Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

26
Out 09

 

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Jornalistas do Público e Notícias Magazine ganham prémio europeu contra a discriminação

 

 

 Apodemo organiza Seminário de Media

 

 

Do novo paradigma da Comunicação Social às sondagens

 

 

 

publicado por Marco Freitas às 11:55

25
Out 09

 

 

 

 

 

 

 

 

O Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, representado pelo seu Presidente, Azeredo Lopes, Vice-Presidente, Elísio de Oliveira e Vogais, Rui Assis Ferreira e Luís Gonçalves da Silva, reuniu ontem com Entidades ligadas à comunicação social de Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique e Timor-Leste.

Neste encontro, para além de uma breve abordagem aos temas que mais se destacam na actividade regulatória em cada um dos países, procedeu-se à criação da Plataforma das Entidades Reguladoras da Comunicação Social dos Países e Territórios de Língua Portuguesa - PER.

A Plataforma que tem por objectivo constituir um fórum de discussão e cooperação, de intercâmbio de informações regulares e de investigação em matérias relativas à regulação da comunicação social, agrega a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, o Ministério da Comunicação Social de São Tomé e Príncipe, o Conselho Superior de Imprensa de São Tomé e Príncipe, o Ministério da Comunicação Social de Angola, o Conselho Nacional de Comunicação Social de Angola, a Direcção Geral da Comunicação Social de Cabo Verde, o Conselho Superior da Comunicação Social de Moçambique e Timor-Leste.

Segundo os termos dos estatutos ontem aprovados, a presidência desta Plataforma será rotativa, devendo os seus membros reunirem-se, em regra, uma vez por ano.

publicado por paradiselost às 19:44

José Manuel Fernandes na redacção que vai deixar ao fim de 10 anos como director

O director do "Público" nos últimos onze anos sai para a semana da redacção. Ele, que o primeiro-ministro designou como o seu "melhor inimigo", acha que os tempos são para uma geração mais nova de jornalistas.

 

Já há conclusões do inquérito ao caso do e-mail divulgado pelo DN?
Não sei de nada. Sou uma das oito pessoas que recebeu o email e como tal fui ouvida.

 

Acha importante ver este assunto esclarecido antes de sair?
Não faço questão disso. Confio no inquérito que está a ser conduzido pelo departamento jurídico da Sonae.com.

 

E continuam a investigar o caso das escutas a Belém?
É um tema que se mantém na agenda. Há muito por clarificar e sabe-se muito mais do que se sabia na altura, nomeadamente sobre o papel do assessor Rui Paulo Figueiredo.

 

Mantém a convicção de que houve uma vigilância...
Não mantenho convicção nenhuma! O que foi escrito no "Público" é que na Casa Civil do Presidente havia suspeitas de vigilância. Dito por mais do que uma fonte. Há ainda coisas que não estão esclarecidas e que não consegui compreender com a intervenção do Presidente. Mantenho vontade de saber mais.

 

Reconhece erros na forma como a informação foi produzida?
Dizer que tudo foi escrito sem uma falha seria, no mínimo, audacioso. Alguns dos textos deveriam ter sido feitos com mais cuidado e com mais tempo.

 

O Provedor do "Público" fala de uma agenda política escondida...
Fala nisso num texto. No seguinte, não. Diz que o "Público" poderá ter ficado refém de fontes. O que é uma coisa que, por vezes, acontece, mesmo involuntariamente. O Provedor reconheceu sempre que o primeiro texto devia ter saído. Só no segundo reconhece erros...

... grosseiros, diz ele

Erros de mal-entendidos, de late-night. É uma notícia que tem pontos fracos.

 

Não sente necessidade de reconhecer que "o 'Público' errou"?
Já foram feitos vários editoriais e dito o essencial. Houve um erro logo assumido: uma tentativa de contacto com Rui Paulo Figueiredo para o local errado. Houve ainda um mal entendido sobre o trabalho feito pelo correspondente da Madeira, que confirmou a presença do assessor na comitiva presidencial, quando não era esse o ponto. Isso estava confirmado, importava verificar a estranheza do seu comportamento.

 

O vosso livro de estilo exige que se seja "tão rigoroso quanto possível"!
Com distância, acho que se podia ter sido mais rigoroso no segundo texto. Mas as circunstâncias em que acabou por ser finalizado - somos um jornal diário - a impossibilidade de recolher uma resposta do Presidente...

 

Mas voltando à agenda política.
Não há agenda política nenhuma!

 

Nem sequer é uma questão nova...
É completamente nova quando é assumida por jornalistas!

 

Mas a ideia de que é cavaquista...
Nunca ouvi isso, confesso.

 

Como contra-ponto à má relação com o Governo e o primeiro-ministro...
Peço desculpa: a má relação é do primeiro-ministro em relação a mim. Não de mim para ele. Não tenho uma má relação pessoal com ninguém. Não tenho razão para isso.

 

Essa má relação começou quando?
Não consigo situar, mas é anterior à sua chegada a primeiro-ministro. Enquanto ministro do Ambiente almocei com ele algumas vezes para esclarecer assuntos que saíam no jornal e que ele considerava serem campanhas contra ele. Por exemplo, uma das queixas dizia respeito a um cartoon que foi publicado sobre a co-incineração. Ele não tinha sequer reparado que era uma edição especial onde só existiam ilustrações dos cartoonistas! O cartoon fora encomendado de véspera e acompanhava um texto que até, se quiser, era favorável ao Governo. Mas ele estava convencido que era uma maldade propositada contra ele. Conhecem a personalidade do primeiro-ministro e sabem que estas coisas não passam facilmente. As coisas tornaram-se muito complicadas quando ele quis que não se publicasse a investigação sobre a licenciatura na Universidade Independente.

 

Acha ilegítimo que o primeiro-ministro tente impedir a publicação de uma notícia?
Não digo isso. É normal que os agentes do poder político protestem sobre o que foi publicado. É muito mais raro que tentem impedir a sua publicação.

 

O patamar de José Sócrates é diferente dos outros agentes políticos?
É e não pode ser. Os políticos têm de se habituar a ser criticados. Não podem tomar tudo a peito. Nunca o primeiro-ministro deu uma entrevista ao "Público", teve dezenas de pedidos. No caso da licenciatura, só falou comigo por minha insistência. E foi a única vez, em quatro anos e meio como primeiro-ministro. Nesse telefonema, marcamos um encontro, que desmarcou mal a notícia saiu. José Sócrates é o único primeiro-ministro - com excepção de Santana Lopes, que nem deu tempo - com quem não tive nenhum encontro.

 

O bloqueio arrastou-se para os Ministérios?
Teve altos e baixos. Mas nunca tinha conhecido uma situação com este tipo de dificuldade e de intensidade.

 

José Sócrates tem um lado totalitário na relação com os media?
O termo é demasiado forte e próprio de um regime que não é o nosso. Tolera mal as críticas e vive mal com elas.

 

O "Público" não se transformou numa espécie de oposição ao Governo?
Não me sinto nada líder da oposição, fiz imensos elogios a medidas deste Governo. Fiquei surpreendido quando o primeiro-ministro disse que eu era o seu melhor inimigo.

 

Essa guerra aberta não condicionou a forma de fazer jornalismo do "Público"?
Não é verdade. É normal que os Governos no início tenham um estado de graça, que com a passagem do tempo se vai desgastando. Os jornais reflectem isso, há mais noticiário negativo.

 

Nunca tivemos um primeiro-ministro tão escrutinado como este...
Se calhar também nunca tivemos um primeiro-ministro com tantos assuntos no seu passado que merecessem ser escrutinados. Motivos que a própria Justiça considerou deverem ser escrutinados, abrindo inquéritos, averiguações. Mesmo quando nenhum jornal disse haver crime. Como no caso da licenciatura, não se falou irregularidades. Eram procedimentos estranhos, pouco habituais para quem faz uma licenciatura...

 

Sente que há uma desconfiança pessoal de José Sócrates em relação a si?
Não lhe sei dizer. Não compreendo e não acho saudável uma relação de um primeiro-ministro com a imprensa que é determinada por ele gostar, ou não, das críticas que lhe são feitas.

 

O país é menos livre do que era há quatro,cinco anos?
Sim, por várias leis limitativas da liberdade de expressão: estatuto dos jornalistas, a forma como a ERC exerceu o seu mandato, o facto de durante muito tempo se sentir que os principais grupos de Comunicação Social estavam condicionados pela expectativa do que iria suceder com o quinto canal. Felizmente, não foi para a frente a pior dessas leis: a da concentração de meios. O que é objectivo é que descemos no ranking da liberdade de imprensa e isso não contando com o que se passou na TVI.

 

Não foi também a cultura jornalística que mudou? Há menos profundidade, menos investigação e reportagem...
De uma forma genérica os órgãos de Comunicação Social dispõem de menos meios do que no passado. Há a pressão de colocar as coisas no online. Reconheço isso no "Público". Reconheço que todos os dias cometemos erros. Há algumas características do jornalismo que, de uma forma genérica, se tornaram mais superficiais. Temos procurado contrariar isso, mas há uma tendência para alguma superficialidade e para muito sound byte. Não só por culpa dos políticos. Muitas vezes porque aquilo que se persegue é a reacção imediata. E isto não é um fenómeno só português.

 

O "Público é, hoje, um jornal pior do que era quando entrou?
É diferente. Tem mais espaço do que tinha para a opinião. Tem o P2 que nos obriga, diariamente, a aprofundar assuntos. Há dez anos, a média dos textos era maior. Mas os tempos mudaram. Há muitos mais canais de televisão, há a Internet, é um ambiente de comunicação completamente diferente. Temos um suplemento cultural muito mais forte. Damos menos importância à política do que quando cheguei. Mas o certo é que, se o jornal não tivesse influência nesta área, o primeiro-ministro não teria de dizer o que disse sobre nós.

 

O "Público" não está a acabar, então? Falava-se na hipótese da edição de papel se fazer apenas aos fins de semana...
Este ano toda a gente discutiu tudo abertamente. Não é um cenário que se coloque, seria suicidário.

 

E o "Público" pode mudar de mãos?
Nunca tive essa indicação por parte do accionista

 

A sua saída pode facilitar negócios?
Não sei. O que sei da intenção do accionista é o de que quer manter o "Público" fiel à sua matriz original de independência e com este tipo de jornalismo.

 

Acha que é uma coincidência o facto do dois jornalistas nomeados pelo primeiro-ministro no Congresso do PS - Manuela Moura Guedes e José Manuel Fernandes - saírem este ano dos seus lugares?
No meu caso é completamente coincidência. Tomei a decisão de sair, na minha cabeça, em Maio.

 

Não sente que pode ter esta leitura?
Não. Dizer que o "Público" lutou contra o primeiro-ministro é injusto, como é injusto dizer que esteve colado à agenda do Presidente. Tive muitas posições críticas em relação ao actual primeiro-ministro.

 

Não acha que foi imprudente ao aparecer no meio de uma iniciativa da campanha eleitoral do PSD?
Fui sempre assistir a comícios ou iniciativas de campanhas eleitorais. Esta foi a única em que fui eu o centro da notícia. Nalgumas das intervenções a que assisti até foram dadas notícias relevantes, mas só ligaram ao facto de eu lá estar.

 

Vai continuar na administração do Público?
Não sou administrador, sou jornalista. E vou continuar ligado ao jornal. Vou escrever opinião, numa coluna semanal, e a direcção quer que me encarregue da parte dos livros de não-ficção, escrevendo e pedindo a pessoas para escrever sobre isso. Se calhar não fico no quadro do "Público", mas isso ainda não está fechado. Fico ligado ao jornal e colaborarei com a direcção no que for preciso. Mas não fico, fisicamente, na redacção. Mas não vou ficar numa prateleira dourada. Nem sequer numa prateleira.

 

Sai porquê?
Por motivos pessoais e profissionais. Tenho nos últimos 20 anos sido sempre membro da direcção e 11 anos estive como director, e até mesmo administrador. E há muitas coisas no jornalismo que ainda gostaria de poder fazer. Gosto muito de ser jornalista. Vou ter mais disponibilidade para fazer coisas que, num trabalho de 16 horas por dia não posso. Como escrever.

 

As suas memórias?
Quem é que escreve memórias aos 52 anos? Não. Gostava de escrever, regressando a sítios onde fiz reportagens. Desenvolver e aprofundar matérias. E isto tem a ver com a saturação de um tempo que foi muito exigente. Em 20 anos nunca consegui fazer férias completas.

 

Parece a descrição de quem vai calçar as pantufas e ter uma vida calma.
Não sou capaz de ter uma vida calma. Senti que, ao fim destes anos todos, era possível uma substituição sem turbulência. Senti, também, que essa substituição era necessária. Os tempos exigem pessoas de uma geração mais nova. E eu não gostaria de ter de sair um dia por me dizerem que eu já não estava a dar. Preferi ser eu próprio a antecipar quando estava começar a não ter capacidade de mobilizar uma equipa a 120%. E foi uma decisão totalmente minha.

 

Pensa ter alguma actividade cívica ou política?
Política, não. Cívica, já tenho. Ajudo a minha mulher que é presidente dos Bombeiros de Almoçageme. O presidente da Assembleia Geral é o Correia de Campos. E não vou deixar de intervir no espaço público, vou continuar a dar aulas e conferências. O meu sonho não é ser presidente da Junta.

 

Entrevista publicada no www.expresso.pt

publicado por paradiselost às 19:25

23
Out 09

 

 The New York Times

O grupo norte-americano de imprensa que detém o New York Times reduziu em dois terços as perdas no terceiro trimestre, penalizado pela quebra das receitas publicitárias, onde há, no entanto, sinais de melhorias, segundo os resultados divulgados´esta sexta-feira.

 

A empresa, que detém também o Boston Globe e o International Herald Tribune, anunciou um prejuízo líquido de 35,6 milhões de dólares (23,7 milhões de euros) no terceiro trimestre, contra os 106,3 milhões de dólares (70,7 milhões de euros) do mesmo período do ano anterior.

 

No entanto, o volume de negócios também recuou 16,9% para os 570,6 milhões de dólares (379,7 milhões de euros).

 

Estes resultados, mais positivos do que o previsto, devem-se às medidas económicas tomadas pelo grupo e ao aumento do preço de venda, explicou Janet Robinson, presidente da empresa.

 

O NY Times anunciou segunda-feira a supressão de cem postos de trabalho ocupados por jornalistas que deverão acontecer até ao fim do ano, depois de uma primeira redução do número de efectivos no ano anterior e de uma redução salarial.

 

"Estamos no bom caminho para poupar cerca de 475 milhões de dólares este ano", afirmou Janet Robinson.

publicado por paradiselost às 18:41

 

 

 

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O presidente da Associação de Imprensa, João Palmeiro, defendeu hoje a continuação do diálogo com Jorge Lacão, que vai liderar a pasta da Comunicação Social, sobre questões importantes para a área como as económicas e de estruturação de negócio.

 

Em declarações à agência Lusa, João Palmeiro disse que a "Comunicação Social continua - com a nomeação de Jorge Lacão - ligada ao mesmo tipo de organização governamental que havia anteriormente".

"Portanto nós esperamos que possamos continuar a ter um diálogo a nível governamental sobretudo nos problemas e preocupações da primeira linha como as que dizem respeito à indústria da comunicação social, que se prendem com questões económicas e com questões de estruturação de negócio tendo em conta os novos media", disse à Lusa João Palmeiro que comentava assim a nomeação de Jorge Lacão.

O presidente da Associação de Imprensa disse ainda que "há uma grande expectativa para ver exactamente como é que o Governo vai interpretar aquilo que foi o programa apresentado pelo PS nas eleições".

Sobre o resto do elenco governamental, João Palmeiro destacou a nomeação da pianista Gabriela Canavilhas para a pasta da Cultura.

"Vemos com muita expectativa a nomeação de Gabriela Canavilhas para a Cultura, porque sendo ela própria uma intérprete e, portanto alguém que sabe bem que a área criativa tem de viver em parte do respeito pelos direitos de autor pode significar que vai ajudar-nos no combate contra a pirataria e contra a utilização indevida de conteúdos dos media através da Internet", salientou.

Jorge Lacão, secretário de Estado da Presidência na última legislatura, vai ser ministro dos Assuntos Parlamentares, ficando com a pasta da Comunicação Social, substituindo nestas funções Augusto Santos Silva.

Líder parlamentar do PS entre 1995 e 1997, durante o primeiro executivo de António Guterres, Jorge Lacão foi cabeça de lista do PS por Santarém.

No congresso do PS de 2004, Jorge Lacão apoiou a candidatura de Manuela Alegre à liderança do partido, mas durante os últimos quatro anos de Governo esteve sempre próximo do "núcleo duro" político de José Sócrates.

publicado por paradiselost às 15:36

Jornalistas vão ser esmiuçados no último programa dos Gato Fedorento

O último programa da série "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios", que é exibido sexta-feira, vai contar com três convidados jornalistas, os primeiros "não políticos", disse à Lusa fonte da SIC.

 

Os jornalistas José Alberto Carvalho, director de Informação da RTP, Júlio Magalhães, director de Informação da TVI, e Rodrigo Guedes de Carvalho, pivot da SIC, vão ser os últimos convidados a serem "esmiuçados" por Ricardo Araújo Pereira.

O objectivo do quarteto humorístico para o último programa era ter o Presidente da República na cadeira do entrevistado, mas Cavaco Silva declinou o convite argumentando que o Chefe de Estado “não pode e não deve” corresponder “ao simpático e correcto convite” que lhe foi endereçado.

Hoje o programa conta com dois convidados, o novo líder parlamentar do PS, Francisco Assis, e o único candidato social-democrata ao mesmo posto até agora, Aguiar Branco.

O "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios" estreou a 14 de Setembro na SIC e foi visto em cada dia por uma média superior a um milhão de telespectadores.

O programa que registou maior audiência - 20,4 por cento, o que corresponde a cerca de 1,93 milhões de telespectadores - foi exibido a 16 de Setembro e teve como convidado o líder do CDS-PP, Paulo Portas.

Já o programa que registou uma audiência mais baixa - 11,2 por cento, o correspondente a cerca de um milhão de telespectadores - foi para o ar a 15 de Outubro e teve como convidado o presidente da Câmara Municipal de Santarém, Francisco Moita Flores.

publicado por paradiselost às 12:27

22
Out 09

LUSOPRESSNEWS

Jornal Global, Fairplay e Economicamente Falando são os nomes de alguns dos programas que vão ser transmitidos pelo Lusopress.TV, um canal de televisão on-line em língua portuguesa que é lançado hoje em França.

 

De acordo com a direcção do Lusopress.TV, o objectivo é promover a língua portuguesa e colmatar uma falha existente em França.

"Não há nada assim num mercado tão grande. Temos jornais, revistas e rádio e faz falta criar uma televisão", disse Gomes Sá à Agência Lusa.

A funcionar no edifício da Rádio Alfa (rádio portuguesa em Paris), a Lusopress.TV conta com três jornalistas, dois operadores de câmara e um realizador, mas em breve pretende ter uma rede de correspondentes, sediados nos Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Questionado sobre a má experiência do canal de televisão CLP TV (que encerrou recentemente), Gomes Sá disse não ter receio.

"Acredito no que faço e quando faço é para ter sucesso", sublinhou Gomes Sá, do grupo Lusopress, que detém também um jornal e uma revista.

O canal on-line vai ter espaços dedicados à política, economia, sociedade, desporto, cultura e ainda um espaço para os mais novos, para que cedo comecem a ter contacto com a língua portuguesa.

Entre os programas que vão ser transmitidos constam o Culturalmente (onde o associativismo estará em destaque), Show Room (actualidades do mundo do espectáculo) e Vidas Ímpares (onde são recebidas as personalidades do meio lusófono que deixaram marcas na sociedade).

Haverá também um espaço dedicado às comunidades, onde os portugueses residentes no estrangeiro podem partilhar as vivências que têm no país de acolhimento.

Presentes no lançamento do canal on-line, estiveram os embaixadores de Portugal em França, Seixas da Costa, de Cabo Verde e de Angola.

publicado por paradiselost às 15:33

Balsemão afirma que a RTP é um monstro

O presidente da Impresa, dona da SIC, afirmou que a RTP é "um monstro" que não cumpre o serviço público e defendeu que devia haver apenas um canal digital para programas de alta qualidade e outro dedicado a todos os desportos.

 

As declarações foram feitas ontem durante a conferência "Televisão Pública e Televisão Comercial: o que as distingue, o que as deve distinguir?", organizada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

O modelo, originalmente apresentado pelo quadro da BBC e autor da série "Sim, senhor ministro), Sir Antony Jay, é o que Francisco Pinto Balsemão defende dever ser o adoptado em Portugal.

 

"Defendo que o serviço público deva contemplar um canal digital sem publicidade para programas de alta qualidade e outro canal dedicado a todos os desportos e não só ao futebol", afirmou.

Segundo o responsável da SIC, a RTP não cumpre o seu papel de serviço público e faz concorrência desleal às televisões privadas.

"Teoricamente, a programação [da RTP] devia constituir um factor de diferenciação" entre as televisões pública e privadas, mas "as diferenças são mínimas", criticou.

Por isso, e porque o Estado continua a injectar capital na empresa, apesar de a RTP receber indemnização compensatória, taxa contribuição para o audiovisual e receitas publicitárias, Pinto Balsemão considera que a estação pública se transformou num "monstro".

"E o monstro dá sinais de querer continuar a crescer", disse, exemplificando que o facto de a RTPN ter sido criada para dar informação dedicada ao Norte do país, mas ter-se transformado "num canal de notícias generalistas sem acrescentar nada à informação regional".

Balsemão criticou ainda a Entidade Regulador para a Comunicação Social (ERC) por não impor sanções à RTP mesmo quando "dá conta de 98 infracções [relativas aos limites de publicidade] só em 2008".

publicado por paradiselost às 12:33

21
Out 09

 

 

 

 

 

 

 

O presidente da RTP anunciou hoje ter proposto ao Governo a criação de uma unidade de regulação que controle o financiamento público da estação, faltando apenas a validação do acordo pelo novo ministro da tutela.

 

"Vai ser possível verificar que parte dos dinheiros públicos servem para colmatar as restrições publicitárias da RTP e parte serve para possibilitar a existência de programação alternativa", disse Guilherme Costa durante a conferência "Televisão Pública e Televisão Comercial: o que as distingue, o que as deve distinguir?", organizada pelo organismo regulador dos media.

 

Segundo Guilherme Costa, a proposta foi apresentada ao actual ministro dos Assuntos Parlamentares, que tutela a Comunicação Social, tendo Augusto Santos Silva concordado com a sugestão.

 

No entanto, acrescentou, "a proposta terá de ser validada pelo ministro que ficar com essa pasta no novo governo".

 

A nova unidade de regulação deverá existir como uma forma de garantir "a transparência" do financiamento e "a adequação aos diferentes objectivos de programação", explicou.

 

Considerando que os "milhões de euros que são entregues à estação não são incentivos à RTP mas sim ao conjunto dos operadores televisivos",

 

Guilherme Costa lembrou que a empresa engloba "canais internacionais e canais regionais que se apropriam de parte significativa do orçamento".

 

Para o presidente da RTP, a discussão sobre o deve ser o serviço público de rádio e televisão "faz sentido e é saudável", embora "o modelo que vigora em Portugal e na Europa só possa ser abandonado por decisão política".

publicado por paradiselost às 17:39

Estrasburgo, 21 de Outubro de 2009

O Parlamento Europeu não conseguiu, nesta quarta-feira, aprovar uma iniciativa que exigia uma legislação sobre pluralismo e concentração nos meios de comunicação, considerada controversa porque apontava muito diretamente para o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi.

 

A votação no Parlamento Europeu de Estrasburgo (leste da França) de uma proposta apresentada pelos eurodeputados liberais terminou empatada em 338 votos.

 

Este resultado foi recebido com alegria pela bancada do Partido Popular Europeu (PPE), a família política do chefe de governo italiano.

 

Berlusconi é acusado com regularidade de conflito de interesses porque controla de fato as televisões públicas italianas além de seus três canais privados (Mediaset) e dos jornais de sua propriedade ou de seus familiares.

 

Os conservadores haviam tentado em várias ocasiões bloquear a iniciativa ou, ao menos, retirar toda referência à Itália.

 

A resolução dos liberais destacou que a situação na Itália é extremamente preocupante devido ao conflito de interesses entre a propriedade dos meios e o controle político dos meios de comunicação tanto privados quanto públicos.

 

A proposta rechaçada pedia à Comissão Europeia que publicasse um "comunicado sobre a proteção do pluralismo e a concentração dos meios com vistas à adoção, sem demora, de uma diretiva". (lei europeia).

 

A comissária europeia encarregada da imprensa, Viviane Reding, havia afirmado no início do mês que não poderia legislar sem uma forte maioria do Parlamento neste sentido.

publicado por paradiselost às 15:49

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