Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

31
Out 08
O Observatório do Ciberjornalismo vai organizar para os dias 11 e 12 de Dezembro o primeiro Congresso Internacional de Ciberjornalismo. Jornalismo 3G é o tema que irá reunir na Universidade do Porto nomes como Rámon Salaverría, director do Laboratório de Comunicação e Multimédia da Universidade de Navarra, ou Mario Táscon, um dos fundadores do El Mundo.
Backpack journalism, o jornalismo do cidadão, a relação da profissão com os blogues são alguns dos temas em debate.

Fonte: M&P
publicado por Marco Freitas às 11:24

29
Out 08
O jornal norte-americano Christian Science Monitor anunciou hoje que vai retirar do mercado a edição em papel, a partir de Abril de 2009, «para se dedicar exclusivamente ao seu sítio na Internet».
Os responsáveis do diário indicaram que a medida é «consequência do declínio de vendas que o jornal tem sofrido» e «uma causa da crescente procura dos seus serviços electrónicos».

O diário apenas manterá uma edição em papel semanal e «meramente simbólica», uma vez que terá uma tiragem muito reduzida.

Actualmente, o Christian Science emprega jornalistas em 19 países, incluindo Rússia, China, França, Índia e Israel.

Fundado em 1908 com o objectivo de promover um «jornalismo em prol da humanidade», o Christian Science Monitor ganhou desde então sete Prémios Pulitzer, considerados a distinção mais importante do jornalismo.

Fonte :DD
publicado por Marco Freitas às 15:22

A administração do Canal de Língua Portuguesa (CLP TV) comunicou ontem a decisão de encerrar a actividade aos 27 trabalhadores da empresa, que vão ser todos despedidos no fim deste mês, avança a edição online do semanário Expresso.
"Só temos duas soluções: ou declarar falência ou manter a empresa, mas sem qualquer actividade nem empregados", foi assim que Joaquim Santos, presidente do Conselho de Administração (CA), apresentou a situação aos funcionários.

A empresa estará afogada em dívidas aos fornecedores de conteúdos e de meios de difusão, segundo avança o Expresso. A CLP TV já nem sequer pagava, desde há alguns meses, a renda de cerca de 100 mil euros mensais pelo aluguer de equipamento e das instalações em Paris, acrescenta o semanário.

A estação emitia desde 2 de Julho de 2007, mas já tinha suspendido as emissões - oficialmente por "razões técnicas e administrativas" - desde o dia 7 deste mês.

Fundada por 30 grandes empresários portugueses em França sem qualquer experiência no sector audiovisual, a empresa conheceu diversos problemas durante a curta existência, essencialmente devido a conflitos permanentes entre os accionistas. No total, os empresários terão investido no canal cerca de 8 milhões de euros.

Um empresário português da área da construção e imobiliário (António de Sousa) e outro (César Jerónimo ) dono de uma frota de mais de 200 táxis, na região de Paris, foram os dois accionistas que mais investiram no canal CLP TV.

Fonte: DD
publicado por Marco Freitas às 15:19

A Unicer e o Sporting Clube de Braga assinaram no Estádio Municipal de Braga um protocolo de patrocínio, válido até 2011, que garante à Soccerade, a denominação de Bebida Oficial do Sporting Clube de Braga.
Previsto neste patrocínio está a inserção de publicidade estática da marca no estádio e visibilidade nas principais iniciativas do clube como conferências de imprensa. A imagem de alguns jogadores do clube poderá ainda integrar algumas acções promocionais da marca.

Fonte: M&P
publicado por Marco Freitas às 10:21

Perdoe-se a verdade de La Palice, mas, se há crise generalizada, todos os sectores da economia são por ela tocados. Daí a dizer que se instalou profunda crise na Imprensa - não só portuguesa - vai alguma distância.

Para se falar em crise parte-se dos sinais. No caso dos jornais e revistas, por exemplo, quebras tremendas dos lucros do grupo Impresa, o interesse do grupo Cofina em alienar a participação que detém no semanário "Sol" ou, ainda, notícias mais ou menos vagas sobre despedimentos de jornalistas. Só que os sinais são, muitas vezes, desmontáveis. Estratégias circunstanciais (ver caixa) podem ser razões mais certeiras.

E a relação entre despedimentos e crise? "Estamos atentos aos sinais, mas não embarcamos em alarmismo", diz Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, notando que a Imprensa "é um sector muito vulnerável às crises económicas". "Justamente por isso - nota - é que as empresas e grupos económicos devem criar condições para manter a navegação segura, tanto em mar calmo como em mar encapelado". Porque "fala-se ciclicamente da crise, como que preparando as condições para justificar o lançamento, borda fora, de jornalistas e de outros trabalhadores".

Mas nem os empresários, ou quem os representa, falam em crise. João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, nota que "os grandes grupos têm conseguido reequilibrar o seu espaço de investimento publicitário, com o lançamento de outros produtos, como os jornais gratuitos". "A associação está muito empenhada em que este momento, que é de grande preocupação, seja usado pelas empresas para pensarem que o mundo não é nem voltará a ser igual", acrescenta, para apontar suportes como a Internet como um rumo inevitável, mas salvaguardando que "não há falência do suporte papel; há é uma complementaridade do suporte digital, que até aqui era vista exclusivamente como uma complementaridade de informação, e que, neste momento, começa a ser já uma complementaridade de negócio".

Aliás, sublinha, "a Imprensa, mais do que a rádio ou a televisão, vive de vender notícias, que se baseiam na credibilidade dos seus títulos. Portanto, tudo o que um empresário fizer para defender essa credibilidade e essa transparência dos seus títulos é o mais importante que ele pode fazer". E, num quadro de concentração dos media, essa tarefa ganha outros contornos, como nota Alfredo Maia: "Insistimos no desafio de que confiram às sinergias de grupo uma dimensão social e não apenas financeira".

Fonte: JN
publicado por Marco Freitas às 10:18

28
Out 08
Marco Freitas, comunicólogo e fundador do blog astrisco comunicar iniciou a sua participação como cronista no semanário bracarense O Balcão. A sua participação vem, certamente, enriquecer a publicação com a opinião sobre temas da actualidade, sobre as questões dos media e sobre outras temáticas de relevo.
Quero, desde já, agradecer a disponibilidade do Marco, amigo de longa data, pela aceitação de mais um desafio editorial. Vai dar o seu melhor, disso não tenho dúvidas. Reconhecemos a capacidade do comunicólogo, da sua visão global sobre a actualidade, apesar de radicado no seu Funchal. O "isolamento" atlântico nunca foi um obstáculo para o Marco, sempre soube ultrapassar barreiras físicas e mentais e lançar para o debate temas universais.
Bem-vindo Marco.
Abraço amigo

Co-autor: Jorge Paraíso
publicado por Marco Freitas às 09:40

O Público e a France24 vão estabelecer uma parceria na área de conteúdos de informação vídeo, confirmou ao M&P Pedro Ferreira, coordenador geral do Público.pt. O acordo passa pela disponibilização de conteúdo editorial produzido pela France24 à editoria Público Vídeos, bem como de vídeos da cobertura ao vivo de acontecimentos relevantes do ponto de vista informativo. Os vídeos do canal francês juntam-se assim aos conteúdos provenientes da Reuters e Lusa, assim como da produção própria do jornal, actualmente disponíveis em Público Videos, serviço lançado Novembro do ano passado. “A parceria envolve também o portal Clix, que poderá disponibilizar também conteúdo vídeo France24 aos seus utilizadores no futuro”, precisa Pedro Ferreira. A transmissão ao vivo dos dois debates das eleições às presidenciais norte-americanas e da conferência de imprensa da cimeira Canadá-União Europeia são alguns dos resultados desta parceria já visíveis no site do jornal. Pedro Ferreira não revela valores de investimento, nem precisa o valor de retorno desta iniciativa. “O retorno mais imediato e fundamental que procuramos atingir é a satisfação do leitor do Publico.pt”, diz. “Temos obviamente expectativas quanto ao investimento publicitário em conteúdo vídeo on-line. Apesar deste segmento tardar em ganhar expressão em Portugal é já uma opção clara de investimento publicitário on-line noutros mercados”, acrescenta. “A publicidade associada a conteúdo vídeo, nomeadamente conteúdo informativo vídeo de edição própria, permite não só explorar novos caminhos de comunicação publicitária como também rentabilizar investimento de produção de spots vídeo até agora produzidos para outras plataformas, nomeadamente a televisão”, clarifica. “Acreditamos que é uma questão de tempo até os marketeers nacionais e suas agências identificarem o potencial do segmento e aderirem ao mesmo”, considera.

Fonte: M&P
publicado por Marco Freitas às 09:31

23
Out 08
A Imprensa espanhola foi obrigada a reduzir os seus custos face à crise e a uma queda de cerca de 30% das receitas publicitárias, avançou um responsável do grupo Unidad Editorial.

António Fernadez-Galliano, director-geral do Unidad Editorial - que edita os diários espanhóis "El Mundo" e "Marca" - admitiu que esses cortes estão a ser aplicadas no grupo, sem adiantar mais pormenores, numa altura em que o mercado especializado tem divulgado numerosas reduções de empregos nos jornais espanhóis.

O Unidad Editorial, controlado pelo grupo italiano RCS (que detém o italiano "Corriere de la Sera" e já deteve os portugueses "Diário Económico" e "Semanário Económico"), publica títulos em Espanha como o generalista "El Mundo" (vendas de 330 exemplares por dia) e o desportivo "Marca" (cerca de 320 mil exemplares), além do económico "Expansion" (50 mil). De acordo com o responsável, a Imprensa diária local está a sofrer as consequências das crises financeira e imobiliária locais, devendo as suas receitas publicitárias cair globalmente mais de 10% este ano. Nos últimos dois meses, o investimento publicitário em Espanha recuou 30%. O sector deverá ser alvo de reestruturações, admitiu, escusando-se a comentar informações sobre uma possível fusão entre os grupos Planeta e Vocento. O director-geral do Unidad Editorial notou ainda que a Imprensa gratuita (distribui 4 milhões de exemplares) se desenvolveu fortemente desde 1998, apesar de não ter prejudicado os jornais pagos, cujas vendas se mantêm estáveis.

Fonte: JN
publicado por Marco Freitas às 09:33

Em 2007, Portugal era oitavo. No relatório do índice da Liberdade de Impresa tornado público, esta quarta-feira, pelos Repórteres sem Fronteiras encontra-se em 16º.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Alfredo Maia, ressalva que não conhece os critérios considerados pelo organismo internacional, mas "espera que tenha pesado a entrada em vigor do Estatuto do Jornalista, que é lesivo da Liberdade da Imprensa, designadamente, no que respeita à utilização múltipla dos trabalhos dos jornalistas e suas criações". Esta análise considera 12 meses, contados até 1 de Setembro de 2008.

Islândia, Noruega e Luxemburgo lideram a lista dos países que apresentam melhores condições de trabalho para os jornalistas. Na cauda da tabela, estão territórios ainda subjugados a regimes ditatoriais como o Turquemenistão (171º), Coreia do Norte (172º) e, por último, a Eritreia (173ª).

À excepção de Moçambique, que desceu 17 lugares, mas melhorou em pontos, e Angola, que piorou nos dois níveis, caindo 25 números, estando em 116ª, o restante Mundo lusófono conseguiu subir no "ranking". Cabo Verde, em 36º, cresceu nove lugares, e Timor Leste (65º), ficou 29 posições acima do relatório de 2007. Guiné-Bissau saltou 26, estando em 81º, e o Brasil (82º)dois patamares.

A RSF explica que nem sempre a prosperidade dita a Liberdade de Imprensa. Depois do 11 de Setembro, e sob a desculpa da segurança, alguns países financeiramente mais fortes deixaram de a garantir como faziam. Por outro lado, países com economia mais fraca parecem estar mais abertos ao direito de se poder discordar dos governos.

Fonte: JN
publicado por Marco Freitas às 09:32

20
Out 08
O semanário bracarense O Balcão já está disponível para leitura no site da publicação mas apenas em formato digital. Para consultar o mesmo basta aceder a www.obalcao.pt clicar na edição em pdf.
Como sempre, e seguindo a política editorial da criação deste blog, aceitam-se críticas e sugestões sobre o semanário.
Já agora, boa leitura e que O Balcão corresponda às expectativas criadas.

Co-autor
Jorge Paraíso
publicado por Marco Freitas às 15:15

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