Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Jan 14

Aceitei o desafio do Diário de Notícias da Madeira para fazer um breve balanço "ao que mudou" na comunicação social regional em 2013. 

 

O resultado é este. Agradeço ao DNM a oportunidade de poder partilhar as minhas ideias para o sector, em particular aquela em que me bato pelo encontro de todos para definir uma solução equilibrada para esta área na região. 

 

Como habitualmente, irei percorrer o ano da comunicação social portuguesa através dos títulos e artigos que foi recolhendo e registando em 2013. Será em breve, num dos próximos post do blog. 

 

 

 

 

O que mudou na comunicação social regional em 2103?

 

Muito pouco mudou na comunicação social regional em 2013. Vimos um sector em curva descendente, que sofre de um enfraquecimento generalizado e de uma enorme falta de vontade para alterar o status quo vigente.

 

A guerra de trincheiras travada pelos dois principais jornais madeirenses, cada um representando diferentes visões da sociedade, da política e da forma de ver o papel da imprensa, é paradigma maior da incapacidade para encontrar uma solução ampla para a comunicação social regional. Que digam os muitos jornalistas despedidos!

 

Vivemos tempos de mudança e temo pela incapacidade de reacção. Estamos no tempo das redes sociais, do online que convida o cidadão-jornalista a sobrepor-se ao jornalista-cidadão. Vivemos o tempo em que todos parecem saber mais de jornalismo do que os próprios jornalistas. Vivemos um momento de grau zero que tem encruzilhadas por resolver: a do mercado publicitário, a da falta de confiança dos públicos, a dos excessos editoriais e das tendências politizadas.

 

Os modelos de sustentação económica das empresas de media estão a ser reavaliados. A deslocação para o digital avança inexoravelmente. Falo por mim: quero mais e melhor jornalismo porque é preciso travar e corrigir o ruído criado pelas redes sociais. Por isso, nunca foi tão importante contar com a intervenção do jornalismo equilibrado e lúcido.  

 

Mas isto será possível numa Região onde os protagonistas e decisores se refugiam nas suas razões, sem nada fazer, apesar de assumirem em vários fóruns que os problemas estão identificados, que é preciso gerar mecanismos de defesa do jornalismo, dos seus profissionais e das empresas do sector?

 

Uns pedem a privatização da comunicação social, outros convivem com uma liberdade de imprensa que aceita audiovisuais públicos e desconfiam da imprensa pública, quase todos acham que só os media públicos são politizáveis, numa espécie de debate que decorre de forma circular, redutora, anacrónica, degenerando numa Babel explosiva. 

 

Ao Diário, que muito tem pugnado por um outro jornalismo na Região, creio que é legítimo pedir mais, devido à sua experiência, pelo papel de formação de consciências que teve e tem na Região, pelos avanços tecnológicos que trouxe e por saber que muitos vão consumir um Diário mais construtivo. Confio que conseguirá, mesmo com uma equipa reduzida e a enfrentar medos.

 

Marco P. Freitas

Assessor de Informação

 

Número

 

105

Este é o número de países a partir dos quais o dnoticias.pt teve visualizações online, em Novembro, quando a Madeira esteve sob alerta vermelho devido ao mau tempo.

 

Duas notas sobre esta escolha: (1) o número atesta indubitavelmente o alcance que uma publicação regional online pode atingir. Algo a ter em conta pelos anunciantes; (2) Tal dimensão implica uma enorme responsabilidade. O que se escreve já não é só visto no nosso pequeno mundo. Logo, as consequências de um trabalho menos rigoroso podem atingir dimensões de desastre. Ao invés, um trabalho de qualidade pode gerar efeitos positivos para as publicações.

 

Frase

 

Foi-me pedida uma frase para simbolizar a comunicação social de 2013. Mas, na pesquisa encontrei duas, curiosamente proferidas no mesmo dia do ano, sobre temas que têm marcado o sector na Região e mundo fora.

 

 

Diário de Notícias da Madeira, 11 de Outubro de 2013

Ricardo Miguel Oliveira, por altura do aniversário do DNM

 

“Não poderemos continuar a ir a tudo o que é agendado, se quisermos concentrar atenção naquilo que faz a diferença e nas notícias com valor acrescentado.”

 

Diário Económico, 11 de Outubro de 2013

 

“O Financial Times (FT) anunciou no início da semana que vai passar a dar prioridade à sua edição digital...e ajustando as horas de fecho às de maior tráfego nos sites de informação.”

publicado por Marco Freitas às 10:54

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