Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

05
Abr 09

 

 
Eis um vídeo que tem de ser visto com muita atenção... Particularmente por quem produz jornais...
 
Dá que pensar, não é?

 

 

 

http://www.ted.com/index.php/talks/jacek_utko_asks_can_design_save_the_newspaper.html

 

publicado por Marco Freitas às 22:58

 

 
Cavaco Silva vetou a Lei do PS contra a concentração dos meios de comunicação social com argumentos interessantes – e aparentemente com alguma pequena dose de política à mistura.
Uma notícia que agradou às hostes regionais do PSD que desde muito cedo têm alegado que esta lei foi produzida unicamente para fechar o Jornal da Madeira.
 
Reconhecendo a coincidência – e até admitindo mais do que isso – tenho dúvidas que o Governo nacional em funções e, em particular, o Ministro da tutela tenha erigido uma lei tão importante como esta sustentado num objectivo particular e mesquinho como o de fechar um jornal dominado por um Governo que lhes faz frente. Acredito, no entanto, que tenham pensado nisso como comprova a inserção na lei de uma orientação a todos os níveis inexplicável, incoerente e até ofensiva para a liberdade de imprensa e de expressão: falo da ideia de impedir que os governos do Estado, das autarquias e das regiões autónomas com os seus cidadãos através de um dos meios mais baratos... Por arrasto pode-se até questionar qual a moral de um Governo para incentivar a leitura...?
        
Das argumentações sobre os princípios às do foro financeiro, Cavaco alerta para um conjunto de incongruências que, no mínimo, deve leva o PS a adiar, até ver, a re-apresentação da lei.
No passado, já abordei a vertente mais questionável desta lei e até agora ainda não vi uma explicação técnica capaz de provar que um jornal não pode fazer serviços público e uma rádio ou televisão podem, claro está, sem lesar a concorrência de mercado.
 
Outro aspecto tenho despertado merecido estranheza nesta lei da não concentração: trata-se de uma espécie de silêncio dos jornalistas perante uma legislação que preconiza um ataque a forma de ser e de estar dos jornalistas, já que para garantir a verdadeira liberdade de imprensa é preciso agir sobre as empresas e sobre os profissionais que trabalham para elas. Em suma, a confiança no bom-senso, no equilíbrio e na objectividade que devem pautar o papel dos jornalistas, trabalhem para uma empresa ou para um grupo multinacional e multifacetado, é nula.
 
Outra questão, entre as muitas que tenho levantado, estás relacionada com a eficácia da lei: terá o legislador ponderado de forma probabilística que a lei a vigorar garante realmente a dispersão de meios e de conteúdos na RAM? Na Região existem outros títulos diários e semanais, mas o público leitor do JM vai encontrar a informação que consumia nos outros jornais? Não se está de facto a fechar uma perspectiva informativa dos acontecimentos, designadamente do ponto de vista da informação política?
 
Sobre a dimensão geral da lei já muito disse e talvez só interesse pontificar que esta é uma lei que parece ignorar o caminho que a comunicação social tradicional vai ter de percorrer para sobreviver aos novos meios. Condicionar o mercado sem o conhecer é decidir sobre a sua morte prematura.
Felizmente, os novos meios podem abrir novas oportunidades aos profissionais da classe jornalística.
As últimas notícias do meio são indiciadoras do que venho dizendo sobre o futuro do jornalismo. Por isso, posso bem perguntar qual será o futuro da imprensa na RAM no quadro da actual crise, que se prolongará mais além do seu fim formal, já que um dos seus efeitos será a procura por parte dos anunciantes e dos consumidores de meios alternativos, tanto para fazer passar as suas mensagens com grande visibilidade como para acompanhar a moda dos novos meios informativos que oferecem outra cultura de notícia.
 
Posso perfeitamente especular, radicalizar até, sobre a possibilidade do fim de alguns jornais privados regionais que, a somar a um previsível fim do JM, significa, no limite, uma ausência total de meios impressos na Região. Caricato mas possível...
 
Considere-se também uma outra hipótese, já tornada pública (apesar de não se conhecer todos os seus contornos e alguns dos seus actores quando em palco tudo fazerem para adensar o mistério): a da aquisição do JM pelo DN da Madeira.
 
Interessante ideia. Mas... E a lei da não concentração? O curioso é que assim deixa de haver um jornal do Governo mas fica mais reduzido o leque de empresas de comunicação imprensa na região. Diria, com algum tom irónico, que este é um grande contributo para a lei prevista pelo PS Nacional. E como não sou forte adepto de uma boa teoria da conspiração nem vou considerar outras ideias despropositadas.
 
Cingindo-me ao que se sabe publicamente, devo dizer que pelo menos parece haver forma de manter os postos de trabalho existentes no sector da imprensa regional... O que é uma boa notícia, se for esse o objectivo das conversações entre o Grupo Blandy e o Governo Regional.
 
Andaremos por aqui para acompanhar esta novela...
publicado por Marco Freitas às 22:52

 

 
 
A nova e recente proposta de Lei para a não concentração dos Meios de Comunicação Social deixa em aberto poucas soluções para o futuro do Jornal da Madeira.
Agora, depois da sua aprovação – e apesar do veto do Presidente da República – discutir a bondade e a eficácia desta Lei é inútil e um exercício mental desnecessário pois o entendimento de que é no papel de lei que se vai proteger a liberdade de imprensa e de expressão, bem como a diversidade de conteúdos, preservando o acesso mais esclarecido dos cidadãos à informação, é um erro de palmatória incrível.
 
Esta assumpção revela e confirma, para além disto, o conceito de que o circuito informativo é controlado…. Tenho dúvidas fundadas que seja a estruturação legislativa a solução para o melhor comportamento de uma actividade que depende sobremaneira da consciência individual, da ética profissional e de um conjunto alargado de influências externas que determinam os mais diversos efeitos em cada um dos profissionais do jornalismo. Nestas incluem-se também – e isto não deve ser ignorado – as políticas editoriais definidas pelas empresas de comunicação social.
 
Se dúvidas existissem sobre a eficácia desta lei bastão olhar para as suas consequências na Região.
 
 Uma das perguntas que interessa fazer é esta: fechar o JM é um contributo para evitar a concentração de meios na Madeira?
 
A outra é saber se o facto de contribuir para o despedimento de profissionais da comunicação social é positivo, é um sinal de incentivo para um mercado à espera de melhores dias, ou mesmo um sintoma de que a liberdade e a diversidade de expressão estão melhores garantidas?
 
Depois de alguma discussão – salvo opinião comprovadamente contrária, pareceu-me sempre pouca, ligeira, sem rigor e demagógica – não se detectaram respostas cabais às interrogações colocadas nem a apresentação de soluções de futuro para o previsível fim do Jornal da Madeira. A avaliar pelas intenções do PS, o veto de Cavaco pouco mais fez do que proporcionar um pequena bolha de ar ao JM.
 
Pessoalmente, quero acreditar que o Governo Regional tem estado a engendrar uma solução que defenda os interesses das muitas famílias que estão ligadas ao Jornal, preservando claro está a memória e a história de todos os que deram o corpo ao manifesto naquele projecto editorial…
 
Curiosamente, ou melhor, estranhamente, as soluções que indicavam capacidade de sobrevivência financeira ao jornal foram abandonadas… Por baixo da mesa, falam-se de potenciais interessados em adquirir o título… Algumas sugestões absolutamente esquisitas e contrárias ao espírito da lei que o Governo socialista quer aprovar e que vai dar jeito aos muitos que, dizendo “não querer”, tudo fazem para assegurar o fecho do Jornal da Madeira.
 
Por isso, pede-se especialmente a todos aqueles que, independentemente dos argumentos usados e dos interesses procurados, não se acanhem e na mesma medida que atacavam o JM e todas as suas falhas que apresentem soluções para os profissionais daquele título e explicações ou razões deixar no registo histórico os motivos oficiais e oficiosos que condenaram uma empresa com mais de 75 anos de contributo para a sociedade e para a vida madeirense… Pode parecer lamechas – quem me conhece sabe que não o sou – mas é importante fazer este registo…
 
Indo ao que interessa, afinal quais as soluções que se apresentam ao JM e ao seu maior accionista (Governo Regional) para fazer cumprir a lei e ou salvar o JM (mesmo que a lei seja alterada):
 
1 – A mais radical, sabendo-se que o JM tem problemas de gestão que ultrapassa qualquer intencionalidade legislativa de o fechar compulsivamente, é a confirmação do encerramento do Jornal… Sem mais… Esta é, aliás, uma situação normal na lógica da lei e também à luz dos mecanismos funcionais de mercado pois a crise só veio agudizar as despesas e custos do jornal. Também à luz das regras do mercado se deve colocar o futuro dos profissionais do JM. Porém, tenho dúvidas que na Madeira exista noutros meios de comunicação para receber a maioria dos profissionais do JM. O desemprego será, note-se o irónico da situação, uma das consequências desta lei nacional.
 
2 -  Sem violar o espírito da lei, o jornal pode encontrar uma solução editorial, ou seja, tornar-se um instrumento de informação exclusivo do governo regional, um meio de divulgação da acção e da política de um qualquer governo regional, independentemente do partido eleito. Isto significaria que os custos seriam totalmente atribuídos ao Orçamento da Região e que a sua gestão seria sufragada em cada acto eleitoral. Sem publicidade normal, todos aqueles que dizem que há concorrência desleal perderiam certamente este item de ataque. Resta o aspecto da gestão. Aqui, claro está, espera-se uma gestão mais saudável, menos amiga….
 
3 – A solução potencialmente ideal: a da venda de participação a uma empresa privada, do meio da comunicação social ou não. 
publicado por Marco Freitas às 22:50

 

Este programa da RTP- Madeira é, para além de qualquer dúvida, um dos maiores sucessos do canal... O modelo é feliz mas o leque de jornalistas comentadores escolhido é extremamente interessante, primeiro, porque garante uma diversidade pessoal e intelectual, segundo, porque o espírito do programa e dos presentes atribui à discussão pública outros tons que compensam os ruídos habitualmente produzidos pelos diversos autores da Região, particularmente no plano da política.
 
O último programa, como que inevitavelmente, centrou atenções na situação do Diário de Notícias da Madeira e na restante imprensa regional. Foi um debate interessante, tanto do ponto de vista do conteúdo como do interesse televisivo, mas, como tive oportunidade de sublinhar no telejornal de segunda-feira, foi uma discussão de capelinhas... O jornalista Roquelino Ornelas, a determinada altura tentou recolocar o problema no essencial ao alertar para a necessidade de uma discussão mais profunda sobre a comunicação social regional. Perante tal painel de jornalistas teria sido altamente interessante assistir a uma discussão sobre os caminhos que a comunicação social regional deve tomar... Foi pena que o desafio não tenha colhido o interesse dos presentes.
 
A minha sugestão é que o façam num próximo programa.
publicado por Marco Freitas às 22:47

 

O porto do Funchal e a relação escaldante entre o poder político e os jornalistas foram temas de debate no telejornal da RTP-Madeira de segunda-feira, dia 30 de Março.
 
Veja aqui os comentários sobre a vida da nossa terra.

 

http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?pagURL=arquivo&tvprog=15790&idpod=23733&formato=wmv&pag=arquivo&pagina=0&data_inicio=&data_fim=&prog=15790&quantos=10&escolha=

 

publicado por Marco Freitas às 22:41

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