Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

17
Out 08
“Custa-me admitir que o nosso estado de direito democrático tenha erigido a regulação como um valor”, afirmou Francisco Pinto Balsemão, na conferência A Regulamentação como Valor num Mundo em Mudança, organizado pela ERC. O presidente do grupo Impresa afirma que “ninguém põe em causa a necessidade de regulação”, mas que é preciso “colocar as coisas nos devidos lugares”. O presidente da Impresa alertou também para o facto de um excesso de regras poder levar à homogeneidade das programações. “Não incube à regulação ensinar os jornalistas a editar notícias nem tomar decisões de condenação baseadas em estatísticas assentes em critérios pretensamente objectivos que ignoram o que é o jornalismo”, afirma, acrescentando que, levado ao extremo, faria com que “os telejornais das 20 horas fossem rigorosamente iguais”, o que limitaria o pluralismo na oferta. Criar-se um “colete de forças” nos órgãos de comunicação social poderá, acrescenta, “pôr em causa as empresas de comunicação social”. O responsável vê a liberdade de expressão como um “barómetro da saúde de uma democracia” e, desta forma, o papel da regulamentação devia ser ” eliminar o que está mal. Desde logo, porque é mais fácil determinar em concreto o que está mal do que o bem que deve ser promovido”. O responsável termina a concluir que uma “auto regulação ou co-regulação é uma mais valia, pois parte dos próprios” o que os torna “mais responsáveis e vigilantes uns dos outros”. Por outro lado, espera que a blogosfera “escape a este impeto de regulamentação”, não deixando de fazer referência ao facto da concorrência desleal dos motores de busca “que, sem produzirem conteúdos próprios, se servem, muitas vezes, abusivamente, dos nossos e absorvem muito mais de 50% da publicidade mundial online”.

Fonte: Meios & Publicidade
publicado por Marco Freitas às 10:09

O empresário Francisco Pinto Balsemão defendeu hoje a auto-regulação e a co-regulação dos órgãos de comunicação social.
«A dinâmica do mercado em contraste com a lentidão do regulador leva-me a considerar a auto-regulação e a co-regulação como uma mais-valia num mundo em mudança», afirmou o presidente do grupo Impresa, sustentando que «o organismo regulador deve ser o último recurso num processo que começa com a auto-regulação».

Na II conferência anual da ERC, intitulada «Por uma Cultura de Regulação» – que decorre hoje e amanhã na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa –, o presidente do grupo proprietário da Sic, Visão e Expresso, entre outros, defendeu também que «o velho estilo da regulação já não é adequado para regular um sem número de serviços novos» e deixou como exemplo a discussão de licenças de transmissão em televisão, «quando um adolescente pode criar uma emissão a partir de casa num computador pessoal».

Pinto Balsemão alertou ainda para que a Regulação, «face ao novo e ao desconhecido, não caia na tentação de embarcar na censura». «Importa que a regulação não fique parada no tempo e se adapte às novas realidades do mercado», reiterou, durante a intervenção.

O responsável da Impresa afirmou ainda que não consegue «conceber a regulação como um valor em si». «É uma técnica, um método. Não me peçam que aceite certos valores e liberdades sejam restringidas a bem da regulação como valor», disse. Pinto Balsemão acrescentou ainda que «os direitos e liberdades fundamentais devem moldar a regulação».

Fonte: DD
publicado por Marco Freitas às 09:47

16
Out 08
O estudo da recepção dos meios de comunicação em Portugal, promovido pela ERC e desenvolvido no ISCTE, conclui que existe uma elevada credibilidade dos órgãos de comunicação social junto dos portugueses, que os pais desconhecem os assuntos que retêm a atenção dos filhos na internet e ainda refere que os imigrantes lamentam a ausência de “notícias positivas” e sentem-se discriminados na informação. Estes resultados irão ser apresentados e debatidos no âmbito da conferência A Regulação como Valor num Mundo em Mudança, que irá decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, entre hoje e amanhã. O ISCTE foi escolhido em concurso público, em Novembro de 2006, pela ERC, sendo que a equipa de investigação integra ainda Cristina Ponte, da Universidade Nova de Lisboa, Isabel Férin, da Universidade de Coimbra, Maria João Malho, do Instituto de Apoio à Criança, Rui Brites, do ISCTE, e Vidal de Oliveira, do Instituto Politécnico de Lisboa. O estudo trata os usos e consumos de meios de comunicação social em Portugal, através de várias metodologias, desde sondagens, inquéritos e focus group. José Rebelo, coordenador do projecto, refere que considera que a publicação “poderá constituir um extraordinário ponto de partida para o conhecimento de uma actividade que, indiscutivelmente, condiciona o nosso quotidiano.”

Fonte: Meios & Publicidade (16/10/08)
publicado por Marco Freitas às 15:29

13
Out 08
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O regresso do "O Balcão" é uma boa noticia para o sector da imprensa, tanto regional como nacional. Num tempo em que prevalece o espírito de crise, o desânimo, o Balcão vem dizer precisamente que é possível empreender este caminho no mundo da comunicação.

Esta é uma mensagem importante também para o universo da comunicação social regional. Este jornal gratuito de Braga indica que a fórmula dos gratuitos ainda não está esgotada. A Madeira, uma das regiões economicamente mais dinâmicas do país, parece ter relutância em avançar nesse sentido. Temos o Cidade (que parece resisitr apesar das criticas ao modelo), tivemos o Jornal da Madeira (cuja incursão pelo modelo gratuito estava destinada ao fracasso desde o inicio por muitas razões que não as económicas) e agora temos o "Madeira Livre" (um jornal de cariz ideologico e político muito vincado e que tem suscitado muitas criticas sobre as práticas jornalisticas inerentes à sua produção).

O empreendedorismo é fundamental para o sector da imprensa nacional... Como tal, valorizamos e defendemos os projecto noticiosos com capacidade para gerar emprego e dimensões informativas, ou seja, perspectiva critica sobre a res publica. Nem sempre os projectos noticiosos conseguem colocar em prática os seus objectivos e as suas ambições.

O Balcão - que pode ser visto para quem não está em Braga no site www.obalcao.pt - é um projecto encorajador... Decidimos sublinhar o surgir deste jornal em Braga porque temos vindo a defender uma maior dinâmica no espaço regional, mesmo que sejam projectos pequenos ou só on-line... Conhecemos poucos incentivos, financeiros e não só, a esta actividade na Madeira.

Boa-sorte aos novos projectos como o Balcão.

Editor
Marco Freitas
publicado por Marco Freitas às 12:11

O semanário bracarense O Balcão vai regressar esta semana ao convívio dos leitores.
Com uma paragem de férias para reestruturação, a publicação regressa com o mesmo formato, com a mesma independência e com a mesma vontade de fazer história na imprensa regional de Braga. Vamos continuar a trilhar o caminho do sucesso, vamos continuar a merecer a confiança do nosso público. Concerteza que não vamos decepcionar os leitores que apostam em nós. Uma palavra de apreço aos nossos anunciantes que vão continuar a apostar neste projecto editorial. É sinal que estamos no bom caminho. É um incentivo para nós.
Obrigado a todos.
Vamos trabalhar.

Jorge Paraíso
publicado por Marco Freitas às 10:13

09
Out 08
Vou fazer hoje a minha estreia de co-autor no blog astrisco comunicar.
Já tenho alguma experiência no jornalismo, mas como editor de um blog é a primeira vez.
Espero estar à altura do desafio e conto com a colaboração de todos os frequentadores do astrisco comunicar.
Não quero terminar sem deixar uma palavra de apreço ao mentor do blog, Marco Freitas, pela confiança que em mim depositou ao partilhar a gestão editorial do mesmo. Escrever é difícil, editar ainda pior...mas vamos conseguir...
Cumprimentos.

Co-autor

Jorge Paraíso
publicado por Marco Freitas às 16:45

07
Out 08

Os 16 anos da SIC e da televisão privada em Portugal, a ERC e o "convite" à RTP para reduzir os tempos dos comentários políticos e os protagonismo dado ao PSD e PS, e o lançamento do Madeira livre foram os temas abordados pelo criador do *astrisco* nas "Manhãs informativas" da TSF-Madeira. Para além de estar disponível na Plataforma digital do Diário de Notícias da Madeira, disponibilizamos a sua audição aqui... Aceitamos, como sempre, todas as criticas... Marco Freitas


TSF/Madeira  - Manhã Informativa


 

publicado por Marco Freitas às 15:19

05
Out 08
A Dupladp corre o sério risco de ficar na história do sector da comunicação regional como a empresa que impulsionou, de forma séria e consistente, o debate sobre este sector de actividade nas mais diversas vertentes que comporta.

O seminário da Dupladp, denominado “Marketing e soluções empresariais”, o segundo organizado por esta empresa, confirma precisamente a ideia que aqui expresso. Quem lá esteve pode experimentar a sede de informação e de debate que existe na Região sobre estas matérias. Esperemos que outras empresas, outros organismos e organizações tenham percebido a dimensão do que ali de passou e tomem iniciativas que beneficiem o universo da comunicação em geral e das empresas em particular.

Segundo os dados oficiais, o número de inscritos no seminário foi de 350 pessoas mas ficou claramente a impressão que o número de presenças e de ouvintes, ao longo do dia, ultrapassou esse número.

Os temas eram em termos de substância convidativos e abarcaram o leque de interesses vasto. Esteve em análise o marketing no ponto de venda, o design da cidade e a comunicação como forma de promoção. Os oradores e especialistas presentes demonstraram, claramente, a sua qualidade e elevaram por consequência as valias do seminário.

Detectou-se alguma falta de experiência na gestão do evento que foi colmatada pela capacidade rápida de resposta aos pequenos – muito pequenos - obstáculos que apareceram mas que num evento onde a comunicação e a imagem predominam dificilmente passaram despercebidos… No entanto, a meu ver, isto só deve ser visto como um incentivo para no próximo ano fazer algo ainda melhor pois nada de negativo advém dos pequenos imponderáveis associados a este tipo de iniciativa. É costume dizer-se que o óptimo é inimigo do bom… O evento foi, em suma, muito bom… Por isso, pequenos pormenores como o facto das comunicações não terem sido distribuídas – eventualmente, até pode ter sido por opção da organização – podem sempre ser corrigidos…

Uma única sugestão: continuem!


A sessão de abertura - “Marketing e soluções empresariais”,

Na sessão de abertura, Humberto Drumond, responsável máximo da Dupladp recordou que a iniciativa começada em 2007 deve ser vista como um “investimento no conhecimento e na formação da sociedade”.
Para o interlocutor, a adesão verifica simbolizou “a credibilidade” do evento e dos objectivos traçados pela Dupladp. Uma credibilidade para a qual tem contribuído a relação de parceria com os clientes e uma política vincada de responsabilidade social e cultural com o fim de passar mensagens importantes para a sociedade. É assim na parceria estabelecida com o TEF e também na divulgação de mensagens em prol de uma causa como a SIDA.

A sala cheia viu um Humberto Drumond emocionado e também ouviu os elogios de um parceiro com a Delegação Regional da Ordem dos Economistas, na pessoa do seu máximo representante na Região, Eduardo Jesus. As palavras do Vice-Presidente do Governo Regional vieram acrescentaram outra perspectiva ao impacto do evento. Este governante escolheu aquele momento do dia para marcar a agenda mediática e anunciar apoios às empresas regionais. (ver destaque)

Usando da palavra, Eduardo Jesus recordou que o seminário era um exemplo “de criatividade e de responsabilidade social” na medida em que “possibilita uma experiência de comunicação e uma oportunidade para a Madeira”, na medida em que chama a atenção para o facto de que as empresas para além de visarem o lucro devem igualmente valorizar a função social que lhes é inerente como parte de um todo…


Pedro Oliveira falou da “coragem e do empreendedorismo mostrado pela Dupladp” para sublinhar que a iniciativa é um “dia para encontrar soluções assertivas para rentabilizar investimentos”.
publicado por Marco Freitas às 22:31

O Vice-Presidente do Governo Regional, com a arte e engenho derivada de muitos anos de experiência política, percebeu que num seminário sobre o marketing e soluções empresariais estaria presente o público ideal para anunciar um programa de apoio às empresas madeirenses neste tempo de crise. Para além disso, contou com uma forte presença dos mass media, já que se tratava de um evento muito mediatizado, um dos mais importantes do dia, o primeiro do dia…O cenário era o ideal e Cunha e Silva esteve muito bem ao aproveitá-lo.

Porventura, os organizadores do seminário não ficaram muito contentes com a exposição dada ao Vice-Presidente em detrimento dos conteúdos em debate… Mas, quando se convida o político tão influente para uma iniciativa daquela envergadura há que estar preparado para isso. Provavelmente contavam com o impacto da presença da VP para atrair a imprensa e os cabeçalhos… Uma expectativa legítima que ficou gorada pois alguns meios de comunicação nem mencionaram em que ambiente e enquadramento Cunha e Silva fez o anúncio… O que teria sido muito relevante para a própria notícia…

Sobre o que disse o Vice-Presidente, umas breves notas para os que não estiveram atentos às notícias do dia. Cunha e Silva disse, alto e bom som, que a “situação da Região, não é a melhor”, admitindo a existência de um crise... Nesse sentido, é ainda mais imperiosos que “a RAM vença o desafio do desenvolvimento” mesmo depois de ter perdido metade dos fundos comunitários e de ter de fazer frente a uma “falta solidariedade do Estado” com a Madeira.

Para além destes condicionalismos de ordem político o Vice-Presidente frisou que a condição geográfica e periférica da Madeira aliada a um mercado interno reduzido influencia sobremaneira o desenvolvimento e o sucesso das empresas regionais sendo altura para se equacionar “a internacionalização da economia”...

Recordando as dificuldades acrescidas com a crise internacional vigente, Cunha e Silva disse que é importante responder ao novo desafio de “abraçar as novas orientações da UE para as novas tecnologias…”
Como tal - e esta foi a parte mais importante do seu discurso – recordou os sistemas de incentivo já disponíveis e anunciou uma linha de crédito bonificada para as empresas madeirenses fazerem face à crise no valor de 15 milhões de euros.

Ao encerrar a sua intervenção, que teve um misto de política e de tecnicidade, Cunha e Silva disse que os tempos exigiam empreendedorismo e “estabilidade para as empresas fazerem o seu trabalho”. Deixou, por isso um apelo para “remarem todos para o mesmo lado”...
publicado por Marco Freitas às 22:29

Em traços gerais podemos dizer que o seminário teve intervenções muito interessantes ao longo do dia. Contudo, as temáticas do marketing no ponto de venda e da comunicação como ferramenta de promoção mereceram mais debate e arrebataram a sala. O design na cidade contou com intervenções de interesse mas a plateia não se mostrou tão apaixonada.

Sobre o primeiro painel, uma breve nota para salientar a qualidade e capacidade das intervenções do presidente da APM – Associação de Profissionais de Marketing e de Paul Miles. O primeiro sublinhou que os profissionais de marketing devem “estar seguros do papel que o marketing desempenha nas empresas” na medida em que este deve ser visto numa perspectiva social já que as empresas devem olhar para a sua actividade muito além da mera obtenção do lucro.

Carlos Oliveira lembrou que o local de venda é 50% responsável pela adesão às marcas... Indicador que sugere a necessidade de coerência de comunicação em toda a linha da organização.

Paul Miles falou da matéria através da apresentação e descrição do POPAI, uma associação especialista em tudo o que tem a ver com um ponto de venda… Esta organização de âmbito internacional trabalha ao nível da investigação sobre o sector, organiza eventos, debates e produz documentação própria...

Tem como objectivo criar uma medição standard para definir o impacto da acção no ponto de venda...Enfim, um GRP para medir os contactos com os diversos materiais de comunicação que existem... Mais, na sua acção procura sensibilizar para o uso dos suportes de comunicação digitais, incentivando as empresas a analisar o retorno dos investimentos nesta área...

Paulo Miles sublinhou que o marketing no ponto de venda hoje é visto como algo estratégico e não táctico...Como tal, o marketing tradicional não é suficiente... Há novo desafio, recordava Miles, o de comunicar com o novo consumidor que, mais do que nunca, decide como recebe a informação... De facto, perante a multiplicidade de meios, as empresas encontram crescentes dificuldades em contactar os públicos-alvo… Logo, o momento da compra é fundamental... No seu ponto de vista há que “trabalhar” o comprador de forma diferente...

O retalho e a distribuição são de facto componentes importantes para impulsionar as vendas porque são oportunidades para as marcas inovarem junto de um consumidor bombardeado por produtos. Até porque não há um volume de tráfego garantido… Como tal, aproveitar ao máximo o cliente quando entra na loja é o milagre que todos esperam alcançar…

Existem, aliás, razões para as empresas acreditarem na eficácia do ponto de venda. Um estudo da Deloite, resultante de inquérito a gestores de mais de 100 empresas, diz que o ponto de venda é um dos elementos de maior retorno do marketing.

O ponto de venda, a loja e a grande superfície são espaço em mudança… são mais do que um espaço físico… o mundo da internet está a mudar a relação do ponto de venda com os consumidores.

Para perceber esta dinâmica do mercado, há um conjunto de iniciativas e investigação em desenvolvimento para ajudar a perceber os investimentos feitos nas lojas. A POPAI, uma associação do sector que tem objectivos formativos e educativos, é responsável por este trabalho de investigação.


A importância do posto de venda no sucesso de um produto foi ainda abordada, por exemplo, por Carlos Batista, da Insular de Moinhos, que apresentou uma realidade regional versus a força de vendas de marcas e produtos externos.
publicado por Marco Freitas às 22:28

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