Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Set 06
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Ser competitivo e reconhecido a nível internacional é uma tarefa extremamente difícil, que exige um trabalho contínuo das empresas, países, regiões ou cidades, no sentido de promover uma imagem sólida e consistente com as práticas que sustentam as estratégias de desenvolvimento e de posicionamento no mercado.

Para poder definir a melhor forma de posicionar a Madeira no exterior há que analisar as oportunidades, as ameaças e os pontos fortes e fracos da Região. Depois disso, a comunicação da Madeira para o exterior terá todas as condições para resultar se obedecer a uma regra fundamental: tudo tem de começar por dentro, por nós, os que trabalham e vivem na Região. O projecto tem de contar com a colaboração de muitos nas pequenas e grandes iniciativas de comunicação e de acção. A identidade é muito mais do que uma imagem, é aquilo que fomos, o que somos e o que queremos ser. Acabar com sentimentos derrotistas ou auto-depreciativos, valorizar a capacidade de enfrentar desafios, como os nossos antepassados fizeram quando rasgaram as estradas da Madeira, e anular as posturas de suspeição perante novas vias de desenvolvimento pode ser o princípio de uma nova imagem para a Região.

O sucesso desejado não se coaduna com o “fado português”. No mundo das novas tecnologias falar nos condicionalismo da ultraperiferia é cada vez mais um contra-senso, porque esta não é mais do que um factor físico que pode ser ultrapassado com inovação, dinamismo e uma presença activa nos mercados através do protagonismo das marcas e produtos de sucesso.
Porque não é possível promover uma marca artificialmente, um projecto de comunicação da Madeira deverá estar em perfeita harmonia com a gestão global da Região, que deverá maximizar as parcerias entre os sectores privado e público.

A Madeira tem um conjunto de factores fortes para singrar no mercado, para ser capaz de atrair consumidores e investidores e disponibilizar serviços capazes de competir com locais de topo. O que é incomprensível e inaceitável é que algumas das vozes que se auto intitulam defensoras dos interesses dos madeirenses e se consideram representantes e aladinos da consciência regional nas suas intervenções públicas não se esforçem por ir para além das críticas sem fundamento, da promoção de sentimentos de derrota e de manifestações pouco dotadas de esclarecimento, evidenciando uma incapacidade confrangedora para propor novos caminhos e novas estratégias.
Vale a pena equacionar um novo futuro para a Madeira? Vale a pena ter instrumentos capazes de melhorar a economia da Região? Há provas de que sim... Saibam reconhecê-lo e participar construtivamente no futuro da Madeira.

Marco Freitas

Nota: Texto publicado no Notícias da Madeira
publicado por Marco Freitas às 11:36

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