Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

06
Abr 11

 

Artigo publicado no Diário de Notícias da Madeira (2 de Abril)

 

O ciclo da vida ensina que a crise não é eterna. Logo, há que pensar na reacção e no que Portugal pode fazer para enfrentar os mercados. Para isso, há que rasgar o motivo do contínuo estado de sítio nacional: o facto de não saber ser uma marca forte. Interrogo-me se algum dia o País será uma marca de confiança?!

Já em 2006, com base em estudos sobre as potencialidades do País, um road-show de debates, mesas redondas e conferências, percorreu o território para encontrar e construir um conceito inolvidável de Portugal. Surgiram muitas campanhas. Mais tarde, até se contratou um fotógrafo famoso, muito caro, para captar os famosos portugueses (CR7, Mourinho...) e divulgar e associar a sua imagem a Portugal, como se os rostos dessem forma ao ser português. Resultados?!

Faltou valorizar a essência. Não quero estar associado à fama de Mourinho e de CR7, quero estar associado às suas capacidades de vencer, de trabalho e de diferenciação. Ou ainda, à ideia de Portugal como País que sabe vencer as adversidades e renascer das cinzas como a Fénix...

Temos sido incapazes de criar relações com as nossas “marcas-bandeira” e de estabelecer uma tabela de valores capaz de transmitir uma ideia positiva de Portugal internacionalmente. Há marcas que simbolizam uma nação e países que ajudam a construir marcas mundiais. Isso será possível se enterrarmos a ideia de que somos um povo triste, fatalista, e se valorizarmos qualidades como a capacidade de inovar e a coragem de arriscar.

Como uma boa imagem externa só começa por dentro, temos que edificar um País empreendedor para colmatar o défice de influência. Não há estratégia de comunicação que funcione sem correspondência com a realidade e não há campanha de marketing eficaz sem um produto apetecível... Então, para quando um novo Portugal?!

 

Marco Paulo Freitas

 

publicado por Marco Freitas às 09:36

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