Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Nov 08
O aumento das ameaças e da violência de cartéis de narcotráfico contra jornalistas mexicanos tem obrigado alguns destes profissionais dos média a fugir do país, procurando exílio nos EUA ou no Canadá.

Segundo a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), a violência atingiu “níveis inimagináveis”, inclusivamente a nível simbólico, pois a 6 de Novembro criminosos deixaram a cabeça de uma vítima de rapto na Praça do Jornalista, em Ciudad Juárez, localidade que tem sido palco de intimidações e actos violentos contra a classe. O corpo decapitado ficou pendurado numa ponte.

A situação é também condenada pelo Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) e pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF), tendo esta última organização instado a comunidade internacional a tomar as devidas medidas humanitárias para ajudar os jornalistas que busquem asilo, dando conta de seis casos distintos.

Jorge Luis Aguirre, editor do jornal online “La Polaka”, foi ameaçado de morte por telemóvel durante o funeral de um colega, tendo decidido emigrar com a família para os Estados Unidos, país também escolhido por Alejandro Junco de la Vega, editor-executivo do “Reforma”, que anunciou publicamente a entrega de um pedido de asilo por motivos de segurança.

Luis Horacio Najera, também do “Reforma”, está encravado no Canadá há um mês, sem perspectiva de ter a sua situação resolvida, enquanto Misael Habana, da Televisa, desistiu do pedido de asilo canadiano quando se apercebeu que o processo ia demorar muito tempo.

O mesmo aconteceu com Claudio Tiznado, repórter do “Géneros”, que solicitou asilo aos EUA em Maio de 2007 e regressou ao seu país poucos meses depois.

Para a RSF, o caso mais “chocante e incompreensível” é o de Emilio Gutiérrez Soto, detido em El Paso desde Junho, após ter tentado entrar ilegalmente nos Estados Unidos com o filho de 15 anos, que entretanto já foi libertado e está entregue ao cuidado de familiares naquela cidade fronteiriça norte-americana.

O repórter do “El Diario”, uma publicação do estado de Chihuahua, tomou a decisão de cruzar a fronteira na sequência de ameaças de morte alegadamente provenientes de membros das forças armadas mexicanas.

Além de Emilio Gutiérrez Soto, há dois outros jornalistas mexicanos detidos por motivos desconhecidos: Jesús Lemus Barajas, editor do diário regional “El Tiempo” detido desde 7 de Maio por alegado tráfico de droga, assunto que estava a investigar; e Roberto Tepepexteco Hipólito, do diário “El Debate de los Calentanos”, detido a 6 de Setembro na sequência da cobertura de confrontos entre narcotraficantes e agentes federais.

A violência dos cartéis de droga mexicanos tem-se vindo a intensificar depois da ofensiva contra o narcotráfico lançada pelas autoridades federais em 2006, na sequência da tomada de posse do presidente Felipe Caldéron. Esta guerra não declarada já provocou mais de quatro mil mortos só desde o início deste ano.
publicado por Marco Freitas às 10:04

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