Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Nov 08
A Federação de Associações de Jornalistas de Espanha (FAPE) criou um observatório para analisar a relação entre o aumento de despedimentos nos média e a crise, uma vez que no último mês foram extintos cerca de um milhar de postos de trabalho no sector.

O observatório contará com a presença do secretário-geral da FAPE, Javier Arenas, e de um representante de cada uma das 48 associações de jornalistas de Espanha, que formarão uma “rede de vigilância” para estudar cada caso e denunciar todas as práticas que considerem “injustificadas ou abusivas”, explicou a presidente da FAPE, Magis Iglesias.

Defendendo a necessidade de os jornalistas do país tomarem “medidas para afrontar de forma coordenada esta preocupante situação”, Magis Iglesias informou que pretende iniciar uma ronda de conversações com sindicatos e empresas “para reclamar compromissos de todos os agentes implicados” e, deste modo, “exigir a atenção de todos os poderes públicos”, ante o perigo iminente que sofre este sector “estratégico”.

Recorde-se que no final da passada semana, o Grupo Zeta, editor de publicações como o “El Periódico de Catalunya”, a revista “Interviú” e o desportivo “Sport”, anunciou que pretende eliminar 533 postos de trabalho – quase um quarto de toda a equipa – para “assegurar de forma sólida a continuidade do projecto e fazer face à profunda crise económica que está a afectar os média e o seu futuro”.

Também na passada semana foi anunciado o encerramento da rede de televisões locais Localia, pertencente a uma filial do grupo Prisa, afectando directamente 250 a 300 pessoas.

Fonte: SJ
publicado por Marco Freitas às 18:08

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Um repórter de imagem ao serviço da RTP foi agredido hoje, 17 de Novembro, junto do DIAP de Lisboa. Em comunicado, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) condena a agressão e insta as autoridades a garantir a segurança dos profissionais dos média.
É o seguinte o texto, na íntegra, do comunicado do SJ:

Agressões a jornalistas são intoleráveis

1. O Sindicato dos Jornalistas tomou conhecimento de que um repórter de imagem ao serviço da RTP foi agredido hoje, junto do DIAP de Lisboa, quando trabalhava numa emissão em directo relacionada com a detenção de presumíveis elementos de uma claque de futebol.

2. O Sindicato condena veementemente a intolerável agressão verificada, a qual não pode ter a menor aceitação num estado de direito democrático e muito menos para impedir jornalistas de realizarem a sua missão profissional.

3. O SJ manifesta a sua solidariedade para com o jornalista agredido e exorta as autoridades a apurar todas as responsabilidades e a criar condições de ordem pública a fim de preservar a integridade dos profissionais em serviço nos locais públicos.

Lisboa, 17 de Novembro de 2008
publicado por Marco Freitas às 18:05

O futuro das rádios passa "inevitavelmente" pela Internet, um meio de evolução tecnológica que já foi adoptado por 80 por cento das rádios portuguesas, disse este domingo o presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão.

José Faustino referiu que "o mundo está em completa transformação e as rádios, independentemente da crise e da situação adversa que vivem, têm que ter capacidade para se adaptar à Internet e à digitalização das emissões".

Estas são, segundo o responsável, as principais conclusões que se podem retirar do Congresso Nacional de Radiodifusão, que decorreu entre sexta-feira e domingo, em Vila Real.

Apesar de considerar que "ainda há muita coisa por definir relativamente ao futuro das rádios", José Faustino salientou que "a Internet é o futuro, mas é também já o presente".

"Mais de 80 por cento das rádios portuguesas têm uma presença muito forte na Internet", sustentou.

Em Portugal existem 243 estações de rádio.

Paula Cordeiro, professora auxiliar do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e investigadora do Centro de Administração de Políticas Públicas, considerou que este é um "momento de transição".

Defendeu uma aposta da rádio na Internet, devendo, na sua opinião, as rádios com emissões FM envolverem-se na reconversão dos recursos humanos.

Para além da formação contínua, a investigadora diz que as rádios devem apostar na rentabilização da produção que é elaborada em FM para on-line.

Carlos Marques, director comercial da Media Capital Rádios, defendeu que os recursos humanos deverão estar readaptados às novas tecnologias, avisando que a rádio on-line é um bom veículo para captar meios financeiros.

O jornalista da TSF João Paulo Meneses salientou que, dentro de 10 anos, a rádio "vai deixar de ser o que é".

Já Álvaro Sousa, director da Estação Orbital, considerou que a evolução no acesso dos conteúdos de rádio vai levar "certamente ao fim dos emissores actuais de FM".

Um dos exemplos de uma rádio que já transmite para todo o mundo através da Internet é a Universidade FM, localizada em Vila Real.

O director da Universidade FM, Luís Mendonça, referiu que a sua rádio marca presença na Internet desde 1999 e que o feed-back dos ouvintes chega dos mais diversos países, principalmente onde há mais emigrantes, como Suiça ou Luxemburgo, e "surpreendentemente" de brasileiros que acompanham as transmissões em directo dos jogos de futsal.

José Faustino afirmou ainda que, no congresso, "ficou definitivamente morto o sistema DAB".

"Ele não se impunha e ficou claro que ele não se desenvolve em Portugal. Iremos talvez para uma digitalização do FM. É mais um desafio que as rádios têm pela frente, o de digitalizar todo o sistema áudio que têm dentro da rádio e os próprios emissores", sublinhou.

Luís Del Amo Ruiz, subdirector técnico da Cadena SER, referiu que, em Espanha, o sistema DAB, "apesar das expectativas criadas", não teve grande aceitação por causa da qualidade do som.

Disse ainda que o DRM+ está a ser desenvolvido e poderá ser normalizado em 2009, considerando que se trata de um "sistema livre, que facilita a digitalização da rádio a nível local, regional e nacional".

Carlos Portugal explicou que a fraca adesão ao DAB se deve à "dificuldade dos fabricantes em colocar no mercado receptores a custos aceitáveis".

Fonte: JN
publicado por Marco Freitas às 09:29

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