Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

03
Jun 09

 

 

Há períodos em que a realidade se impõe, em toda a sua complexidade. São tempos em que se sente, mesmo que habitualmente se ande mais distraído, a necessidade de compreender as ligações visíveis, e as menos visíveis, entre os processos e os actores.

 

De fazer escolhas que sejam capazes, idealmente, de respeitar uma relação sustentável com os diferentes tempos da história: escolhas com memória, escolhas que construam um futuro entusiasmante porque instauram um presente em que cada um se sente mais livre para ser o que deseja ser e mais igual para satisfazer as suas necessidades.

 

Não precisávamos de assistir ao fracasso do neoliberalismo para sabermos duas coisas: a primeira, que esse modelo não nos aproxima, nem em termos socioeconómicos, nem ambientais, desse ideal que atravessa os tempos; a segunda, que a construção de alternativas a esse modelo não pode cair no simplismo ilusório de qualquer outro «pensamento único».

 

A realidade, no dinamismo das suas contradições, no complexo jogo em que as ideias ganham força material, não se compadece com receitas esquemáticas, emparedadas em muros feitos de certezas...

 

Insiste‑se durante anos na certeza de que as reformas projectadas desde o fim dos anos oitenta para o ensino superior vão melhorar a qualidade do ensino, garantir apoios sociais do Estado e assegurar uma maior «empregabilidade».

 

Será possível continuar a insistir nesta ficção, quando se comprova agora que o resultado foi um aumento de 425 por cento, entre 1995 e 2005, nas propinas do ensino público, o que faz com que as famílias portuguesas sejam «das que mais pagam» na Europa pela educação superior («o dobro do valor de vários países europeus»), e que estejamos a caminhar a passos largos para um ensino «elitista» e com sérias «deficiências de equidade» no acesso?...

 

Opinião de Sandra Monteiro

(Le Monde Diplomatique, ed. portuguesa)

 

publicado por paradiselost às 10:24

BBC afirma que Governo de Sócrates cortou pensões e aumentou idade de reforma.

 

Não, não se trata de nenhuma nova força da oposição. No site da BBC, onde se traça o perfil de cada país do mundo, é afirmado que o Governo se José Sócrates reduziu o défice orçamental graças à redução de pensões, aumento da idade de reforma e retirando benefícios aos funcionários públicos.

Segundo a BBC, o governo de Sócrates - empossado em 2005 depois de conseguir a primeira maioria absoluta para os socialistas - “traçou a sua pioridade em reanimar a economia – que se encontrava há anos quase na cauda das tabelas europeias – e travar o crescimento do desemprego”.

“Desde então, o seu Governo conseguiu reduzir profundamente as despesas públicas, através da redução de pensões, o aumento da idade de reforma e do corte de benefícios dos funcionários públicos, numa tentativa para diminuir um dos mais elevados défices orçamentais da Europa”.

“As reformas – que alguns acusam de estar a destruir direitos sociais – recebeu de imediato os protestos, na sua maioria dos trabalhadores do sector público”.

Quanto ao Presidente da República, o site da BBC sublinha o facto de Cavaco Silva ter sido o primeiro presidente de centro-direita desde “o golpe de 1974” e que conseguiu derrotar dois candidatos socialistas. Mas acrescenta que “o papel do Presidente é sobretudo cerimonial”, embora entre os seus poderes esteja a nomeação de primeiros-ministros, a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições.

publicado por paradiselost às 09:58

02
Jun 09

O grupo Impresa criou um grupo de trabalho para estudar a introdução de conteúdos online pagos, avançou ao M&P José Freire, director de planeamento estratégico da holding.

 

Do grupo, explica, fazem parte sete elementos, surgindo Francisco Pinto Balsemão como “sponsor” desta task force, explica José Freire.

 

Constituído no início do ano, o grupo tem vindo a trabalhar de forma mais afincada neste tema desde Março, precisa o também director de investor relations da Impresa.

 

Uma decisão de avançar ou não para a implementação de fórmulas de pagamento dos conteúdos online da holding não deverá emergir este ano, admite José Freire.

 

“Neste momento estamos a estudar várias alternativas que vão ser implementadas em vários meios online do grupo. Não neste ano, admito que talvez no próximo”, afirma José Freire, preferindo não adiantar mais pormenores sobre as hipóteses que a Impresa está a equacionar, nem em que conteúdos ao certo.

publicado por paradiselost às 09:35

01
Jun 09

Para ler e reflectir...

 

Seria supérfluo enumerar aqui as novidades que a Internet trouxe à nossa vida quotidiana. E até que ponto a revolucionou consideravelmente de há uma dezena de anos para cá.

 

Em termos de comunicação, como de acesso a inúmeras fontes de informação e de documentação, nomeadamente.

 

Duas das novidades constituem uma ruptura evidente em relação à história dos media.

 

A primeira é a que permite ter acesso à informação de actualidade em tempo real, qualquer que seja o ponto do mundo onde nos encontremos. A outra é a que, graça à interactividade, torna possível a intervenção "cidadã" nos temas de actualidade.

 

E uma ilustração particularmente evidente é a das reacções dos internautas nos sítios que emanam dos media.

 

Há porém que perguntar se tais reacções constituem de facto um aprofundamento da participação dos cidadãos na vida da polis. Porque, quando se lêem estas intervenções, a grande maioria delas são de uma confrangedora mediocridade.

 

E arrepiantes no que diz respeito à incapacidade de diálogo e de argumentação. Até porque as manifestações de intolerância, os insultos e as difamações são por demais evidentes.

 

Antes da Internet, a intervenção dos cidadãos não era propriamente inexistente. O correio dos leitores é uma velha tradição da imprensa.

 

E tanto a rádio como a televisão passaram a recorrer regularmente aos ouvintes e espectadores a partir do momento em que o telefone se generalizou.

 

Só que no audiovisual, e de maneira ainda mais evidente na imprensa, os responsáveis dos media filtravam as intervenções dos cidadãos em função de critérios editoriais, deontológicos e éticos que os norteavam.

 

Ora, é verdade que boa parte dos media de referência instituíram "vigias" ou "moderadores" de modo a que os sítios na Internet sejam fiéis à imagem de seriedade que querem dar de si.

 

Mas grande parte dos outros estão irresponsavelmente abertos a todas as demagogias. Com o que isso significa de degradação da imagem do media, do Estado de direito e do salutar diálogo democrático…

 

Opinião de J M Nobre Correia
 

publicado por paradiselost às 09:53

 

O governo espanhol já introduziu mudanças no plano de financiamento da TVE, com visita a eliminar a publicidade na estação pública. As televisões por subscrição vão entregar 1,5% das suas receitas operacionais brutas, enquanto que as televisões em sinal aberto irão contribuir com o dobro (3%).

 

“Uns e outros têm uma dependência diferente da publicidade”, justificou a vice-presidente do governo María Teresa Fernández de la Vega, citada pela edição online do El Confidencial.

 

A medida beneficia operadores como a Digital Plus (Prisa) ou a Imagenio (Telefónica). Esta mudança, com base numa recomendação do Conselho de Estado, junta-se a uma outra da Comisión del Mercado de Telecomunicaciones (CMT), de acordo com a qual se elimina a possibilidade de retirar a licença aos operadores que não cumpram a taxa fixada por lei.

publicado por paradiselost às 09:34

Junho 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
13

14
15
20

21
24
25
26
27

28


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
Sobre mim e autores
pesquisar
 
links
blogs SAPO