Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

05
Nov 08
Em tempos, quando estudante, lembro-me de ter assistido a uma conferência sobre comunicação social durante a qual Arons de Carvalho, conhecido político especializado na área e, na altura, estrela em ascensão, defendia que a comunicação social não precisava de tanta regulação como o Governo PSD da altura impunha e que o melhor para o sector era a auto-regulação, a liberdade deste se corrigir, mudar e evoluir livremente.

Sábias palavras que recentemente foram retomadas por Pinto Balsemão na conferência “A regulamentação como valor num mundo em mudança”, organizada pela ERC, noticia que oportunamente o nosso blog divulgou.

O líder do Grupo Impresa recordou que o “excesso de regras pode levar à homogeneidade das programações” Eu acrescentaria: da informação.

A sua intervenção na conferência foi de facto um alerta importante para esta tendência (ingénua!!) de regular tudo… Aliás, a nova ERC está a mostrar essa tendência um pouco como um árbitro que quer apitar todas as pequenas faltas – e aquelas que parecendo não são – para evitar que digam que não sabe agir nem controlar os jogadores em campo. São disso exemplos, a posição em relação aos debates da RPT e sobre os tempos dos seus mais importantes e conhecidos comentadores.

O tema merece uma reflexão séria até porque a comunicação social já deu mostras de ser capaz de encontrar plataformas de entendimento. Basta recordar o encontro entre dos canais de televisão na ressaca da cobertura feita sobre o acidente na Pont-entre-os-Rios.

Trinta e cinco anos depois do 25 de Abril dá que pensar este impulso da regulação na vida normal da comunicação social e dos jornalistas. Afinal, parece legítimo considerar que esta é uma nova forma de controlar a informação. (?). Haverá por aí alguma fobia à liberdade de decisão dos tempos e dos conteúdos? Em prol de um bem maior fala-se em regular… Que bem é esse?

O caminho não deve ser o da formação da opinião pública para esta poder defender-se dos conteúdos mediáticos, dos objectivos que procura cumprir, das vozes que opta por valorizar? Aparentemente, o melhor é matar o mensageiro !!!?
MPF
publicado por Marco Freitas às 23:48

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