Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

03
Jan 11



Manda a tradição que no ano novo os votos sejam optimistas e de realização dos melhores desejos e expectativas. Que assim seja!

 

Porém, a responsabilidade impõe uma gestão cautelosa e realística das expectativas. Por isso, indo além do universo caótico de ideias e contra-ideias para solucionar a crise e da centrifugação informativa a que somos sujeitos, há que colocar o enfoque na recuperação da confiança perdida, a vários níveis: nos mercados internacionais, nos sectores empresarial e institucional, junto dos que trabalham e dos que estão no desemprego e procuram oportunidades...

 

Estudos recentes indiciam um estado de letargia nacional que é preciso combater. Por exemplo, a GfK Metris analisou a relação dos anunciantes com as marcas, confirmando o divórcio entre as partes, com os níveis de desconfiança dos consumidores a rondar os 80%. Só 11% dos inquiridos confia nos markteers, um valor que só encontra par nos políticos (8%). Colocados no mesmo cesto da desconfiança, porque lidam com o lado emocional dos cidadãos, influenciando a sua vida através de expectativas que a realidade nega, os inquiridos esperam que ambos os sectores apostem na criação de mensagens de confiança, credíveis, transparentes e explicativas.

 

Tudo isto entronca na ideia de que é preciso recuperar o factor confiança porque, segundo a Marktest, os portugueses continuam pessimistas quanto à situação económica. O índice de expectativa em Novembro era de 20,84%, menos de metade do registado um ano antes.

 

Em suma, há um importante processo de comunicação de verdade e de credibilidade a retomar pelos responsáveis do País, a todos os níveis de liderança, assentes em medidas eficazes e de futuro... Porque se os números podem curar as finanças, já a economia só sara com o contributo de cada pessoa.

 

* Texto publicado na edição de 2 de Janeiro do Diário de Notícias da Madeira

 

Marco Paulo Freitas

Consultor de Comunicação

publicado por Marco Freitas às 09:54

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