Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Dez 15

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Ao ver as dificuldades de um desporto olímpico como a Esgrima para angariar apoios, apercebi-me, com maior acuidade, da injustiça que a Política Desportiva Regional (PDR) tem configurado ao promover uma “protecção” tão vincada ao futebol profissional face a muitos outros desportos. Falta equilíbrio e falta investir na qualidade. Tenho motivos para pensar assim. Vejo o mundo do futebol em constante polémica. O “desporto rei” é agora o campeão dos milhões investidos, do buzz mediático, da falta de transparência, da violência desportiva e da dificuldade em se modernizar.

 

Em alternativa, cresce um conjunto de actividades desportivas, algumas inovadoras, que num curto espaço de tempo têm dado muito há Madeira, quer em termos de promoção externa quer na criação de novas potencialidades para a Região. Falta avançar para o seu reconhecimento efectivo - que vai além do financeiro - porque são desportos que têm gerado campeões a custo de tostões para o erário público. Eis alguns dos exemplos mais falados: Ténis de Mesa, Vela, Esgrima, Badminton, Padel, Padle, Trails, Dow-hill, Karaté, Muay Thai, Culturismo e Velocidade...

 

Lembro-me de ter assistido a uma discussão brutal sobre a nova política para o desporto. O que mudou se, no essencial, a cultura anterior mantêm-se e se a política de apoios não sossega o sector (conforme se vê pelas guerrilhas nas páginas do desporto)?!

 

Há quem aposte nos milhões de fãs do futebol para assegurar o ansiado “Price Money” e enunciem engenharias financeiras para explicar os benefícios desses apoios. É claro que existem. Contudo, na ponderação custo/benefício, o que dizer aos longos anos de apoio, à pressão exercida sobre os decisores que empurrou a Região para uma política desportiva descontrolada, cheia de estruturas e de mecanismos ineficazes?! Afinal de contas, quantos clubes madeirenses ganharam o principal campeonato de futebol ou uma prova de prestígio internacional?! Há quem defenda o apoio à vertente do futebol como uma forma de sustentar as outras modalidades dos clubes. O que soa estranho, pois os clubes nem conseguem rentabilizar o investimento que dizem fazer na formação futebolística, desonrando o esforço financeiro dos pais nas “escolinhas”. Ou não é verdade que o número de jogadores de formação nas principais equipas de futebol continua reduzido?

 

Para além da estrela maior do futebol, a título de exemplo, convém reter que temos outros atletas madeirenses de referência: o olímpico João Rodrigues na Vela, Marcos Freitas no Ténis de Mesa, Álvaro Noite na Esgrima, Francisco Abreu na Velocidade de protótipos e Carina Bento no Bodyboard. Que se chegue à frente quem tem dúvidas que têm sido divulgadores profícuos e competentes do nome Madeira.

 

Mais, aos sucessos individuais, há que somar os eventos desportivos de grande valia que têm vindo a ser realizados na Região como a concentração internacional de selecções de Badminton; o Madeira Swim Marathon, que integrou o circuito europeu, o Eco Trail Funchal que trouxe atletas de 13 nacionalidades, a prova de Padel, a demonstração internacional de Karaté no Funchal para marcar o inicio de época da modalidade, o Bodyboard com um evento de topo na Região, os trails, o down hill, o sucesso no Muay Thai.

 

Tendo dúvidas que estes alertas belisquem o que está instituído, mas penso que, com serenidade e alguma objectividade, será possível mudar o equilíbrio de forças na distribuição de verbas no desporto. Enquanto existirem...

 

Marco P. Freitas

publicado por Marco Freitas às 19:48

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