Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

07
Jan 09
O tema da crise do sector imobiliário nos Estados Unidos que rapidamente se estendeu ao resto do mundo já não é novidade para ninguém, é certo. No entanto, como em todas as notícias publicadas ao longo deste últimos meses na comunicação social, há opiniões expressas e comentários feitos sobre o tema. É normal, o tema convidava e cativa audiências.
Após a leitura de alguns textos, comentários e opiniões sobre a temática do chamado subprime nos Estados Unidos, não posso deixar de concluir que a crise que se instalou já vem de longe e começou a tomar forma pública já no ano passado. Os primeiros sinais da debilidade do sistema financeiro mundial, a começar pela Big Apple eram já evidentes, o processo assumiu contornos irreversíveis e culminou com a falência de muitas instituições financeiras de renome mundial.
Os primeiros sinais da fragilidade do sistema financeiro mundial, o mesmo é dizer do capitalismo selvagem desenfreado, vem pôr a nu muitas deficiências que este sistema económico possui, talvez por não respeitar algumas regras essenciais. A primeira dessas regras é, porventura, a falta de credibilidade que muitas instituições apresentavam perante os investidores, mas a cegueira do lucro rápido, do enriquecimento a qualquer custo conseguiu tapar os olhos a este senhores ávidos do vil metal.
Outra das características que me parece fundamental é o respeito pelas pessoas e pelos seus bens, nomeadamente o dinheiro. Qualquer que seja o sistema económico vigente em determinada sociedade ele não consegue vingar se não for dirigido às pessoas, são estas pessoas que fazem mover o motor da economia, seja ela capitalista, comunista, socialista, ditatorial. Muitas vezes esse dinheiro foi conseguido com muito suor e sacrifício e vê-lo ser esbanjado desta forma custa um pouco.
As ondas de choque de uma crise financeira começam a formar-se nas bolsas de valores. As mais cotadas a nível mundial condicionam sobremaneira as restantes, sejam elas da América Latina, da Europa da Ásia ou Extremo Oriente. Os alarmes começam a soar e a confiança dos investidores começa a ficar abalada. A crise, mesmo a psicológica começa a tomar conta da economia e a crise real começa a fazer a cobrança. Empresas sem liquidez começam a fechar portas, os salários começam a faltar, as encomendas escasseiam, o mercado entra recessão técnica e depois real, o desemprego começa a bater à porta dos mais necessitados e principais vítimas de todo este processo. É a realidade de hoje, de amanhã e de um futuro, próximo ou não. Os valores da dignidade humana rapidamente desaparecem.
Com o problema da falta de confiança e de liquidez do mercado e das próprias instituições financeiras, por força da transacção durante muitos anos de dinheiro virtual, eis-nos chegados ao fim da linha. O dinheiro virtual já não consegue segurar as economias e os mercados financeiros. Muito menos na economia do dia-a-dia. O coração financeiro (bolsas) começa a entrar na zona vermelha e, consequentemente, em colapso. A actual crise só tem paralelo com o longínquo ano de 1931, em plena Grande Depressão e na ressaca da famosa Quinta-Feira Negra, quando a Bolsa de Nova Iorque caiu a pique, em Outubro de 1929. Fatídico, sem dúvida. Uma lição de vida infelizmente não aprendida.
Uma das principais vítimas de toda esta crise mundial foi o sector do imobiliário. Para além de outros sectores, a do imobiliário é aquela que mexe mais com as famílias, com os seus orçamentos e responsabilidades para com os bancos.
No fundo, depois desta pequena análise à actual situação económico-financeira mundial, também há a destacar o esforço que os diferentes países têm feito no sentido de minorar para a população em geral os efeitos nefastos desta situação. A passagem psicológica do pânico para a expectativa negativa deu uma ajuda. As constantes descidas dos juros dos principais bancos centrais mundiais estão a dar um empurrãozinho e as medidas anti-crise adoptadas pelos diferentes governos vêm no sentido de restaurar a confiança dos investidores, de acalmar as hostes do mercado e criar um novo clima de confiança na economia como um todo mas sem voltar a cair nos mesmos erros do passado. Ou não. A História repetir-se-á? Se se repetir, pelos menos já estamos mais imunes a isto tudo. Ou não?
Num clarividente artigo de opinião da autoria de Mário Soares recentemente publicado num jornal português de expressão nacional, fala-se sobre a responsabilidade dos autores, alegadamente culpados, de toda esta situação. Os senhores banqueiros com responsabilidades directas e indirectas em todo este processo continuam impunes na cadeira do poder a reclamar a intervenção do Estado para salvar o motor da economia, ou seja, o sistema bancário-financeiro. E enquanto lá estavam a governar o dinheiro dos clientes não se lembraram disso mesmo, se o dinheiro estava a ser bem aplicado? Estes senhores são pagos a peso de ouro para quê? Penso eu que é para aplicar bem as poupanças dos clientes que confiam nas suas instituições. Ou não?
Uma última nota vai para as famílias e como elas podem beneficiar com todo este processo. Assim à primeira vista, a descida das taxas Euribor e das taxas directoras dos bancos centrais, nomeadamente, do BCE, vai aliviar um pouco os pesados encargos financeiros com a prestação da casa. Vamos aguardar se esse alívio se traduz em concreto na descida dos empréstimos bancários às famílias, vamos aguardar se o tal 1% do PIB dos 27 de ajuda (no valor de 200 mil milhões de euros) à economia não foi mais uma bandeira, uma arma de arremesso político para a recandidatura de Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia. Estou convencido que não, mas na actual conjuntura económico-financeira, a desconfiança é a palavra-chave. Contudo, preservo outra, o optimismo.


Jorge Paraíso
publicado por Marco Freitas às 11:18

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O Porto Canal liderou, pelo terceiro ano consecutivo, as audiências televisivas na noite de passagem de ano, mais precisamente na primeira meia-hora de 2009, na região do Grande Porto, entre os canais que transmitem por cabo, revelou fonte daquela estação televisiva.

"O Porto Canal foi líder absoluto, no Grande Porto, entre os canais de cabo", salientou a fonte.

Segundo dados da Marktest, divulgados à Lusa pela Porto Canal, entre as zero horas e a 0.30 do dia 1 de Janeiro, esta estação de televisão liderou com 43,8%.

O programa que atraiu as atenções dos telespectadores do Grande Porto foi a transmissão em directo, da Avenida dos Aliados, do espectáculo de fogo de artifício que assinalou a entrada no novo ano.

Ainda segundo aqueles dados, a RTP N obteve naquele período uma audiência de 13,1%, enquanto a SIC N se ficou pelos 7,4 %
publicado por Marco Freitas às 09:23

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Os utilizadores do podcast da Rádio Altitude, a emissora local mais antiga de Portugal que emite a partir da Guarda, descarregaram, em 2008, um total de 12 024 ficheiros, do conjunto dos dois arquivos disponíveis.

Os arquivos da estação, que ao longo dos 60 anos de emissão tem reunido um vasto espólio em suporte áudio, estão disponíveis na internet em dois endereços.

Tornado público em finais de Fevereiro de 2008, o altitude.mypodcast. com reúne e actualiza diariamente os programas da estação e de acordo com Rui Isidro, director da rádio, "atingiu uma média mensal próxima dos mil downloads, tendo totalizado 10 551 até 31 de Dezembro".

Em Abril do ano passado a Altitude abriu o seu vasto arquivo sonoro aos cibernautas e apresentou o endereço altitudememoria.mypodcast. com que reúne os programas emitidos pela estação entre 2004 e 2007.

Nesta altura, o arquivo on line da emissora da Guarda reúne "mais de 470 horas, total que faz com que seja o maior acervo sonoro informativo da região e um dos maiores do País", adianta o director.

Rui Isidro aponta, para além de Portugal, "o Brasil, seguido de França", como os países de ontem têm vindo o maior número de acessos ao arquivo.

No final do ano, o podcast da Altitude disponibilizou "a Revista do Ano 2008, uma grande produção que recorda, durante três horas, os acontecimentos do ano passado", conclui Rui Isidro.

As edições de 2007 a 2004 também podem ser consultadas através do arquivo on line.

A Altitude, que tem em curso a reestruturação da estação em Onda Média, é a rádio local mais antiga de Portugal.

Fundada há 60 anos por doentes internados no então Sanatório Sousa Martins, a emissão evoluiu ao longo dos anos, tornando-se uma referência na região.

Nos anos 60, por exemplo, tinha uma grelha de programação que incluía noticiários regulares de cariz marcadamente regional.

Em 1989, no âmbito da atribuição de frequências radiofónicas locais, passou a transmitir em FM, com licença concedida ao Centro Educacional e Recuperado dos Internados do Sanatório Sousa Martins.

Em 2001, o grupo de transportes colectivos Joalto, da Guarda, adquiriu a rádio. O grupo, que na área da comunicação social detém ainda o semanário O Interior, iniciou em 2004 um processo de remodelação da estação emissora e em 2006 reforçou a aposta na informação.
publicado por Marco Freitas às 09:16

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