Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Out 08
O design na cidade e a comunicação como ferramenta de comunicação foram os temas abordados na segunda parte do seminário.
Apesar do interesse do primeiro tema e de se ter assistido a uma excelente apresentação técnica e a um debate as questões relacionadas com a comunicação social marcaram de forma mais incisiva a tarde de trabalhos. O que aprendemos?


Pedro Salgueiro fez uma apologia da vitória das novas tecnologias de comunicação sobre os meios tradicionais, tomando como exemplo a televisão… Arriscou alguma previsões que podem não se confirmar… É verdade que os modelos tradicionais da comunicação merecem ser revistos mas é importante não esquecer a relação actual com os consumidores de informação e de entretenimento.
Há uma interactividade a reter …

A mudança vai trazer novos mercados, novos plataformas de comunicação, mais ecrãs, enfim, aquilo que chamou de “evolução espantosa dos media”.

Devem-se, por isso, esperar novas formas de relacionamento entre os consumidores e os produtos, na essência, porque as empresas vão colocar os produtos através de meios mais interactivos… o mundo digital elimina as actuais definições de target, traz uma mudança geracional…

O consumidor para a ser “ um consumidor permissivo”, porque é ele que autoriza e decide como quer receber a informação das empresas. A comunicação é mais viral menos de massas…
publicado por Marco Freitas às 22:27

Um dos momentos chave e de grande impacto do dia foi aquele protagonizado por Ricardo Oliveira. Ao seu estilo, vincou que as “empresas madeirenses são pré-histórias na comunicação”, principalmente porque se recusam a aceitar e a perceber que “hoje não há só papel há lógicas multimédia de comunicação” …

Numa intervenção curta mas muito incisiva, o director da TSF-M (rádio que patrocinou o evento), admite que o “conteúdo editorial está a substituir a publicidade” nas opções das empresas por a seu ver “A credibilidade ganha terreno a banha da cobra, à má publicidade.”

Aquele seminário foi o local ideal para sublinhar que “o jornalismo garante a memória dos acontecimentos… E que vai atrás, ao passado, ver o que foi dito e prometido…” Esta responsabilidade do jornalismo é fundamental para se perceber a sua intervenção social e o seu posicionamento na estrutura da sociedade.

Porque a sua intervenção foi feita no âmbito de um seminário sobre “soluções empresariais”, Ricardo Oliveira apontou três aspectos que ainda definem o tecido empresarial regional. O primeiro é que as empresas gostam de notoriedade e de ter espaço na imprensa mas demoram a compreender que se convidarem políticos para as suas acções correm o risco de perder destaque em prol da agenda oficial; o segundo, é que as empresas comunicam tarde e mal… Mais, a maioria não tem comunicação e nem sequer querem que se fale delas… Não têm estratégia e só reagem quando têm má comunicação social; finalmente, o terceiro ponto serviu para atacar aqueles que não distinguem o que é publicidade de informação pura.

Ao terminar, Ricardo Oliveira defendeu que a relação das empresas com o jornalistas, e vice-versa, deve ser muito trabalhada… Para que seja bem sucedida, pediu bom senso e respeito pelos códigos de conduta das partes envolvidas nesta relação interactiva…
publicado por Marco Freitas às 22:25

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