminência de "uma terrível emergência" para a humanidade.

 

"Se não nos juntarmos para tomar uma acção decisiva, as alterações climáticas irão devastar o nosso planeta, e juntamente com ele a nossa prosperidade e a nossa segurança", lê-se no texto.

 

Quanto às esperanças depositadas na cimeira que hoje se inicia na capital dinamarquesa, o editorial adverte que "os políticos em Copenhaga têm o poder de moldar a opinião da História sobre esta geração: uma geração que encontrou um desafio e esteve à altura dele, ou uma geração tão estúpida que viu a calamidade a chegar, mas não fez nada para a evitar".

 

E acrescenta: "Imploramos-lhes que façam a escolha certa".

 

O Público explica que foi desafiado a participar neste projecto global pelo The Guardian, que lançou a iniciativa por sugestão de várias pessoas envolvidas em questões climáticas.

 

Os jornais em causa pertencem a 44 países da Europa, da Ásia, de África e da América do Norte, Central e do Sul.

 

Entre os 20 jornais de 17 países europeus que aderiram contam-se, além do Público, El Pais (Espanha), The Guardian (Reino Unido), Le Monde e Libération (França), La Reppublica (Itália), Süddeuutsche Zeitung (Alemanha), Hurrieyet (Turquia) e Novaya Gazeta (Rússia).

 

Na Ásia, o editorial está nas primeiras páginas de 16 jornais de 13 países e regiões, entre os quais o Economic Observer e o Southern Metropolitan (China), o Jakarta Globe (Indonésia), The Hindu (Índia) e The News (Paquistão).

 

A mesma atitude foi assumida por 11 diários de oito países africanos, nomeadamente Egipto, África do Sul, Tanzânia, Quénia e Uganda, bem como por nove jornais de sete países americanos, incluindo os Estados Unidos, Canadá, Argentina e Brasil.

publicado por paradiselost às 09:46

05
Dez 09

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social vai realizar no dia 15 de Dezembro de 2009, no Auditório 3, da Fundação Calouste Gulbenkian, uma Conferência subordinada ao tema "Imigração e diversidade étnica, linguística, religiosa e cultural na imprensa e na televisão".

Durante este encontro será apresentado um estudo realizado em parceria ERC-ACIDI-Universidade de Coimbra sobre a cobertura jornalística da Imigração na imprensa e na televisão, em 2008. A Conferência conta com a participação de jornalistas, investigadores e membros das comunidades imigrantes.

A entrada na Conferência será livre, estando apenas sujeita a inscrição prévia.
 

Ver programa em: http://www.erc.pt/documentos/Programasite15Dezembro.pdf

publicado por paradiselost às 00:48

O até aqui comentador do Jornal Nacional da TVI vai deixar a estação de Queluz. A notícia já foi confirmada pelo director de informação da TVI, Júlio Magalhães.

«Falou ontem comigo e é um facto consumado», confirmou Júlio Magalhães ao ‘Público’.

De acordo com o director de informação da TVI, Sousa Tavares deverá manter o seu espaço de comentário até ao fim do ano. Depois, irá começar a trabalhar na SIC em Janeiro, embora ainda não sejam conhecidos os contornos do projecto.

O contrato de Miguel Sousa Tavares com a SIC é válido para os próximos três anos.

publicado por paradiselost às 00:38

04
Dez 09

 

Quais são as vantagens e desvantagens das novas tecnologias para o jornalismo?

 

…Sou aluna do 3º ano de Ciências da Comunicação da UTAD. Esttou a fazer um trabalho sobre jornalismo, seria possível responder-me a algumas perguntas?

 

Como vê o jornalismo de hoje?
Com alguma preocupação. O jornalismo está numa fase negativa, descaracterizado, sem uma boa imagem de si mesmo. A forma como as empresas de jornalismo têm reagido em função das mudanças na distribuição e no consumo leva os profissionais à desorientação — quando não mesmo a abandonarem o barco.

 

Quais acha que são as vantagens e desvantagens das novas tecnologias para o jornalismo?
Não vejo desvantagens directas para o jornalismo. Só indirectas, na medida em que o reforço do poder editorial e retransmissor do indivíduo, a par da ausência de geografia, aniquila o anterior negócio de transporte das notícias, que permitia pagar os salários dos jornalistas. Será necessário encontrar modos alternativos de financiar a actividade.
Vantagens, vejo muitas. As tecnologias são (podem ser, quando usadas nesse sentido) ajudas importantes para melhorar a eficácia da recolha de informação, do seu processamento e ainda da sua distribuição.

 

Qual a importância das redes sociais como Twitter, Facebook, etc?
As redes sociais são importantes na medida em que as pessoas estão lá. É lá que se concentra, hoje, uma enorme quantidade de olhos, de atenção. Além de serem, elas próprias, objecto de notícia, as redes sociais são uma plataforma de acção (na recolha como na difusão) e de relacionamento (conquista e manutenção de audiências).

 

O que mudaria na forma como o jornalismo é feito hoje em dia?
Eu? Nada ;) Nunca me passou pela cabeça ser capaz de mudar um processo global e tão plural como o jornalismo.
Sei que o jornalismo precisa encontrar o seu caminho na rede, na Internet. Esse caminho passa por tomar a tarefa de dirigir a narrativa da realidade (cf. http://pauloquerido.pt/media/3437) . Mas também passa pelo data journalism (compilar e processar grandes quantidades de informação de interesse público), pelo link journalism (linkar as melhores reportagens e notícias, sejam de quem forem, e não as reproduzir usando a própria marca, reservada para as investigações originais, próprias), pela Reportagem Assistida por Computador, e outras novidades permitidas pelo ecosistema reticular. E por uma relação aberta com as audiências e as tecnologias das redes.

publicado por paradiselost às 12:24

02
Dez 09

WAN: Como fazer dinheiro no online?

Como é se paga pelo produto jornalístico? E como é que se paga por esse produto online?

 

As duas questões estiveram presentes na mesa redonda The Internet – A Maturing Media, inserida no encontro mundial da World Association of Newspapers (WAN), a decorrer desde segunda-feira em Hyderabad, Índia.

 

As conclusões não foram unânimes, nem houve uma resposta única. “No futuro não há apenas um único modelo de negócio, mas sim uma combinação de vários modelos apropriados ao vosso negócio e audiência”, defendeu Stephen Quinn, professor universitário australiano, convidado para trazer ao encontro diversos modelos de negócio para o sector dos media.

 

Micro-financiamento, patrocínios, colaboração entre os editores e os seus leitores, ou com universidades na produção de conteúdos, e fundações foram apenas alguns dos exemplos referidos, bem como no online uma aposta no e-reader.

 

Afinal, “se continuamos a canalizar às pazadas conteúdos para o online” e se a maioria dos custos de um jornal está na sua produção e distribuição, não “haverá aqui uma oportunidade para o e-reader”?

 

O problema, alerta, é o actual modelo “em que 70% das receitas ficam do lado da Amazon e ainda há um problema de standards”.

 

Questões que não impediram que na Noruega o Romenikes Blad levasse a cabo uma profunda reestruturação do seu sistema de produção e distribuição, como dá conta Are Stokstad, vice-presidente executivo da A-Pressen.

 

O título, relata, vinha em quebra de receitas de circulação, tendo para reverter esta situação lançado duas edições locais para o norte e sul da Noruega e criado uma edição e-paper disponível para subscritores pagantes.

 

O jornal também apostou numa rede social – a Origo – procurando com isso “criar uma ferramenta que ligasse a operação online e de papel”, bem como com a sua audiência.

 

Nesta plataforma, defende o responsável, “podemos encontrar boas histórias, perceber no que é que os nossos leitores estão interessados [pelos posts e conteúdos que publicam] e com isso melhorar os nossos conteúdos”.

 

E com poupanças na produção dos mesmos, afirma. É que se uma página custa “300 dólares a produzir, com a Origo “gastamos menos dinheiro com custos de produção” e “mais importante ganhamos relevância junto a nossa base de leitores”.

 

Novas oportunidades de gerar receitas estão igualmente a surgir através do mobile, considera Martha Stone.

 

De acordo com os dados apresentados pela directora do projecto Shaping the Future of the Newspaper, conteúdos como jogos online, música e mobile TV ou publicidade mobile estão a revelar-se oportunidades para os grupos de media, sobretudo à medida que os chamados smartphones ganham penetração.

 

A integração de publicidade mobile – via SMS com short codes – com a de imprensa também está a ganhar adeptos, bem como o chamado mobile tagging, baseado em códigos 2D que podem ser colocados em páginas de jornais ou em outdoors, diz.

publicado por paradiselost às 12:40

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