Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

27
Jul 05
Falar sobre Alberto João Jardim devia ser mais do que apontar e criticar a sua forma de ser e de se expressar. Ele é muito mais do que isso.
O trabalho que está a ser feito para deteriorar a imagem de Jardim promovendo uma certa ideia de senilidade política e pessoal é um feitiço com efeito boomerang.
As mais recentes manifestações violentas do líder regional serão obra do acaso? Que prentendia provar ao expressá-las? E que ilação tirou Jardim das consequências das suas palavras, do alarde nacional que mais uma vez consegui provocar?
Voltou-se a escrever muito contra ele e a "barafustar". Houve quem, como Sérgio Figueiredo, tivesse conseguido dizer num, editorial totalmente dedicado a Jardim, que ele não para ser levado a sério. Impressionante, não é?

Vivemos num país democrático e livre. Uma liberdade que nos permite a expressão mais rude dos nossos pensamentos e a manifestação de ideias radicais sob a capa de malabarismo verbais. É a mesma liberdade que nos permite escolher, aceitar ou recusar, dar atenção às opiniões do nosso vizinho.
A escolha dos meios de comunicação social é suficientemente clara desde há muitos anos. Jardim tornou-se objecto e objectivo mediático. Não é estranho utilizar os impropérios de Jardim para atacá-lo pessoalmente e o projecto que desenvolveu para a Madeira, a sua personalidade e o seu legado (que é já incontornável e por isso alvo de invejas) e simultaneamente tirar proveito do seu mediatismo para garantir audiências? Onde está a coluna vertebral dos jornais, televisões e rádios quando repudiam Jardim, através de notícias ou de comentários, e não hesitam em servir-se da sua imagem de espírito inconformado para prender a atenção dos portugueses e para criar factos políticos?
Todos nós, de uma forma ou de outras, repudiamos a nossa consciência activa. Jardim é essa consciência dos potugueses. Só isso dá que falar...

Cicero de Braga
publicado por Marco Freitas às 11:36

10
Jul 05
Render-se aos ditâmes do terrorismo não é uma opção. O povo inglês deu um sinal claro de como uma sociedade deve combater este tipo de guerra obscura, sangrenta e ignorante. Apesar do número de vítimas, do sofrimento e de todas as interrogações que os governantes e entidades responsáveis pela segurança dos países se devem colocar, a verdade é que este ataque foi a primeira grande derrota do terrorismo.
A intervenção digna e cautelosa da comunicação social de terras de Sua Majestade também teve influência e contribuiu para mostrar ao mundo um país capaz de enfrentar todos os medos que o terrorismo provoca.
Alguns comentadores nacionais realçaram o exemplo da intervenção da comunicação social inglesa para criticar os meios portugueses e o estilo "Big Brother" que praticam quando existe uma situação de crise. Têm razão. Mas... talvez... não toda... O facto é que os responsáveis pela gestão das situações de crise são uma peça fundamental para o controlo adequado da situação, e nisso sabemos que os ingleses são exímios. Não houve demagogia, houve sentido prático, e muito bom-senso. Tudo o que falta aos nossos governantes e responsáveis.
Contrariamente ao que se diz, não foi suficiente os governantes ingleses pedirem aos jornais, às televisões e a todos os outros meios que cuidassem da comunicação sobre a crise, que compreendessem a gestão informativa do Governo - isso seria interpretado como um mecanismo de pura e dura censura. A solução do problema foi apresentada como um desígnio nacional. Será que a comunicação social portuguesa, com os seus tiques, compreenderia?

Marco Freitas
publicado por Marco Freitas às 12:01

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