Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Dez 07
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Segundo dados da MediaMonitor, em novembro de 2007 a RTP1, RTP2, SIC e TVI emitiram 70 192 peças de publicidade (sem as referentes ao próprio canal), o que corresponde a uma média de 585 inserções por canal, 478 horas de publicidade (uma média diária de 3 horas e 51 minutos por canal).
Entre muitos outros aspectos, no limite, isto poderia significar por exemplo que as horas que uma pessoa na vida activa dispõe para ver televisão poderiam estar preenchidas com spots publicitários.

Esta radicalização tem como propósito abrir uma linha de discussão - ou melhor, procurar entrar nas discussões já em cima da mesa - sobre a relacção da publicidade com a Tv e destes duas vertentes com os tele-espectadores.
É conhecida a importância dos anunciantes para os canais - e este entram na televisão por outras portas, como o caso do product placement - mas também aquilo que estes têm de fazer para vender mais espaços publicitários. O problema é que isto geralmente corresponde à baixa de qualidade televisiva, ao popularucho, às intrigas da vida real e das novelas... A valorização do tele-espectador fica para segundo plano. Dizem, os canais, que valorizam o auditório quando correspondem às suas exigências... Tenho dúvidas de que três horas consecutivas de novelas sejam benéficas para a saúde cultural do consumidor de televisão português.
Onde fica o papel formador da comunicação social...?

*astrisco*
publicado por Marco Freitas às 11:37

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