Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Dez 07
Será que a decisão do Jornal da Madeira passar a gratuito a partir de Janeiro irá contribuir para mais alguma movimentação na cena da comunicação social regional?
O director do grupo Liberal - que entre outros títulos possui o jornal Cidade (o primeiro gratuito digno dessa classificação na Madeira) veio a público insurgir-se contra a decisão do Governo Regional, ainda detentor do JM. Na perspectiva do empresário é uma forma de distorcer as regras da concorrência e de mercado. A este propósito registe-se os seguintes aspectos:

- Num Estado dito livre e democrático, o que pode ou deve impedir os Governos, como organização social e política, de possuir meios de comunicação social para comunicar a sua agenda? No caso de deter meios de comunicação social porque não podem gerir os mesmos como lhes aprouver, desde que acautelem as razões dos contribuintes?

- Em Portugal, o Estado dispõe de rádios e de canais televisivos, a exemplo de muitos outros, na Europa e noutros continentes.
O que é estranho é ver a pressão que se faz para o Governo Regional não ter o JM e esquecer, pura e simplesmente, o restante cenário nacional. Os principios não se aplicam a todos?

- O JM é gerido com dinheiros públicos. Como tal, o GR está obrigado a estabelecer o melhor caminho para evitar que este título prejudique, a vários níveis, os contribuintes. Podia pedir-se. Mas se a sua gestão for capaz de cobrir os custos de publicação é certo que os contribuintes não são lesados. Infelizmente, nos dias de hoje, não é o que acontece.
As apostas editoriais que o JM se prepara para fazer terão, certamente, este fim: o de reduzir custos e o de melhorar receitas. Afinal de contas, há postos de trabalho e famílias a defender.
Manter uma situação de apoio ao jornal como o actual é que lesa a concorrência e o mercado. Numa situação normal o JM teria de fechar as portas. Como tal, há que criar condições para vingar neste sector de actividade difícil.

- O JM e os seus profissionais enfrentam um desafio enorme.
Será tanto mais bem sucedido quanto souber dinamizar a sua estrutura de trabalho e de gerir eficácia. A solução passará por uma estrutura mais leve, célere e activa. Isto pode significar mudanças e o fim de alguns vícios... Será possível concretizar esta mudança? Se a aposta do Governo for séria: sim. Para quando? Bem, esse é outro problema a resolver.

- Quanto à restante comunicação social regional: note-se que o mercado é aberto e há uma imensidão de opções. O DNM está a evoluir para o futuro, para o online. O Cidade inaugurou um novo conceito na Região, as rádios e a televisão estão mais dinâmicas.

Em suma, o consumidor deverá reagir e por isso não tardaremos a perceber os resultados e as escolhas.

*astrisco*
publicado por Marco Freitas às 10:33

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