Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Jan 09
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A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) apelou a todos os jornalistas para que protestem, pois a crise em Gaza tornou-se “intolerável” e “a manipulação sistemática e controlo dos média que tentam fazer o seu trabalho em Gaza e as mortes ocorridas no território requerem uma resposta concertada da classe a nível mundial”.

Esta reacção da organização que agrega mais de 600 mil jornalistas de todo o mundo surge na sequência do assassinato do jornalista palestiniano Eyhab Al Wahidi – o quarto a falecer no decurso da acção militar recente na Faixa de Gaza, segundo a FIJ – e do bombardeamento da Torre Al-Johara, onde estão instalados cerca de 20 órgãos de comunicação.

Eyhab Al Wahidi, operador de câmara da estação pública palestiniana em Gaza, morreu a 8 de Janeiro, aquando de raide israelita ao bairro onde vivia e que vitimou também a sua mulher e um dos pais desta, tendo provocado ferimentos nos filhos do casal.

No dia seguinte faleceu Ala Mortaji, repórter de uma rádio local, na sequência de ferimentos sofridos durante o ataque de um tanque israelita ao bairro de Zaitoun.

O ataque da Força Aérea israelita à Torre Al-Johara, levado a cabo a 9 de Janeiro, feriu um jornalista e destruiu o equipamento de transmissão via satélite que se encontrava no telhado, tendo o porta-voz do governo israelita, Mark Regev, referido que a acção militar contra o edifício visou anular equipamento de comunicações que poderia vir a ser usado pelo Hamas.

“Este ataque confirma o receio de que os média em Gaza se estejam a tornar alvos das forças israelitas.

É tempo de a comunidade internacional condenar estes ataques e garantir que qualquer acordo que acabe com as hostilidades também coloque os jornalistas fora da linha de fogo”, afirmou o secretário-geral da FIJ, Aidan White.

Também o Sindicato de Jornalistas da Palestina e o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) protestaram contra o bombardeamento, considerando “inaceitável que jornalistas em serviço e as suas redacções sejam atacados desta maneira”, até porque “os jornalistas gozam de protecção ao abrigo da lei internacional”.

O mesmo recordou a ONU, em carta enviada ao embaixador de Israel junto da organização, tendo o secretário-geral Ban Ki-Moon apelado ao fim imediato dos confrontos em Gaza por forma a garantir o acesso humanitário à região, para assim ajudar o milhão e meio de civis que tenta sobreviver apesar do rápido deteriorar das condições de vida no território.

Condicionar a comunicação social

Também a 8 de Janeiro, dois canais israelitas e a BBC foram autorizados a acompanhar brevemente tropas do estado judaico, mas não há indícios de que o governo venha a permitir o acesso livre de jornalistas a Gaza, apesar das deliberações nesse sentido do Supremo Tribunal e das exigências nesse sentido das várias organizações de defesa da liberdade de imprensa.

Segundo a FIJ, as preocupações com a segurança dos jornalistas são legítimas, mas não devem servir de desculpa para impedir que estes façam o seu trabalho, pois quando um lado controla a mensagem a tentativa de relatar a verdade acaba submersa pela propaganda.

“Há uma tentativa cínica de garantir que os média contem a história apenas a partir do lado israelita.

A verdade não poderá ser contada a menos que os jornalistas se possam mover livremente, falar com todos os envolvidos e ver com os seus olhos o que acontece no terreno”, disse Aidan White, criticando a sofisticada operação de comunicação de Israel, que fornece aos jornalistas contactos, estatísticas, viagens pelo Sul de Israel e entrevistas com vítimas israelitas de rockets atirados a partir de Gaza.

Jornalistas atingidos em manifestações

Nos vários protestos que têm ocorrido contra o conflito um pouco por todo o mundo há a registar três casos de jornalistas feridos.

Em Qualqilia, na Margem Ocidental, o operador de câmara Khalil Riash, ao serviço da agência noticiosa palestiniana Ma’an, foi atingido a tiro na perna esquerda por tropas israelitas enquanto cobria um protesto pacífico.

Ao lado, na Jordânia, o correspondente da Al-Jazeera em Amã, Yasser Abou Hlaleh, teve a sua câmara e telemóvel confiscados e foi agredido pela polícia durante confrontos entre as autoridades e um grande grupo de manifestantes que foram impedidos de marchar até à embaixada de Israel, em protesto pela ofensiva contra Gaza.

Por fim, em Argel, durante uma manifestação pró-palestiniana, o repórter Hocine Ben Rabie sofreu ferimentos graves na cabeça, encontrando-se hospitalizado em estado crítico.
publicado por Marco Freitas às 17:16

09
Jan 09
O Governo decidiu hoje proceder a uma redução “significativa” das taxas que as rádios locais, sobretudo as de concelhos pouco populosos, têm de pagar à Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), noticiou ontem a Lusa.

Apresentado pelo ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, o novo decreto introduz alterações no regime de taxas da ERC. “Os aperfeiçoamentos introduzidos dizem sobretudo respeito à consideração da situação especial dos operadores locais de radiodifusão.

A alteração de regime vai ter sobretudo consequência no pagamento de taxas em valor significativamente inferior por parte destes operadores”, salientou o ministro da Presidência.

“As rádios locais licenciadas para os municípios mais pequenos passarão, portanto, a pagar taxas em valor significativamente inferior ao das que abrangem as das rádios dos concelhos mais populosos, o que reforça o critério da justiça no regime de taxas”, sustenta o executivo.

O decreto impõe ainda que a emissão de pareceres por parte da ERC “deixa de estar sujeita a taxas por serviços prestados”.
publicado por Marco Freitas às 12:33

O XI Congresso Ibero-Americano de Comunicação – Ibercom 2009 realiza-se entre os dias 16 e 19 de Abril de 2009 na cidade do Funchal, na Ilha da Madeira.

“Travessias comunicacionais: migrantes e viajantes no arquipélago digital” será o tema central da iniciativa.

O Ibercom 2009 é presidido por Enrique Sanchez Ruiz (México) e coordenado por Luís Humberto Marcos (Portugal), respectivamente presidente e secretário-executivo da ASSIBERCOM - Associação Ibero-Americana de Comunicação.

No âmbito da realização do Congresso será criada a Confederação Ibero-Americana de Comunicação.
publicado por Marco Freitas às 12:30

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Desde as 9 horas da manhã de hoje e até por voltas das 11, caiu um nevão na cidade de Braga, coisa que já não acontecia desde há alguns anos.

É sempre um espectáculo bonito de se ver, principalmente numa zona onde este fenómeno raramente acontece. Ficou tudo branco, só foi pena não ter sido na época natalícia.

Para uma melhor pecepção deste fenómeno, envio uma foto do meu carro coberto com alguma neve.

Jorge Paraíso
(Braga)
publicado por Marco Freitas às 11:41

08
Jan 09
O projecto LocalVisão TV, uma televisão online alojada em www.localvisao.pt que pretende chegar aos 308 concelhos nacionais e dar “voz às autarquias e populações locais”, está desde Janeiro a emitir para mais um distrito.

Depois de em Outubro o M&P ter anunciado o arranque do projecto no distrito de Bragança, com 12 canais, o de Guarda é, desde o início do ano, o novo destino e conta com 14 canais.

Carlos Ramalho, o director geral da Comunicação, Marketing e Tecnologias da Informação (CMTI) - empresa responsável pelo projecto - revelou ainda que para meados de Fevereiro será iniciada a produção de conteúdos também no distrito de Castelo Branco estando já seleccionadas e estabelecidas parcerias locais.

Segundo Carlos Ramos, a LocalVisão TV está a criar em média, 10 postos de trabalho por distrito entre jornalistas, operadores de câmara e editores. “Vila Real, Porto, Viseu, Lisboa e Faro são os próximos distritos onde o projecto será lançado”, adianta o responsável
publicado por Marco Freitas às 09:46

Com uma equipa a rondar as 100 pessoas, o novo diário do grupo Lena prepara-se para chegar às bancas antes do Verão.

A conjuntura de crise não travou os planos dos responsáveis. Dirigido às classes A e B, assume aposta virada mais para o Sul.

Aos que dizem que será esta a pior altura para lançar uma nova publicação generalista de âmbito nacional no mercado, Martim Avillez Figueiredo, ex-director do Diário Económico, cabeça de cartaz deste projecto e seu futuro director, responde: "Estão enganados.

Os momentos de crise, como os chineses nos ensinaram, podem ser extraordinários em termos de oportunidades. Este jornal está concebido para aproveitar a crise".

A seu ver, é nestas alturas que "os jornais são mais úteis aos cidadãos, além de criarem outras oportunidades de negócios". Mas, no concreto, a que oportunidades se referia, não quis adiantar, dizendo apenas que o que está em causa é lançar uma nova marca de informação.

Avillez Figueiredo contesta ainda a ideia de que a sua concorrência seja o jornal Público."Não vamos concorrer com um projecto que perde dinheiro", dá como resposta. "É muito distinto", insiste."Procura ir ao encontro de um mercado que não está preenchido na informação, que é o de uma camada entre a classe A e B e sobretudo mais localizada a Sul".

O novo diário, nome provisório, diferenciar-se-á, segundo o director, sobretudo pelo forte cunho editorial.

Mais precisamente: "Será um jornal muito mais editado do que os outros e com muito mais escolhas". Está previsto que faça "opções claras". Não estará, propositadamente, em todos os acontecimentos, mas, naqueles em que marcará presença, dará desenvolvimento e profundidade às notícias.

Classifica-o ainda como um jornal de "boa informação", em vez de ser um jornal de boas histórias, um campo a devolver à literatura, defende.

Consciente de que um projecto desta envergadura não pode dar lucro de imediato, Avillez lança um prazo alargado de quatro, cinco anos, para que esse intento se cumpra, apontando que esse é o costume para empreendimentos com estas características.

Quanto à equipa, o director revela que ainda não está completamente fechada. Entre os que já arregaçam as mangas pelo projecto estão Sílvia Oliveira e Francisco Camacho, adjuntos de Avillez; e André Macedo e Miguel Pacheco, director executivo e subdirector, respectivamente.

O grupo Lena, ligado à construção civil, não é novato nesta área. A Sojormedia, sua "holding", possui sete títulos regionais, entre os quais o "Diário As Beiras" e o semanário "Região de Leiria".
publicado por Marco Freitas às 09:40

O semanário gratuito "Sexta", projecto conjunto dos jornais "A Bola" e "Público", não será publicado esta sexta-feira, estando as administrações a avaliar "vários cenários" possíveis para o futuro do título.

De acordo com a Administração do "Público", as empresas "estão a avaliar vários projectos para a marca 'Sexta'".

A mesma fonte remeteu mais esclarecimentos para mais tarde. A distribuição do jornal foi suspensa na altura do Natal e passagem de ano, algo que já tinha acontecido em 2007, mas que seria retomada amanhã.

O primeiro número do "Sexta" foi distribuído a 26 de Outubro de 2007 como encarte dos dois diários, nas caixas da rede de supermercados e hipermercados Modelo e Continente e nos postos da Galp - que são parceiros do semanário - em todo o país.

O lançamento do "Sexta" envolveu um investimento de dois milhões de euros e o projecto era gerido por um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE), participado em partes iguais pelo diário "Público" (detido pela Sonaecom) e pelo desportivo "A Bola" (da Sociedade Vicra Desportiva).

Segundo os últimos dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens e Circulação, a distribuição média do semanário em 2008 foi de 298 614 exemplares.

Também o "Meia Hora", diário gratuito do grupo Cofina, deixou de ser distribuído nas ruas, para passar a estar disponível apenas em escritórios.
publicado por Marco Freitas às 09:35

07
Jan 09
O tema da crise do sector imobiliário nos Estados Unidos que rapidamente se estendeu ao resto do mundo já não é novidade para ninguém, é certo. No entanto, como em todas as notícias publicadas ao longo deste últimos meses na comunicação social, há opiniões expressas e comentários feitos sobre o tema. É normal, o tema convidava e cativa audiências.
Após a leitura de alguns textos, comentários e opiniões sobre a temática do chamado subprime nos Estados Unidos, não posso deixar de concluir que a crise que se instalou já vem de longe e começou a tomar forma pública já no ano passado. Os primeiros sinais da debilidade do sistema financeiro mundial, a começar pela Big Apple eram já evidentes, o processo assumiu contornos irreversíveis e culminou com a falência de muitas instituições financeiras de renome mundial.
Os primeiros sinais da fragilidade do sistema financeiro mundial, o mesmo é dizer do capitalismo selvagem desenfreado, vem pôr a nu muitas deficiências que este sistema económico possui, talvez por não respeitar algumas regras essenciais. A primeira dessas regras é, porventura, a falta de credibilidade que muitas instituições apresentavam perante os investidores, mas a cegueira do lucro rápido, do enriquecimento a qualquer custo conseguiu tapar os olhos a este senhores ávidos do vil metal.
Outra das características que me parece fundamental é o respeito pelas pessoas e pelos seus bens, nomeadamente o dinheiro. Qualquer que seja o sistema económico vigente em determinada sociedade ele não consegue vingar se não for dirigido às pessoas, são estas pessoas que fazem mover o motor da economia, seja ela capitalista, comunista, socialista, ditatorial. Muitas vezes esse dinheiro foi conseguido com muito suor e sacrifício e vê-lo ser esbanjado desta forma custa um pouco.
As ondas de choque de uma crise financeira começam a formar-se nas bolsas de valores. As mais cotadas a nível mundial condicionam sobremaneira as restantes, sejam elas da América Latina, da Europa da Ásia ou Extremo Oriente. Os alarmes começam a soar e a confiança dos investidores começa a ficar abalada. A crise, mesmo a psicológica começa a tomar conta da economia e a crise real começa a fazer a cobrança. Empresas sem liquidez começam a fechar portas, os salários começam a faltar, as encomendas escasseiam, o mercado entra recessão técnica e depois real, o desemprego começa a bater à porta dos mais necessitados e principais vítimas de todo este processo. É a realidade de hoje, de amanhã e de um futuro, próximo ou não. Os valores da dignidade humana rapidamente desaparecem.
Com o problema da falta de confiança e de liquidez do mercado e das próprias instituições financeiras, por força da transacção durante muitos anos de dinheiro virtual, eis-nos chegados ao fim da linha. O dinheiro virtual já não consegue segurar as economias e os mercados financeiros. Muito menos na economia do dia-a-dia. O coração financeiro (bolsas) começa a entrar na zona vermelha e, consequentemente, em colapso. A actual crise só tem paralelo com o longínquo ano de 1931, em plena Grande Depressão e na ressaca da famosa Quinta-Feira Negra, quando a Bolsa de Nova Iorque caiu a pique, em Outubro de 1929. Fatídico, sem dúvida. Uma lição de vida infelizmente não aprendida.
Uma das principais vítimas de toda esta crise mundial foi o sector do imobiliário. Para além de outros sectores, a do imobiliário é aquela que mexe mais com as famílias, com os seus orçamentos e responsabilidades para com os bancos.
No fundo, depois desta pequena análise à actual situação económico-financeira mundial, também há a destacar o esforço que os diferentes países têm feito no sentido de minorar para a população em geral os efeitos nefastos desta situação. A passagem psicológica do pânico para a expectativa negativa deu uma ajuda. As constantes descidas dos juros dos principais bancos centrais mundiais estão a dar um empurrãozinho e as medidas anti-crise adoptadas pelos diferentes governos vêm no sentido de restaurar a confiança dos investidores, de acalmar as hostes do mercado e criar um novo clima de confiança na economia como um todo mas sem voltar a cair nos mesmos erros do passado. Ou não. A História repetir-se-á? Se se repetir, pelos menos já estamos mais imunes a isto tudo. Ou não?
Num clarividente artigo de opinião da autoria de Mário Soares recentemente publicado num jornal português de expressão nacional, fala-se sobre a responsabilidade dos autores, alegadamente culpados, de toda esta situação. Os senhores banqueiros com responsabilidades directas e indirectas em todo este processo continuam impunes na cadeira do poder a reclamar a intervenção do Estado para salvar o motor da economia, ou seja, o sistema bancário-financeiro. E enquanto lá estavam a governar o dinheiro dos clientes não se lembraram disso mesmo, se o dinheiro estava a ser bem aplicado? Estes senhores são pagos a peso de ouro para quê? Penso eu que é para aplicar bem as poupanças dos clientes que confiam nas suas instituições. Ou não?
Uma última nota vai para as famílias e como elas podem beneficiar com todo este processo. Assim à primeira vista, a descida das taxas Euribor e das taxas directoras dos bancos centrais, nomeadamente, do BCE, vai aliviar um pouco os pesados encargos financeiros com a prestação da casa. Vamos aguardar se esse alívio se traduz em concreto na descida dos empréstimos bancários às famílias, vamos aguardar se o tal 1% do PIB dos 27 de ajuda (no valor de 200 mil milhões de euros) à economia não foi mais uma bandeira, uma arma de arremesso político para a recandidatura de Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia. Estou convencido que não, mas na actual conjuntura económico-financeira, a desconfiança é a palavra-chave. Contudo, preservo outra, o optimismo.


Jorge Paraíso
publicado por Marco Freitas às 11:18

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O Porto Canal liderou, pelo terceiro ano consecutivo, as audiências televisivas na noite de passagem de ano, mais precisamente na primeira meia-hora de 2009, na região do Grande Porto, entre os canais que transmitem por cabo, revelou fonte daquela estação televisiva.

"O Porto Canal foi líder absoluto, no Grande Porto, entre os canais de cabo", salientou a fonte.

Segundo dados da Marktest, divulgados à Lusa pela Porto Canal, entre as zero horas e a 0.30 do dia 1 de Janeiro, esta estação de televisão liderou com 43,8%.

O programa que atraiu as atenções dos telespectadores do Grande Porto foi a transmissão em directo, da Avenida dos Aliados, do espectáculo de fogo de artifício que assinalou a entrada no novo ano.

Ainda segundo aqueles dados, a RTP N obteve naquele período uma audiência de 13,1%, enquanto a SIC N se ficou pelos 7,4 %
publicado por Marco Freitas às 09:23

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Os utilizadores do podcast da Rádio Altitude, a emissora local mais antiga de Portugal que emite a partir da Guarda, descarregaram, em 2008, um total de 12 024 ficheiros, do conjunto dos dois arquivos disponíveis.

Os arquivos da estação, que ao longo dos 60 anos de emissão tem reunido um vasto espólio em suporte áudio, estão disponíveis na internet em dois endereços.

Tornado público em finais de Fevereiro de 2008, o altitude.mypodcast. com reúne e actualiza diariamente os programas da estação e de acordo com Rui Isidro, director da rádio, "atingiu uma média mensal próxima dos mil downloads, tendo totalizado 10 551 até 31 de Dezembro".

Em Abril do ano passado a Altitude abriu o seu vasto arquivo sonoro aos cibernautas e apresentou o endereço altitudememoria.mypodcast. com que reúne os programas emitidos pela estação entre 2004 e 2007.

Nesta altura, o arquivo on line da emissora da Guarda reúne "mais de 470 horas, total que faz com que seja o maior acervo sonoro informativo da região e um dos maiores do País", adianta o director.

Rui Isidro aponta, para além de Portugal, "o Brasil, seguido de França", como os países de ontem têm vindo o maior número de acessos ao arquivo.

No final do ano, o podcast da Altitude disponibilizou "a Revista do Ano 2008, uma grande produção que recorda, durante três horas, os acontecimentos do ano passado", conclui Rui Isidro.

As edições de 2007 a 2004 também podem ser consultadas através do arquivo on line.

A Altitude, que tem em curso a reestruturação da estação em Onda Média, é a rádio local mais antiga de Portugal.

Fundada há 60 anos por doentes internados no então Sanatório Sousa Martins, a emissão evoluiu ao longo dos anos, tornando-se uma referência na região.

Nos anos 60, por exemplo, tinha uma grelha de programação que incluía noticiários regulares de cariz marcadamente regional.

Em 1989, no âmbito da atribuição de frequências radiofónicas locais, passou a transmitir em FM, com licença concedida ao Centro Educacional e Recuperado dos Internados do Sanatório Sousa Martins.

Em 2001, o grupo de transportes colectivos Joalto, da Guarda, adquiriu a rádio. O grupo, que na área da comunicação social detém ainda o semanário O Interior, iniciou em 2004 um processo de remodelação da estação emissora e em 2006 reforçou a aposta na informação.
publicado por Marco Freitas às 09:16

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