Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

21
Set 10

Por Cleyton Carlos Torres

 

 

Nada de previsões apocalípticas ou projeções engessadas com confetes coloridos e efeitos especiais no melhor estilo cinematográfico.

 

O futuro do jornalismo não será como atualmente o conhecemos. O futuro do jornalismo será estruturado em um único e exclusivo fator: inovação.

 

Como conseguir inovação necessária para um impacto relevante? Com muito estudo e, principalmente, tempo de estudo.

 

O futuro do jornalismo será baseado na pesquisa frenética de como o jornalismo poderá mudar ainda mais a vida das pessoas.

 

A produção de conhecimento atingiu um patamar nunca antes imaginado pelo homem e terá um cenário muito mais fácil de ser mensurado e imaginado, porém muito complexo para ser descrito nos dias de hoje.

 

A imprensa não migrará para o universo digital; ela criará seus próprios caminhos e trilhas. O que deve ser feito é interromper o pensamento que cerca as mídias informativas – que se restringe apenas na busca incessante de novos modelos de receita – e focar na criação de novos produtos, serviços, conteúdos e, primordialmente, novos formatos.

 

O jornalismo deve mudar, mas não deve comprometer seus valores e princípios. Confiamos e gostamos de redes e mídias sociais, mas quando o assunto é credibilidade da informação, o consumidor de notícias ainda checa a veracidade nos meios tradicionais.

 

O jornal impresso é responsável por 50% das notícias relevantes que são divulgadas na mídia, e não será a web 2.0 que destruirá todo esse sistema de confiabilidade.

 

O resto é consequência

 

No futuro, não haverá mais uma distinção tão ampla entre impresso, rádio, TV ou internet.

 

O jornalismo será parte de um grande meio intitulado mídia jornalística. O jornalismo será um só, feito por muitos e compartilhado para todos.

 

A imprensa criará modelos inovadores de pacotes, conteúdos e distribuição, utilizando massivamente o audiovisual como fórmula base.

 

Não vamos mais querer apenas ler, assistir ou ouvir. Vamos querer fazer tudo ao mesmo tempo e, é claro, com uma interação mídia-público nunca antes imaginada.

 

O investimento em pesquisa se fundamenta na medida em que, em um curto período de tempo, haverá uma colossal descentralização do conteúdo, que passará a ter mais participação do leitor e uma queda acentuada na relevância das grandes grifes jornalísticas.

 

O conteúdo que era caro e restrito aos gigantes da mídia, hoje é acessível e de fácil usabilidade quanto à sua criação. Não seria demais, até, arriscar dizer que o YouTube é maior do que a BBC ou a CNN. São novos tempos e o jornalismo precisa se adaptar.

 

Adaptação, aliás, que só virá com investimento em pesquisa, gerando, assim, uma possibilidade real de mudanças.

 

Novos players serão criados, os conteúdos terão disponibilidades irrestritas e adaptáveis em praticamente qualquer mídia que ainda virá por existir.

 

O futuro do jornalismo se baseia única e exclusivamente em estudar seu próprio futuro.

 

Faça algo incrivelmente simples que você não precisará criar modelos mirabolantes e nem projetar visões alucinadas sobre determinado assunto.

 

Faça o jornalismo ser o jornalismo; o resto é só consequência.

publicado por paradiselost às 10:02
editado por Marco Freitas em 25/01/2013 às 16:15

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