Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Jan 10

Os grandes diários brasileiros já se adaptaram às novas regras ortográficas, um ano após o início da adopção do Acordo Ortográfico no Brasil, a 01 de Janeiro de 2009.

 

Editoras e meios de comunicação social brasileiros, como agências de notícias, portais na Internet também já adoptam as novas regras.

 

Para a consultora de língua portuguesa do jornal Folha de São Paulo, Thaís Nicoleti, adoptar rapidamente as novas regras ortográficas tornou-se um "valor na sociedade brasileira", nomeadamente entre os media.

 

"Se já estou na nova ortografia é porque estou ligada no que está acontecendo”, disse a consultora, para quem a nova ortografia ainda causa uma certa estranheza aos leitores, sensação que deverá diminuir ao longo do tempo.

 

Escolas e universidades também já adoptam a nova grafia, apesar de poderem escolher.

 

“Os livros didácticos já adaptados às novas regras ortográficas tiveram prioridade no processo de selecção este ano por parte das escolas, mesmo ainda sendo opcional”, disse à Lusa a professora Karina Barreto.

 

Professora de uma escola privada de São Paulo, Karina afirmou que, em geral, os alunos não tiveram grandes problemas de adaptação às novas regras.

 

“Os alunos mais jovens incorporaram as novas regras com facilidade, mas os estudantes mais velhos tiveram um impacto maior por já estarem condicionados à ortografia anterior”, salientou.

 

“Mas, em geral, o processo foi tranquilo, sem problemas de adaptação, até porque as mudanças no Brasil foram muito pequenas”, disse.

 

No Brasil, a nova ortografia foi instituída por um decreto assinado pelo Presidente Lula da Silva, em Setembro de 2008, mas até 2012 as duas regras serão oficialmente aceites.

 

As novas regras ortográficas começaram a ser adoptadas, em carácter voluntário, a 01 de Janeiro deste ano, e serão obrigatórias a partir de 01 de Janeiro de 2012, sendo que os livros didácticos deverão estar totalmente adaptados em 2010.

 

“As mudanças não foram complicadas, o que dificultou um pouco foram as novas regras para o uso do hífen”, disse à Lusa Pedro Baptista, 17 anos, estudante do ensino médio de uma escola privada de São Paulo.

 

Ao longo de 2009, o estudante preparou-se para as provas de ingresso na Universidade de São Paulo (USP), em 2010.

 

Na prova de redacção, o estudante poderá redigir seguindo a antiga ou a nova ortografia, sendo punido caso misture ambas.

 

“Eu vou escolher redigir a redacção com as regras antigas porque tenho mais segurança, prefiro não correr o risco, apesar da mudança ser muito pequena”, afirmou.

 

As principais mudanças ortográficas no Brasil foram a inclusão das letras K, W e Y no alfabeto, o fim do trema, mudanças na acentuação, como o fim do acento em ditongos abertos, e as novas regras para o hífen.

 

As mudanças exigidas pela reforma ortográfica na versão brasileira do português atingem cerca de cinco palavras em cada mil.

 

Em Portugal, as mudanças vão resultar na mudança ortográfica de cerca de 1,5 por cento das palavras, segundo especialistas.

 

Os grandes diários brasileiros já utilizam a ortografia do novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), o registo oficial de cerca de 300.000 palavras, editado em Março pela Academia Brasileira de Letras (ABL).

publicado por paradiselost às 16:34

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