Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Out 08
“Custa-me admitir que o nosso estado de direito democrático tenha erigido a regulação como um valor”, afirmou Francisco Pinto Balsemão, na conferência A Regulamentação como Valor num Mundo em Mudança, organizado pela ERC. O presidente do grupo Impresa afirma que “ninguém põe em causa a necessidade de regulação”, mas que é preciso “colocar as coisas nos devidos lugares”. O presidente da Impresa alertou também para o facto de um excesso de regras poder levar à homogeneidade das programações. “Não incube à regulação ensinar os jornalistas a editar notícias nem tomar decisões de condenação baseadas em estatísticas assentes em critérios pretensamente objectivos que ignoram o que é o jornalismo”, afirma, acrescentando que, levado ao extremo, faria com que “os telejornais das 20 horas fossem rigorosamente iguais”, o que limitaria o pluralismo na oferta. Criar-se um “colete de forças” nos órgãos de comunicação social poderá, acrescenta, “pôr em causa as empresas de comunicação social”. O responsável vê a liberdade de expressão como um “barómetro da saúde de uma democracia” e, desta forma, o papel da regulamentação devia ser ” eliminar o que está mal. Desde logo, porque é mais fácil determinar em concreto o que está mal do que o bem que deve ser promovido”. O responsável termina a concluir que uma “auto regulação ou co-regulação é uma mais valia, pois parte dos próprios” o que os torna “mais responsáveis e vigilantes uns dos outros”. Por outro lado, espera que a blogosfera “escape a este impeto de regulamentação”, não deixando de fazer referência ao facto da concorrência desleal dos motores de busca “que, sem produzirem conteúdos próprios, se servem, muitas vezes, abusivamente, dos nossos e absorvem muito mais de 50% da publicidade mundial online”.

Fonte: Meios & Publicidade
publicado por Marco Freitas às 10:09

O empresário Francisco Pinto Balsemão defendeu hoje a auto-regulação e a co-regulação dos órgãos de comunicação social.
«A dinâmica do mercado em contraste com a lentidão do regulador leva-me a considerar a auto-regulação e a co-regulação como uma mais-valia num mundo em mudança», afirmou o presidente do grupo Impresa, sustentando que «o organismo regulador deve ser o último recurso num processo que começa com a auto-regulação».

Na II conferência anual da ERC, intitulada «Por uma Cultura de Regulação» – que decorre hoje e amanhã na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa –, o presidente do grupo proprietário da Sic, Visão e Expresso, entre outros, defendeu também que «o velho estilo da regulação já não é adequado para regular um sem número de serviços novos» e deixou como exemplo a discussão de licenças de transmissão em televisão, «quando um adolescente pode criar uma emissão a partir de casa num computador pessoal».

Pinto Balsemão alertou ainda para que a Regulação, «face ao novo e ao desconhecido, não caia na tentação de embarcar na censura». «Importa que a regulação não fique parada no tempo e se adapte às novas realidades do mercado», reiterou, durante a intervenção.

O responsável da Impresa afirmou ainda que não consegue «conceber a regulação como um valor em si». «É uma técnica, um método. Não me peçam que aceite certos valores e liberdades sejam restringidas a bem da regulação como valor», disse. Pinto Balsemão acrescentou ainda que «os direitos e liberdades fundamentais devem moldar a regulação».

Fonte: DD
publicado por Marco Freitas às 09:47

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