Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

13
Nov 09

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Conteúdos pagos e uma internet cada vez mais mobile são algumas das tendências que irão marcar a internet nos próximos cinco anos no entender de responsáveis dos grupos de media nacionais.

 

“Nos próximos anos o online vai transferir-se para os meios móveis, o online vai ser mobile”, diz José Freire, director de relações com os investidores da Impresa.

 

“Novos PDA, telemóveis com ecrãs maiores, netbooks, etc, vão permitir estarmos sempre online, sustenta.

 

Opinião também partilhada por José Manuel Gomes, director da Cofina Media Digital, e Inês Valadas, responsável da Media Capital Multimédia.

 

As redes sociais, no entender de alguns dos operadores contactados pelo M&P, também vão aumentar a sua presença, mas irão nascer redes especializadas.

 

“É visível o crescimento sustentado de audiência das redes sociais. E tal como aconteceu nos media tradicionais, as redes sociais vão especializar-se. Vão surgir novas redes sociais segmentadas por temas (e grupos dentro das redes sociais ‘generalistas’)”, defende Nuno Ribeiro, director de multimédia & e-business da Controlinveste.

publicado por paradiselost às 15:13

12
Nov 09

Jornalismo

Muito pouco do que é feito em Portugal cabe no conceito de jornalismo de investigação, defende uma tese de mestrado do jornalista Óscar Mascarenhas apresentada quarta-feira e que identifica as características necessárias para a definição.

 

No trabalho intitulado “detective historiador”, defendido quarta-feira em Lisboa perante um júri presidido por José Rebelo e que teve como arguente António Monteiro Cardoso, Óscar Mascarenhas apresenta uma proposta de itinerário obrigatório para a definição de jornalismo de investigação.

 

O jornalista Óscar Mascarenhas explicou, em declarações à Lusa, que a ideia da tese de mestrado sobre esta temática surgiu por não conhecer, até à data, a existência de trabalhos académicos em Portugal que permitam definir o conceito de jornalismo de investigação.

 

No seu trabalho procurou assim criar uma grelha de caracterização desse conceito tendo encontrado dez pontos que podem definir o jornalismo de investigação.

 

Na opinião do autor e com base nesta grelha, muito poucos trabalhos publicados poderão figurar como exemplos de jornalismo de investigação.

 

“Quase nada o que é feito em Portugal cabe no jornalismo de investigação porque se baseia em fontes não identificadas e não garante que as coisas tenham uma verdade.

 

O que sai do jornalismo de investigação tem de ser uma verdade que resiste ao tempo”, defendeu em declarações à Lusa o autor da tese cuja dissertação, orientada pela historiadora Magda Avelar Pinheiro, mereceu 19 valores.

 

Na opinião do jornalista, com a verificação dos dez pontos da grelha de caracterização “vão cair muitos ídolos de pés de barro”.

 

A grelha encontrada define que "um jornalismo de investigação mais do que assegurar a verdade dos testemunhos, garante a verdade dos factos, depurada mediante a verificação e confronto de fontes", defendeu.

 

O segundo ponto da grelha aponta que um jornalismo de investigação procura situações ocultas ou deliberadamente escondidas.

 

Segundo o trabalho, um jornalismo de investigação foge à agenda institucional ou, quando eventualmente a acompanha, fá-lo com propósitos de denúncia ou de revelação de situações não desejadas pelas entidades que a estabeleceram e selecciona os seus temas entre aqueles cuja relevância pode eventualmente mudar um juízo de valor dominante.

 

Por outro lado, ser jornalista de investigação pressupõe uma obra pessoal e personalizada e não apenas e só a mera divulgação de documentos ou informações passadas por outras entidades que prepararam a sua difusão.

 

Outro dos pontos da grelha refere que o jornalismo de investigação não é equívoco nem insinua - é afirmativo e factual, fornecendo os elementos necessários para que o público faça livremente o seu juízo de valor ponderado e autónomo.

 

É ainda um jornalismo que redobra o escrúpulo e a lealdade para com o público, as fontes e os visados sem deixar de ouvir ninguém com relevância para o caso, bem como não omitir qualquer informação importante.

 

Para se ser jornalista de investigação é necessário não encarar o "double checking" (verificação da informação) como uma formalidade, mas antes como uma essencialidade: é a prova dos noves obrigatória - ou da operação inversa - para cada afirmação que se faz.

 

A verdade difundida pelo jornalismo de investigação, acrescenta Óscar Mascarenhas na sua grelha de caracterização, tem de estar munida de robustez que lhe permita enfrentar as intempéries de um tempo longo sem poderem ser postas em causa.

 

Finalmente, o jornalista de investigação tem de possuir coragem, não forçosamente física, para assumir por si só, sem transferências, todas as responsabilidades do que foi publicado.

 

A tese partiu de uma "mesa-redonda virtual" com 17 jornalistas que de algum modo se têm identificado ou têm sido identificados com a prática de jornalismo de investigação.

 

Nesta mesa redonda, explicou Óscar Mascarenhas, procurou-se estabelecer o conceito, de modo a distingui-lo da investigação jornalística, prática transversal a todas as modalidades de jornalismo.

publicado por paradiselost às 15:37

11
Nov 09

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O  Grupo Parlamentar do PSD contratou a NextPower, de Rodrigo Moita de Deus, para dinamizar e coordenar as actividades relacionadas com as ferramentas sociais e os “new media”, anunciou ao Briefing fonte da consultora.
 

Rodrigo Moita de Deus já aparecera ligado no passado recente a iniciativas do PSD na mesma área, nomeadamente junto da presidente do partido, Manuela Ferreira Leite.

Na informação prestada ao Briefing, fonte da consultora explicou que o início do projecto está a coincidir com o arranque do novo ciclo legislativo, embora ainda não seja possível agendar o momento em que o mesmo terá visibilidade.

A NextPower assume-se como uma consultora de conteúdos gerados pelo público.

 

Entre a sua prestação de serviços consta a consultoria estratégica de media sociais, incluindo desenvolvimento de canais, eventos e programas activos de comunicação em 2.0, a produção de conteúdos para Web, monitorização de redes sociais e comunicação activa nos meios sociais.

publicado por paradiselost às 16:18

 

 

 

 

 

 

 

O organismo regulador dos media instou a RTP a cumprir o pluralismo político-partidário, na semana em que CDS-PP e PCP anunciaram que iriam apresentar queixa por não terem sido convidados para o "Prós e Contras".

 

Esta deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) já estava a ser preparada desde Julho, mês em que o conselho regulador do organismo a divulgou e deu à RTP a possibilidade de responder.

 

A deliberação, aprovada com o voto contra de um dos conselheiros - Luís Gonçalves da Silva - "insta a RTP a cumprir com maior rigor o pluralismo político-partidário, em particular no que respeita à representação dos partidos políticos, com e sem representação parlamentar, cujos valores mais se afastam dos valores-referência definidos pela ERC".

 

Na deliberação, a ERC sublinha "o empenho manifestado pela RTP em trabalhar com a ERC no aperfeiçoamento do modelo de avaliação do pluralismo político-partidário".

 

O relatório sobre o pluralismo foi entregue em Junho à Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República.

 

A ERC critica ainda que, "na informação diária da RTP 1, RTP2 e RTPN, a presença do PSD se encontre manifestamente abaixo dos valores-referência, tendência já identificada em 2007" bem como a "a presença residual, na informação diária da RTP1, RTP2 e RTPN, dos partidos da oposição sem representação parlamentar".

 

A ERC considera também negativa "a ausência, no ano de 2008, de representantes do CDS/PP, do PEV e de partidos sem representação parlamentar e a presença reduzida de representantes do PCP e do BE, no programa 'Prós e Contras', com repercussão na RTPN, onde as emissões analisadas foram reexibidas".

 

Esta semana, o CDS-PP e o PCP anunciaram que iriam apresentar queixa à ERC contra a RTP por não terem sido convidados para participar na edição de segunda-feira do programa "Prós e Contras" sobre prioridades da governação.

 

A Lusa tentou contactar o director de informação da RTP e o presidente da ERC, mas, até ao momento, tal não foi possível.

publicado por paradiselost às 16:12

10
Nov 09

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A Agência Financeira está a preparar uma renovação gráfica e de conteúdos, avançou ao M&P Paulo Almoster, desde 26 de Outubro director do site financeiro do grupo
Media Capital, cargo que acumula com o de editor de economia da TVI.

 

O site, diz, está a “em fase de ultimação” de uma nova imagem gráfica “mais de acordo com a renovação ocorrida noutros sites do grupo”, e que deverá ser conhecida em meados desta semana.

 

Um trabalho desenvolvido pela equipa da Media Capital Multimédia.

 

O site, adianta Paulo Almoster, vai ter ainda “novas valências”, em concreto vai apostar em conteúdos da área de finanças pessoais, “potenciando um conteúdo relativamente esquecido no online”.

 

O site vai disponibilizar simuladores que permitem ao utilizador “ter acesso rapidamente” ao valor que poderá pagar por um crédito à habitação ou pessoal.

 

Os simuladores estão alojados na Agência Financeira, não estando estas ferramentas associadas a nenhuma instituição financeira, frisa Paulo Almoster, o que, no entender do director do projecto, é “garantia de uma oferta isenta”.

 

Nesta nova fase do projecto vai ser igualmente promovida “uma nova sinergia” com outros meios do grupo, mais precisamente com a redacção de economia da TVI.

 

“Vamos ter a equipa mais forte porque há um apoio muito grande em termos do que é feito pela redacção da TVI”, diz Almoster.

 

Os jornalistas da Agência Financeira, recorda o director, já são “responsáveis pelos comentários de bolsa e alguns comentários matinais na TVI24″, presença que se estende também ao Rádio Clube Português (estação do grupo), sendo que o objectivo é “potenciar a colaboração, tanto de um lado, como de outro”.
 

“Não me quero comprometer com números”, responde Paulo Almoster, quando questionado sobre os objectivos do site com esta reformulação.

 

”A ambição é crescer”, diz. O site não é monitorizado pelo Netscope, estando previsto que isso suceda após o relançamento.

 

Para comunicar a nova fase da Agência Financeira, está prevista uma acção de comunicação, “para já” apenas na rede do IOL, braço online do grupo Media Capital, adianta ao M&P fonte do departamento de marketing da Media Capital Multimédia

publicado por paradiselost às 00:21

09
Nov 09

WBF

A Roménia, mais especificamente Bucareste, prepara-se para receber convidados de mais de 30 países para o World Blogging Forum, 2009.

 

O fórum visa juntar durante 4 dias (de 9 a 12 de Novembro) bloguers de mais de 30 países para discutir temas importantes para quem todos os dias escreve na web.

 

O evento é apresentado como uma excelente forma de, para além de discutir os temas propostos (ver abaixo), tomar conhecimento de uma nova cultura e estabelecer contacto com alguns dos mais importantes membros da comunidade internacional que se deslocam a Bucareste

.

Entre os temas de discussão para estes dois dias de conferência, encontram-se:

 

- Blogs & Educação (Usar técnicas e tecnologias para ajudar os estudantes a atingir a excelência);

 

- Ética e Responsabilidade;

 

- Blogging pelo ambiente e activismo;

 

- A Importância do blogue para organizações governamentais;

 

- Como gerar receitas dos blogues e outros media online;

 

- Democracia Móvel;

 

- “Liberdade para Discordar”;

 

- Defender a comunidade.

 

Entre os convidados para participar no fórum encontram-se, à data deste post, grandes nomes da blogosfera internacional, como Loic LeMeur (um dos maiores bloguers franceses e o organizador da LeWeb, em Paris),

publicado por paradiselost às 16:06

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(Pedro Norton)

 

“No futuro, os grupos tenderão a viver com cada vez mais formas de receitas em que cada uma delas é cada vez menos relevante”, vaticinou na passada sexta-feira Pedro Norton.

 

O vice-presidente da comissão executiva da Impresa, que participou num painel do Cannes Review dedicado à emergência de um novo paradigma no sector publicitário, apontou para outras mudanças que vão ocorrer na indústria dos media.

 

Os grupos deverão “começar a propor soluções de comunicação que são verdadeiramente integradas e multiplataforma e deixar de vender páginas e audiências”.

 

Outro alerta: “Precisamos de integrar publicidade e conteúdos.” Esta abordagem terá impacto na gestão das próprias empresas de media.

 

“É necessário mudar a estrutura de governance das empresas de media em Portugal.

 

Num curto prazo, os grupos não estarão organizados em imprensa ou rádios, mas em divisões verticais, como comercial, marketing ou operacional”, referiu.

 

A integração das redacções será também inevitável.

 

“Os tempos em que era necessário comprar uma gráfica ou montar um estúdio de televisão estão ultrapassados”, referiu Pedro Norton, relembrando que o online veio reduzir a barreira de entrada de novos players no mercado.

 

É por isso que a distribuição de conteúdos é agora mais fácil, mais barata e pode ser feita para várias plataformas.

 

“Quem dita as regras é cada vez menos quem distribui e mais quem produz”, considerou.

 

O Cannes Lions Review, organizado pela MOP, terminou na estação do Terreiro do Paço em Lisboa e, durante três dias, apresentou os trabalhos premiados com leão de ouro na edição deste ano do Festival de Publicidade de Cannes.

publicado por paradiselost às 15:37

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O grupo News Corporation, do magnata australiano da comunicação social Rupert Murdoch, que domina a televisão paga em Itália, vai lançar em Dezembro um canal de acesso gratuito, fazendo concorrência à Mediaset do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi.

 

O novo canal, hoje anunciado pelo grupo, vai chamar-se Cielo (Céu) e poderá ser sintonizado a partir de 01 de Dezembro.

 

Segundo o seu director-geral, Gary Davey, Cielo "enriquecerá a oferta disponível" sobre os canais gratuitos em Itália, trazendo "mais concorrência a um sector dominado pela Mediaset e pela Rai [grupo de radiotelevisão pública]".

 

A nova estação, que vai difundir séries, filmes e "reality shows", chegará, numa fase inicial, a 12 milhões de lares italianos.

 

O seu lançamento é mais um episódio da guerra entre Rupert Murdoch e o chefe do governo italiano, cuja Mediaset detém três cadeias de acesso gratuito.

 

"Estamos convencidos de que Cielo será recebido muito bem pelo público e pelos investidores publicitários, que estão sempre à procura de mais escolhas e novas oportunidades para comunicar com os seus clientes", sustentou Gary Davey.

publicado por paradiselost às 15:26

A Assembleia Geral de Editores de Jornais da Europa (ENPA), reunidos em Sevilha, no dia 6 de Novembro, rubricou uma resolução tendo em vista fazer lobby junto do novo Parlamento Europeu. O que pretendem?

 

Segundo eles é preciso assegurar as condições necessárias para uma imprensa livre e independente... 

 

 

 

Pilar de Yarza, presidente da Associação de Diários Espanhóis (AEDE) sublinhou no seu discurso que "os jornais diários ainda são os principais meios para saber o que se passa. Ter conhecimento de uma forma humana, reflectiva e democrática." Para este responsável espanhol, na Europa, como no resto do mundo "a imprensa livre continua é e será a principal garantia de uma sociedade democrática". 

 

A prevenção de restrições contra a liberdade de imprensa e de expressão, a abolição de barreiras à publicidade, a apoio à criação de um regime de direitos de autor forte para proteger os jornais, o apoio a uma concorrência leal entre o online e o papel, o fim do pagamento de impostos, como o IVA, são algumas das ideias propostas pela Associação..

 

LER MAIS AQUI sobre Resolução de Sevila

 

 

 

 

publicado por Marco Freitas às 12:17

 As notícias de encerramento de títulos de jornais chegam um pouco de todo o mundo, desde países menos desenvolvidos e com mais dificuldades económicas aos mais desenvolvidos.

 

Aparentemente, na maioria dos casos, as razões para o fecho de jornais são atribuídas à crise. Porém, em muitos das situações, a crise mundial só veio confirmar o estado de coisas que a comunicação social está a atingir, sem que queira reconhecer, e, por isso, insistindo em manter modelos de operação ultrapassados e sustentados em fórmulas rígidas...

 

De Espanha chega a notícia que a direcção do jornal “La Opinión de Granada”, pertencente ao grupo Prensa Ibérica, comunicou que o diário deixaria de ser publicado a partir de 6 de Novembro, pondo em causa 45 postos de trabalho. 

 

Eu sei que ainda consumimos muita informação através da comunicação social. Mas, também sei que, aos poucos, essa percentagem tem vindo a diminuir. Sei também que a credibilidade da informação veiculada pelos meios tradicionais começa a ser cada vez mais colocada em causa, na medida em que o cruzamento de informações originais e directas que se faz nas redes sociais mostra que o jornalista dá um versão incompleta dos factos... 

 

Não sou medium, mas se este estado de coisas não se alterar, a percepção que se tinha de que o papel demoraria mais tempo a desaparecer ou nunca desapareceria, começa a desvanecer-se... Até porque, todos somos potencialmente um fonte de informação e gozamos da liberdade de decidir que informação consumir sem a orientação de um terceiro...

 

 

Marco Freitas

publicado por Marco Freitas às 11:33

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