Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

06
Fev 10

O presente e o futuro dos media passam pela aposta em novas formas de comunicar como a infografia, técnica que também pode contar histórias e captar a atenção do leitor, defenderam hoje em Lisboa dois especialistas da infografia mundial.
 

Alberto Cairo e Aitor Equino, duas referências nesta área, estão em Lisboa para dar um ‘workshop’ sobre infografia multimedia que terá lugar entre hoje e sexta-feira na sede da agência Lusa.

Na opinião de Alberto Cairo - professor de jornalismo da Universidade da Carolina do Norte e antigo diretor do departamento de infografia na edição on-line do El Mundo -, a infografia é uma linguagem de comunicação adicional a todas as outras linguagens de jornalismo, mas mais adequada e útil para histórias com elevados componentes geográficos ou quantitativos, ajudando com mapas, cartografias e dados estatísticos.

"A infografia é uma linguagem jornalística. Da mesma forma que temos de apostar no vídeo porque algumas histórias só podem ser contadas dessa maneira, o mesmo tem de ser feito com a infografia porque há historias que só pode ser contadas dessa forma", disse em entrevista à Lusa.

O presente o futuro do jornalismo, frisou, passam pela multimédia e por todas as linguagens existentes, entre as quais o vídeo e a infografia.

"O texto continua a ser muito importante, é o primeiro a ser procurado pelo leitor quando clica num site, mas depois de ler uma introdução textual da história, o leitor procura outras formas de comunicar", adiantou.

Já para Aitor Eguinoa, que trabalhou nas secções de infografia de alguns dos jornais mais importantes de língua espanhola como El País, El Correo e La Nación, a infografia tem como fim único melhorar a informação.

Questionado sobre o uso da infografia em Portugal, Aitor Eguinoa disse que existe já um bom trabalho nesta área embora ainda pouco generalizado.

"Há ainda medo em arriscar. Medo de não saber fazer bem", disse.

Contudo, Aitor Eguinoa defende que há muitas vantagens na aposta desta nova forma de comunicar, vantagens para os meios de comunicação social, para os jornalistas e para os leitores.

"É complicado começar mas uma vez conseguido o primeiro passo a recompensa é grande", frisou.

publicado por paradiselost às 00:20

04
Fev 10

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Chega às bancas no final do mês a Dilema, uma nova revista dedicada à fotografia. O projecto é encabeçado por Jorge Pinto Guedes, também director da revista (A)PS Arte Digital.

Segundo explicou o director da revista ao Briefing, “a  Dilema é uma revista ‘premium’ que aparece fruto da necessidade de mostrar o que de melhor se faz em fotografia a Preto& Branco no mundo”.

 

Para Jorge Pinto Guedes a revista vem enquadrada “numa época em que a arte fotográfica rivaliza –  em preferência e em volume de investimentos – com as artes plásticas”.

Com periodicidade bimestral e com dimensões "magnum" (30X37cm) a revista Dilema “vai apresentar portefólios de autores consagrados e emergentes”, tendo “também uma rubrica especial, baptizada de Rewind, que publicará imagens antigas de empresas, marcas, personalidades e fotógrafos  profissionais e amadores famosos do antigamente”, conta o director da publicação.

Quanto a público-alvo, Jorge Pinto Guedes sublinha que “a Dilema é dirigida a todos os fotógrafos, amantes de fotografia e a quem cultiva o ‘lifestyle’”.

A revista terá uma tiragem de 10 mil exemplares, um preço de capa de 10 euros, e será impressa na Peres- Soctip com distribuição garantida pela Logista.

O design fica a cargo da Question Mark e a direcção comercial é assumida por Nuno Catarino Duarte

publicado por paradiselost às 15:27

02
Fev 10

O jornalista Mário Crespo foi até ontem colaborador de opinião do Jornal de Notícias.

 

Essa colaboração cessou por sua vontade. Acontece que, no domingo à noite, o director do JN o contactou dando-lhe conta das dúvidas que lhe causava o texto que Mário Crespo enviara para publicação no dia seguinte.

 

Basicamente, no entender do director do JN o texto de Mário Crespo não era um simples texto de Opinião mas fazia referências a factos que suscitavam duas ordens de problemas: por um lado necessitavam de confirmação, de que fosse exercido o direito ao contraditório relativamente às pessoas ali citadas; por outro lado, a informação chegara a Mário Crespo por um processo que o JN habitualmente rejeita como prática noticiosa; isto é: o texto era construído a partir de informações que lhe tinham sido fornecidas por alguém que escutara uma conversa num restaurante.

 

Da conversa entre o director e o colaborador do jornal resultou que este decidiu retirar o texto de publicação e informou que cessava de imediato a sua colaboração com o jornal, o que a Direcção do JN respeita.

publicado por paradiselost às 00:18

01
Fev 10

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A televisão pública espanhola, TVE, registou em janeiro, primeiro mês sem publicidade, um aumento de 12 por cento nos níveis de audiência em janeiro, para um share de 18,6 por cento.

Dados difundidos hoje pela Barlovento, que monitoriza audiências em Espanha, referem que a TVE está assim quatro pontos à frente da segunda cadeia mais vista, a Telecinco (14,8 por cento de share).

O terceiro posto é ocupado pela Antena 3 (12,8 por cento), a Cuatro mantém o quarto posto (7,3 por cento) e a La Sexta o quinto (6,1 por cento).

Solicitada pela agência Lusa a comentar os dados da audiência e a avaliar o primeiro mês da televisão sem publicidade, fonte oficial da TVE explicou que “não haverá qualquer comentário”.

A nova lei de financiamento da RTVE determinou que desde 01 de janeiro não há publicidade na televisão pública, que passou a financiar-se apenas através do Orçamento do Estado e de tarifas impostas às restantes televisões.

Cada uma das televisões privadas em sinal aberto entrega à TVE 3 por cento das suas receitas, cada uma das televisões pagas entrega 1,5 por cento das receitas e as empresas de telecomunicações entregam 0,9 por cento.

Este modelo de financiamento ainda está a ser analisado pela Comissão Europeia, que quer determinar se é ou não compatível com as leis europeias.

O impacto do fim da publicidade na pública está já a evidenciar-se entre as televisões privadas que no primeiro mês deste ano registaram um aumento de 10 por cento na faturação de publicidade, face há um ano.

Os valores compensam parcialmente o que tem sido a queda da publicidade em todos os meios de comunicação social em Espanha, em grande parte devido à crise económica.

As privadas antecipam que possam vir a conseguir entre 70 e 80 por cento da publicidade que a TVE obtinha (que equivale a cerca de 22 por cento do mercado), o que representaria receitas adicionais de 400 milhões de euros.

Esta transferência de publicidade poderia, no entanto, ser afetada pelas boas audiências da TVE.

Apesar do sucesso das audiências, a TVE continua com problemas internos por resolver, tendo a Comissão de Trabalhadores convocado um conjunto de ações de protesto, que culminam num greve geral a 03 de março.

Trata-se de um protesto contra o que dizem ser o crescente volume de produções que a TVE contrata externamente.

publicado por paradiselost às 17:08

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