Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Nov 08
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Aproveitando o facto de o parlamento italiano discutir, a 26 de Novembro, o código do trabalho e a precariedade no jornalismo, a Federação Europeia de Jornalistas (FEJ) relembrou a necessidade de abordar nesse âmbito o caso da estação televisiva La7, que anunciou em Setembro que pretendia despedir 25 dos 88 jornalistas que emprega.

A organização considera que a concretizar-se a acção de despedimento na empresa detida pela Telecom Italia Media “o pluralismo e a qualidade dos média em Itália ficará seriamente ameaçada”, dado que a La7 é a terceira maior rede do país e é vista como o canal mais imparcial e independente num cenário audiovisual altamente politizado.

À frente da La7 estão o grupo Mediaset, da família Berlusconi, e a RAI, emissora pública que actualmente é também controlada, ainda que indirectamente, pelo presidente do conselho, Silvio Berlusconi.

Além da questão da La7, a FEJ e a Federação Nacional da Imprensa Italiana (FNSI) instaram o parlamento transalpino a abordar também a necessidade urgente de um novo acordo colectivo para a classe
publicado por Marco Freitas às 17:57

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A Federação Europeia de Jornalistas (FEJ) expressou grande preocupação com “as proporções alarmantes” das escutas a jornalistas e sindicalistas levadas a cabo pela Telekom alemã, considerando “inaceitável que a empresa possa usar indevidamente a retenção de dados para violar a protecção das fontes e a liberdade de imprensa”.

Para o presidente da organização, Arne König, “esta é a confirmação de que as regras de retenção de dados europeias têm sido usadas indevidamente em muitos estados-membros e que os jornalistas de toda a Europa enfrentam novas batalhas para proteger as suas fontes de informação”.

O caso da Telekom criou grandes incertezas na sociedade civil alemã e mereceu críticas dos sindicatos de jornalistas dju in ver.di e DJV, que exigiram uma remodelação total das regras de retenção de dados e uma garantia total contra a utilização indevida de todos os dados obtidos desde Janeiro.

“Infelizmente, nenhum jornalista na Europa pode ter a certeza de que o seu trabalho não está sujeito a vigilância oficial, de que os seus telefones não estão sob escuta e de que podem, com confiança, proteger as suas fontes”, afirmou Arne König, revelando estar atento a desenvolvimentos de casos similares em Itália, Suécia e Reino Unido com vista a levar a situação perante o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
publicado por Marco Freitas às 17:53

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A confederação que agrupa as empresas de comunicação social defendeu hoje que as restrições avançadas na proposta de lei sobre concentração dos media fragilizam um sector que está a entrar na «pior crise» da década.

«O sector [da comunicação social] está a entrar na maior crise dos últimos 8 anos», disse hoje o presidente da Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social, Pedro Morais Leitão, durante uma audição parlamentar, acrescentando que «os sinais dados pelos anunciantes apontam que 2009 será um ano mau e que o quinto canal [de televisão em sinal aberto] irá dividir ainda mais as receitas» publicitárias.

Posição reforçada pelo também dirigente da confederação Albérico Fernandes que adiantou que «este ambiente não é nada propício a uma lei destas», já que o diploma «impede as empresas de ganharem dimensão».

Além disso, avançou este responsável, trata-se de «uma lei extemporânea», já que «não há ainda definição pela União Europeia dos indicadores de pluralismo».

Admitindo considerar necessária a existência de uma lei para limitar a concentração dos meios de comunicação social, o presidente da confederação lembrou que «o sector já está sob demasiados reguladores», como a Entidade Reguladora para a Comunicação Socuial (ERC), a Autoridade da Concorrência (AdC), a Autoridade das Comunicações (Anacom) e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Por outro lado, acrescentou Albérico Fernandes, «já há uma quantidade de defesas do pluralismo quer no Estatuto do Jornalista, nos conselhos de redacção, nos estatutos dos jornais e nos códigos de conduta de cada meio».

As críticas foram refutadas pelo deputado socialista Alberto Arons de Carvalho que sublinhou que a lei em causa «é extremamente sensata» e que «na Europa existem leis muito mais rigorosas» sobre esta matéria.

Além disso, acrescentou, a questão da concorrência do quinto canal em época de crise de receitas publicitárias não se põe, já que o canal «só entrará em competição directa com os outros [canais] em 2012», altura em que toda a Europa transitará para o sinal digital.

Também ouvido na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, o presidente do Sindicato de Jornalistas defendeu um «recuo programado e progressivo da concentração» da propriedade de empresas de media e acusou a proposta de lei de «apenas legitimar os patamares de concentração já alcançados» que, na sua opinião, «são excessivos».

Por outro lado, Alfredo Maia declarou-se «perplexo» com a auto-exclusão [prevista do diploma] do Estado de deter meios de imprensa, alegando que os dois órgãos de comunicação social em causa - o Jornal da Madeira e o Diário do Alentejo - «já estão sob o escrutínio da ERC».

Além disso, adiantou, «não percebemos porque não são excluídas [da possibilidade de deter meios de comunicação social] a Igreja e as associações desportivas», questão apoiada e reforçada pelos deputados do PCP e do Bloco de Esquerda, António Filipe e Fernando Rosas, respectivamente.

A proposta de lei sobre concentração nos media foi aprovada na generalidade a 3 de Outubro, faltando agora ser votada na especialidade para entrar em vigor, o que deverá acontecer só no início de 2009.
publicado por Marco Freitas às 16:38

Nos dias de hoje, as organizações têm ao seu dispor uma parafernália de instrumentos de comunicação e de publicitação externa muito úteis para expor as suas ideias, actividades e opiniões.
A utilização destes instrumentos dependerá da capacidade intrínseca a cada organização para o fazer e, obviamente, das suas estratégias de comunicação.

É também sabido que a eficácia dessa comunicação depende sobremaneira do produto e do conteúdo que se pretende divulgar. Há, sabe-se bem, quem queira fazer comunicação sem substância…. O resultado é fácil de prever.

Porém, esta capacidade das organizações para comunicarem directamente com os seus públicos – uma actividade que actualmente colhe mais crédito do que no passado – não significa que se menospreze ou até ignore a importância de recorrer aos media. Até porque os meios de comunicação social são donos de uma credibilidade pública invejável no que concerne à capacidade para validar uma informação…

Em suma, se alguma organização se sente prejudicada pela cobertura mediática da imprensa tem bom remédio… Se considerar que essa cobertura é lesiva dos seus interesses tem mecanismos legais disponíveis e, por isso, também tem bom remédio….

Mas, usar da tribuna mediática para incitar à qualquer tipo de censura informativa ou de violência contra os profissionais da comunicação social, sejam eles quem forem, para além de constituir um falta grave e geral, certamente considerada nos nossos códigos legais, é de uma infelicidade enorme e de lamentar até à sétima geração. Fazê-lo em nome pessoal é grave mas anexar a credibilidade de uma instituição a essa falta é ainda pior…

Quando este tipo de atitude, sem qualquer tipo de classificação possível, parte de responsáveis de organizações cujo objectivo passa pela valorização e dignificação do ser humano, que aposta na formação e na responsabilidade social, que dizer do papel público que essas instituições deveriam representar? Temos por hábito dizer que o exemplo vem de cima… Pois bem, isso parece ser cada vez menos verdade, tanto no mundo desportivo com no económico e financeiro e também no político. Que exemplo está a receber a sociedade dos seus líderes?

E qual deve ser o papel dos mass media perante os ataques fortuitos à sua actividade e aos seus profissionais. Divulgar este tipo de informação? Aliás, é possível considerar declarações de incitamento à violência, em geral ou centrada numa classe, informação necessária, importante e divulgável? Tenho dúvidas… Certo é que a sua divulgação dependerá da agenda de um meio de comunicação social… Como deve ser… em qualquer circunstância.

Haverá solução possível para este tipo de situação?… Claro que há… E tudo passa pela redefinição do papel dos jornalistas na sociedade… Um trabalho que tem de ser feito com o máximo de urgência e a uma escala global… São os próprios jornalistas que devem fazer valer esta mudança… Aparentemente, até em prol da sua segurança pessoal.

De uma vez por todas, há que assumir que os jornalistas e o jornalismo não são mais um puro reflexo dos acontecimentos – se é que alguma vez foram.!!! São pessoas e um sector particularmente activos no quadro social, influentes, capazes de formar e formatar a res publica… Pede-se, assim, que sejam também socialmente responsáveis, que aprendam a medir o seu peso de influência e o impacto das suas palavras…

Pode isto significar o assumir da necessidade de alguma censura? Eu diria que não, na medida em que diariamente, em cada passo natural que um jornalista dá, que um editor prevê ou idealiza ou na linha de planificação de um chefe de redacção há pressupostos de vária natureza que influenciam o curso da informação… Censura prévia? Não, limites aceitáveis da forma como cada ser perspectiva a sociedade e o mundo que vê e que pretende comunicar… Selecção de informação, pura e simples.

Contudo, há, sabe-se bem, posicionamentos editoriais que configuram direcções propositadamente assumidas, de duvidosa base subjectiva – noto que nem toda a subjectividade é duvidosa porque exige respeito e respeita– porque recorrem a subterfúgios, de pouco rigor, de irresponsabilidade intelectual e social.

Por isso, para concluir, tornar claro aos olhos dos eleitores e da opinião pública em geral, que determinada orientação editorial será seguida face a cenas menos edificáveis, em todos os sectores da sociedade, porque estas não serão merecedoras do destaque que muitas vezes prevêem obter e conseguem atingir, não configura censura mas sim uma total transparência das regras de um jogo que é cada vez mais intricado… Um acto de elevada responsabilidade social…

Exige-se simplicidade e simplificação para se perceber os conteúdos das notícias, as razões da sua existência e dos seus timings. Só os profissionais dos meios de comunicação social conseguem e podem começar este caminho…

MPF
publicado por Marco Freitas às 12:17

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