Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

29
Jan 09

publicado por Marco Freitas às 17:44

23
Jan 09
A Madeira precisa de uma excelente campanha de lobby para mudar e melhorar a forma como é vista no espaço nacional e nos mercados internacionais. Uma campanha que contemple os mais diversos sectores da vida regional, desde a política à economia e à cultura.

Este tema - e a certeza desta necessidade regional – é motivo de interesse e de debate a espaços, sempre que algum acontecimento nos alerta para esta situação. Desta vez foi a notícia de que o Governo dos Açores lançou um concurso para contratar agências de comunicação e de lobbying para exercerem a sua actividade em prol dos interesses dos Açores junto das entidades europeias.

A iniciativa açoriana é de louvar porque, como é sabido, no universo da Comissão e de todos os organismos que orbitam os corredores que incorporam a União Europeia tudo é conseguido na base da permanente negociação… Como tal, o desenvolvimento estruturado de campanhas de comunicação e de lobbying são imprescindíveis para posicionar interesses e forçar decisões favoráveis.
Os Açores fazem esta aposta na EU porque já conquistaram o espaço nacional. A sua imagem global junto dos portugueses é pacífica, uma situação que é resultado de vários factores, sendo de salientar a actual conjuntura política, as apostas de comunicação turística e, talvez a mais forte razão, o facto de existir um arquipélago como o da Madeira que nos mais variados níveis assume e encarna o contencioso com o Continente, nomeadamente no plano da política partidária e na luta pela Autonomia.

De facto, a Madeira tem uma situação mais periclitante, em particular, no espaço nacional. Ao invés dos Açores, nos mercados internacionais, a RAM já goza de um reconhecimento invejável, às vezes até ultrapassando a imagem negativa do próprio país e compensando-o positivamente. Isto sucede tanto ao nível do turismo como à escala do mundo dos negócios internacionais de topo.

A certeza de que a Região precisa de uma percepção mais favorável no espaço nacional não é uma prerrogativa minha. Faço eco, por exemplo, de opiniões de altos dirigentes do partido líder na Região e do próprio Governo Regional. Guilherme Silva, respeitado membro das cúpulas do PSD local, já o afirmou e, num encontro com a JSD-M, o Vice-Presidente do Governo assumiu esse imperativo de mudar a imagem que os portugueses têm da Região. Lia-se no Jornal da Madeira de Outubro de 2006: “O vice-presidente do Governo Regional considerou ontem que existe um défice de comunicação entre o Governo Regional e a opinião pública do Continente” e “admitiu que esta tem sido uma das falhas do executivo regional”.

Há um conjunto de situações, de pessoas e organizações responsáveis pela deterioração da imagem da Madeira no espaço nacional. Independentemente dos efeitos das acções externas ao meio regional, esta imagem negativa é um facto e existem fortes responsabilidades da própria governação regional, designadamente ao não conseguir criar um espírito de unidade interno, nos diversos patamares da nossa sociedade e nas mais variadas organizações, desde a política à economia, para a construção de uma ideia da Região e dos próprios madeirenses muito melhor no espaço nacional. Faz sentido um português, seja ele de onde for, pensar e acreditar que a Região vive à custa dos seus impostos e do seu dinheiro?


A nossa Região não poderia fazer um uso adequado das estratégias de lobbying?
Não haverá na Madeira um interesse generalizado em conseguir as melhores condições possíveis para garantir um desenvolvimento sustentado, eficaz e capaz de gerar resultados muito positivos, tanto a nível económico e social?
Às vezes parece que sim, outras nem por isso, na essência, porque não encontramos nas estruturas sociais uma necessidade aguerrida de defesa dos interesses gerais da Região.
A Madeira tem uma credibilidade e imagem conquistadas com esforço e competência, e que estão presentemente postas em causa por um lobby nacional, de índole política.
O que legitima este movimento que coloca em causa o futuro da Madeira que não valide a criação de um organismo regional para defender os interesses da população da Madeira, muito além das organizações de cariz político? O sucesso de um lobby desta natureza depende do consenso interno gerado e da capacidade em transformar as diferenças e a diversidade de perspectivas numa receita de sucesso que possa confrontar os Governos nacionais e posicionar a Região junto da entidades internacionais e nos mercados.
Se para isso é fundamental traçar objectivos radicalmente exigentes...que haja coragem para vincar que a nossa sociedade não pode ser hipotecada à custa de teimosias e vinganças políticas e que os madeirenses merecem poder escolher o modelo para construir o seu futuro. A aparente estabilidade em que vivemos tem funcionado como um sonífero que bloqueia a percepção da necessidade de estruturar um lobby global a favor da Madeira.


A actividade de lobbying

“Numa sociedade democrática é perfeitamente legítimo pressionar os poderes políticos em defesa de interesses específicos” A opinião é de Martins Lampreia, reputado especialista de comunicação e também conhecido perito na prática de lobbying.
Tecnicamente, “lobby” pode ser definido como “um conjunto de actividades que visam exercer uma pressão directa sobre os poderes públicos, legislativo e executivo, na defesa dos interesses de uma empresa, instituição ou sector de actividade”
Num mundo tão competitivo, uma empresa, organização, país ou região não deve menosprezar a utilização de todos os instrumentos ao seu dispor para fazer valer os seus legítimos interesses. Há que saber influenciar e lidar com as emoções, antever a reacção da opinião pública, dos adversários, dos concorrentes e dos decisores e agir em conformidade.
Esta actividade é naturalmente praticada com maior intensidade nos centros de decisão como Washington e Bruxelas. Quer numa quer noutra cidade estão acreditados mais de 10 mil profissionais de lobbying. Em Bruxelas, por exemplo, estão registados mais de 3 mil grupos de interesse. Portugueses são muito poucos. Para manifesto azar do nosso País esta é uma actividade pouco valorizada e ainda por reconhecer.
Comparo o lobbying a um jogo de xadrez, onde as peças devem percorrer o tabuleiro de forma estratégica, pensada e sem precipitações para não perder de vista o objectivo almejado.

Em Portugal

Que se saiba, pouco mais do que 5 agências de comunicação estão aptas e interessadas em realizar esta actividade de forma transparente.
Em Portugal não existe legislação que regulamente a actividade e, pior do que isso, parece haver pouco interesse em criar essa legislação, mantendo, na prática, a existência desta actividade sob um manto de secretismo muito pouco útil à verdade política e à acção pública dos mais altos responsáveis deste país.

Uma empresa portuguesa, no início de 2007, deu a conhecer ao Parlamento nacional a sua intenção de ter acesso directo aos deputados. Luís Paixão Martins, responsável da empresa diz que “a ideia é estar mais perto do poder, para melhor o compreender e acompanhar”. Para este especialista e a sua empresa, todo o processo legislativo seria mais claro e de fácil percepção. Ao que se sabe, não existiu até hoje qualquer resposta da AR a este pedido original. Até porque os grupos parlamentares não se mostraram muito abertos à inovação. Uma das razões era porque as agências de comunicação iriam ter acesso aos mesmos lugares que os jornalistas. Uma desculpa esfarrapada e cómica porque a relação entre os sectores extravasa o Parlamento.



A origem do conceito

A origem da actividade e do conceito é no mínimo curiosa. Conta-se que o presidente dos Estados Unidos da América, Ulysses Grant, para fugir às confusões da Casa Branca refugiava-se no lobby do hotel Willard Intercontinental, para desfrutar de alguma calma e fumar charuto. Quando foi descoberto passou a ser procurado no lobby por aqueles que queriam influenciar as suas decisões. Grant apelidava-os de “lobbyists”.

A própria definição técnica do conceito não engana. Fazer lobby implica fazer pressão e, necessariamente, para a produzir, é fundamental cuidar de uma gestão de grandes pacotes de informação, de estabelecer redes de contacto e da criação de empatias sólidas, sustentadas na verdade dos factos, com o objectivo de facilitar decisões favoráveis.

A actividade de “lobbying” em países como o Reino Unido, Bélgica, Holanda, França, Alemanha e EUA é madura porque, desde logo, criaram regulação específica para controlar, promover e defender todos os intervenientes. Maturidade que decorreu também de uma abertura séria e transparente à actividade e ao seus objectivos. Apesar de não encontrarmos esta postura no nosso país e da ausência de legislação em Portugal o desenvolvimento da actividade não está travado, muito em particular no âmbito da actividade política. Mas, como defende Martins Lampreia, um enquadramento jurídico dotaria o sector de maior credibilidade.

A forma de actuar dos profissionais é fundamental para alcançar o sucesso e para obter os resultados solicitados pela parte contratante. É preciso vestir a pele da causa a defender e acreditar na missão. Para melhor desempenharem a sua missão, estes profissionais devem actuar em parceria com as direcções, com transparência e sem barreiras de comunicação, e assegurar que a gestão de uma campanha de “lobbying” mantêm uma estrutura coerente. No decorrer de um processo de “lobbying” pode ser preciso lidar com agentes económicos, com o poder político, com a opinião pública e até com os meios de comunicação social. Aliás, neste universo global, é necessário conhecer e analisar realidade locais, nacionais e internacionais, e os “mass media” são uma fonte preferencial, um elo de ligação e um agente difusor útil em qualquer processo de influência. A relação de um profissional de “lobbying” com os jornalistas deve ser exemplar, estritamente profissional, respeitando as exigências éticas e profissionais da sua actividade. Neste jogo de influências, importa respeitar em todas as ocasiões o papel do jornalista, porque a sua credibilidade como fonte é uma mais-valia. A deturpação da informação pode ser contra producente.

Volto a frisar que o “lobbying” implica sempre um processo de pressão, que pode ser realizado de forma directa e expressa ou indirecta através da manifestação das vontades de sectores de apoio. Como tal, a falta de regulação e de um código de conduta não contribui para credibilizar a actividade e a defesa das causas. Portugal podia seguir o exemplo de outros países e tirar partido dos códigos e princípios que regem a prática de Relações Públicas.
Para uma campanha de “lobbying” resultar é primordial saber cativar, criar laços, proporcionar empatias. A forma como as emoções devem ser compatibilizadas com os apelos à razão e aos factos é uma das condições para o sucesso de um “lobbying”.
Para além disso, é preciso ter consciência que as causas não se ganham unicamente na comunicação social ou através de eventos de propaganda, mas trabalhando nos bastidores, conseguindo apoios credíveis e utilizando processos informativos orientados e eficazes.
Um perito em “lobbying” será mais eficaz quanto a sua capacidade se envolver com a realidade e de chegar próximo de quem decide.

Marco Freitas
publicado por Marco Freitas às 21:39

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“Jornalismo na Europa: Quem precisa de Regulação?” Esta questão é o mote para a realização de uma conferência promovida pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho, que terá lugar no dia 15 de Maio.

Na sessão de abertura estarão presentes Denis McQuail, professor jubilado da Universidade de Amesterdão, Augusto Santos Silva, Ministro dos Assuntos Parlamentares, Manuel Pinto, Director do CECS e Helena Sousa, Presidente da Comissão Organizadora.

Do programa fazem ainda parte nomes como Josef Trappel, coordenador do EuroMedia Research Group e professor da Universidade de Zurique, Jeremy Tunstall, professor jubilado da City University, Londres, Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Alfredo Maia, presidente do Sindicato de Jornalistas e jornalista do Jornal de Notícias, Afonso Camões, administrador do Grupo Global Notícias, e Paquete de Oliveira, provedor do Telespectador da RTP.

Segundo a organização, esta iniciativa “pretende aproximar perspectivas diferenciadas sobre as profundas transformações que estão a ocorrer no campo jornalístico e respectivos desenvolvimentos ao nível dos mecanismos de regulação”.

A entrada é livre.
publicado por Marco Freitas às 11:31

16
Jan 09
Desta vez o alvo são as instituições europeias. O Governo Regional do Açores abriu um concurso para escolher a melhor empresa para organizar campanhas de lobbying na União Europeia.

No espaço nacional já sabemos que os Açores conseguiram alcançar uma imagem mais favorável do que a Madeira.

Há algum tempo, este tema foi motivo de debate na RAM. Nada se fez desde então para melhorar a imagem da Madeira... O que fazer e quais são as verdadeiras implicações de uma imagem desfavorável da REgião no espaço nacional? Está ou não na altura de se fazer alguma coisa para alterar o estado de situação? Será necessário esperar pelo sucesso de Jardim para alterar o comportmento da Região com os organismos nacionais?

Um debate que lançamos à nossa audiência.... PARTICIPEM

Obrigado

Marco Freitas
o *astrisco*
publicado por Marco Freitas às 09:27

15
Jan 09
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Es muy interesante el punto de vista que indica Paul Gillin cuando recuerda que las empresas de dimensiones pequeñas son las que se adaptan más fácilmente a los medios participativos que las grandes.

La determinación de acceder al uso de los medios sociales puede ser igual en cualquier empresa, independiente de sus dimensiones. Más bien son los pasos subsiguientes en los que se visualizan las diferencias.

La burocracia suele ser el principal problema en las empresas más grandes. Ello es así porque las decisiones transitan por más número de personas y despachos hasta que se toma una decisión final respecto a un determinado asunto.

En las corporaciones con más número de trabajadores suele ocurrir igualmente que, aunque se pongan en marcha proyectos basados en los medios participativos, éstos nacen más bien para morir inmediatamente por la falta de respaldo de las ‘altas instancias’.

Puede también que tales iniciativas queden navegando a la deriva sin un enfoque estratégico claro convirtiéndose en una especie de ‘brindis al sol’.

En las pequeñas empresas la aplicación de las herramientas participativas es mucho más directa.

Además en este tipo de organizaciones se detectan con mucho más rapidez las ventajas que aportan éstas, tanto en términos de ahorro de costes como a la flexibilidad a la hora de satisfacer los cambios en las preferencias del mercado.
publicado por Marco Freitas às 17:38

13
Jan 09
SCBraga.bmp

A Sporting Clube de Braga - Futebol SAD, vai apresentar uma queixa no Ministério Público contra a equipa de arbitragem, liderada por Paulo Baptista, do jogo que se desenrolou no último domingo, dia 11 de Janeiro, frente ao Sport Lisboa e Benfica, SAD, no Estádio da Luz.

Para além dessa queixa, será ainda apresentada uma participação disciplinar na Liga de Portuguesa Futebol Profissional, contra a referida equipa de arbitragem.

Na base destas queixas, está a actuação desastrosa da equipa de arbitragem, que declaradamente prejudicou a SC Braga – Futebol SAD e que teve intervenção directa no resultado final do encontro.

A SC Braga – Futebol SAD não acredita que a lamentável actuação da referida equipa de arbitragem, tenha sido casual.

Na verdade, da análise ao jogo facilmente se constata que foram vários os erros perpetrados pela equipa de arbitragem sendo todos sempre num sentido, ou seja, prejudicando os interesses da SC Braga – Futebol SAD.

Os analistas desportivos, logo no próprio dia do referido encontro, afirmaram que esta equipa de arbitragem estava condicionada, e que isso mesmo transpareceu claramente na actuação da equipa.

Nessa medida, a SC Braga – Futebol SAD vai apresentar a queixa junto do MP, no sentido de ver apurada a eventual responsabilidade criminal da equipa de arbitragem e de se averiguar qual (ou quais) o condicionalismo(s) que ocorreu(ram) e que levou(aram) a equipa de arbitragem a actuar da forma descrita.

A SC Braga – Futebol SAD pretende ainda que a Comissão de Arbitragem LPFP analise a actuação da referida equipa da arbitragem e que aja em conformidade face ao desempenho da mesma no jogo em causa, de forma a restabelecer a confiança da SC Braga – Futebol SAD na arbitragem portuguesa, bem como nos órgãos que a presidem.


BRAGA, 12 DE JANEIRO DE 2009


O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
publicado por Marco Freitas às 15:31

Lusa.gif

Notícias com Imagem é o novo serviço que a Lusa vai arrancar com a comercialização, avançou ao M&P Luís Martins, director comercial e de marketing da agência noticiosa.

Composto por conteúdos de texto e imagem, abarcando as 13 secções que compõem o serviço noticioso da Lusa (cobrindo o nacional, economia, desporto, internacional e lusofonia), num máximo de 50 notícias dia, o serviço já está disponível no Google, estando a decorrer negociações com operadores de corporate TV.

“É a esse segmento de mercado que nos estamos a dirigir”, explica o responsável comercial, escusando-se, dada a fase de negociações, a adiantar nomes, mas como potenciais clientes estão ainda “todos os sites que já têm o serviço de texto” da Lusa.

O serviço ficará disponível por meio de uma assinatura mensal.

Já a partir de 31 de Janeiro, a agência noticiosa arranca igualmente com a comercialização do serviço de vídeo online.

Em fase experimental desde Novembro, e já com 44 meios aderentes, o serviço estava a funcionar de forma gratuita.

Com o seu arranque comercial, o serviço assentará o seu modelo de negócio na venda de um pacote de vídeos mensais, dependendo o valor do mesmo, explica Luís Martins, além do número de downloads acordado, da abrangência e audiências do meio a que se destina, à semelhança dos restantes serviços da agência noticiosa, refere o responsável comercial.
publicado por Marco Freitas às 15:21

O jornalista e professor universitário Matt Thompson, da Universidade do Missouri, apresentou no início de 2009 um conjunto de dez questões pertinentes para a classe numa era de sobrecarga informativa, fornecendo pistas e sugestões de leitura para quem pretenda aprofundar cada item.

A reflexão de Matt Thompson foi publicada em Newsless.org, sítio onde o jornalista se propõe a contribuir para mudar o foco dos livros e conferências sobre jornalismo do habitual “como vamos contar ao público as notícias mais recentes” para “como vamos ajudar as nossas audiências a entender melhor o estado do mundo”, enfatizando a contextualização da informação.

Uma das preocupações do académico norte-americano é com os receptores da informação, sendo levantadas questões como “estamos a contribuir para que a comunidade esteja mais bem informada ou simplesmente para que ela se distraia?” ou “em que medida o que fazemos é importante para a nossa comunidade e porquê?”.

Focando-se sobretudo no jornalismo online, Matt Thompson apela ainda à reflexão sobre temas como: “A nossa preocupação é dar uma ‘estória’ mais completa ou dar a mais recente?”; “Estamos a sintetizar informação ou apenas a agregá-la?”; ou ainda “Como estamos a servir quem sabe (nada | tudo) acerca de um dado tema?”.

O professor da Universidade do Missouri apela ainda à necessidade de repensar a experiência multimédia e de fornecer à audiência maneiras de encontrar informação de forma clara (através das estruturas de navegação online) e rápida (mediante o uso de bons filtros).

Para último deixa uma curta reflexão sobre aquele que é, talvez, o problema mais difícil de resolver numa era caracterizada pela sobrecarga informativa: “Como podemos nós, jornalistas, gerir o excesso de informação que recebemos todos os dias?”
publicado por Marco Freitas às 15:15

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Não é a CNN online, mas é um projecto ambicioso a esse ponto.

A GlobalPost que hoje nasce, é a primeira agência noticiosa online com cobertura global e ininterrupta de notícias exteriores aos EUA.

O projecto, liderado pelo empresário Philip Balboni, conta com as contribuições de 72 correspondentes que, a partir dos cinco continentes relatam histórias de países como o Zimbabué, Iraque, Índia ou Líbano.

Na Europa, a agência está em nove países, entre eles o Reino Unido, a França ou a Polónia.

Em Portugal não há qualquer correspondente.

A aposta da GlobalPost (http://www.globalnewsenterprises.com/) é na qualidade, rapidez e inovação no modo como se dão notícias.

A cobertura é diária e dedicada a aspectos políticos, económicos, tecnológicos e sociais dos diferentes países.

Para além dos despachos diários, o site aposta também em reportagens multimédia elaboradas pelos vários correspondentes originários de publicações como a revista “Time” ou a agência “Associated Press”.

Todos trabalham em regime de freelancer e são também accionistas da empresa.

O financiamento inicial do projecto foi de 8,2 milhões de dólares, mas para sobreviver o site desenvolveu três meios de subsistência: publicidade online, venda de artigos a outras publicações e registos voluntários dos leitores no site através do serviço “Passport You”.

Este serviço exclusivo aos assinantes permite a proposta de reportagens, a votação nas ideias mais interessantes e entrar em contacto com os correspondentes de todo o mundo.
publicado por Marco Freitas às 15:10

12
Jan 09
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Reporteros sin Fronteras hace patente su preocupación por la situación de Internet en Tailandia después de que, en nombre de la lucha contra el crimen de lesa majestad, el nuevo gobierno, constituido el 15 de diciembre de 2008, haya decidido convertir en prioritaria la vigilancia del ciberespacio.

Según Ranongrak Suwanchawee, Ministra de Información y Comunicaciones, han bloqueado más de 2.300 sitios y 400 son objeto de investigación judicial.

Ahora el gobierno dedica cerca de 2 millones de euros (80 millones de bahts) al filtrado de la Web.

“Frente a las derivas liberticidas que presagian las reformas anunciadas, es importante que el gobierno acepte debatir sobre la actividad en línea de los internautas.

De repente el tema se ha convertido en una prioridad, cuando el acceso a Internet se encuentra muy lejos de estar generalizado en Tailandia.

Condenamos las medidas adoptadas a partir de la llegada al poder de la Alianza del Pueblo para la Democracia (APD), que son atentados graves a la libertad de expresión en línea, en nombre de un crimen mal definido”, ha declarado la organización.

El 11 de enero de 2009, el profesor asociado de Ciencias Políticas en la Facultad de Chulalongkorn (Bangkok), Giles Ji Ungpakorn, fue informado de que el 20 de enero tiene que presentarse en la comisaría a causa de la publicación de su libro “Un golpe de Estado para los ricos” (“A coup for the Rich”), que puede bajarse gratuitamente en su blog http://www.wdpress.blog.co.uk, lo que le convierte, para las autoridades, en culpable de “crimen de lesa majestad”.

Reporteros sin Fronteras recuerda que Harry Nicolaides, un ciudadano natural de Melbourne, fue detenido el 31 de agosto de 2008 por el mismo motivo.

Profesor en la Universidad de Mae Fah Luang, en Chiang Rai (norte del país), también colaboraba con algunas revistas y páginas de Internet. Hasta ahora han rechazado las cuatro demandas que ha presentado pidiendo la libertad provisional.

El 29 de diciembre, Ranongrak Suwanchawee declaró que la prioridad de su ministerio es “bloquear los sitios de Internet que insultan a la monarquía”.

También añadió que su antecesor “creía, por error, que se podía hacer poco para controlar los sitios de Internet albergados en el extranjero”.

Dos días antes, los demócratas en el poder pidieron un endurecimiento de la legislación sobre el crimen. En efecto, el comandante en jefe de las fuerzas armadas, general Anupong Paojinda, pidió a sus oficiales que vigilaran que no se hiciera ningún gesto en contra de la monarquía.

También ordenó que cada uno de los ochocientos batallones del ejército real vigile una, o dos páginas de Internet de las consideradas “sensibles”, para que no aparezca en ellas ningún comentario que pueda empañar la imagen del rey.

Tailandia tiene 14 millones de internautas, alrededor de un 20% de la población.

La asociación de bloggers Thai Netizen se entrevistará con el nuevo Primer Ministro el 13 de enero, para entregarle una petición en favor de la libertad de expresión digital y algunas propuestas para llegar a un compromiso sobre la cuestión.

La asociación, creada por iniciativa del abogado y especialista en medios de comunicación Supinya Klangnarong, agrupa a bloggers e internautas que militan en pro de la libertad de expresión en línea, en el reino.

Las páginas se bloquean a partir de peticiones informales, sin valor jurídico, de las autoridades a los proveedores de acceso a Internet.

En virtud del artículo 112 del Código penal, es culpable de crimen de lesa majestad “cualquier persona que haya difamado, insultado o amenazado al rey, la reina, el presunto heredero o el regente”, y se le puede condenar a una pena de tres a quince años de cárcel.

La ley relativa a la cibercriminalidad (Cybercrime Act), aprobada en 2007, también establece que los proveedores de acceso a Internet tienen que conservar la información personalizada de los internautas durante 90 días.

Las autoridades pueden verificar dichas informaciones sin necesidad de ningún control judicial. Por otra parte, la ley autoriza a la policía a embargar ordenadores si sospecha que se está haciendo un uso ilegal de la máquina.
publicado por Marco Freitas às 17:29

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