Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

26
Jun 05
Os portugueses já não acreditam no altruísmo dos políticos... Ou melhor, não deveriam acreditar. A política que se produz em Portugal, e também na nossa Região, não tem como horizonte a partilha, a defesa de um bem comum. Existem excepções que confirmam a regra...
A tendência para fazer política para os tablóides, para as câmaras e para os microfones, está a vaporizar o contacto pessoal com os eleitores e a repaginar a forma de estar na vida política.
Uma estratégia por vezes aceitável quando consideramos debates e eleições de alcance nacional ou transnacional, mas quando se trata de escrutínio local que razões podem justificar o menosprezo pelo contacto com o eleitor?
As máquinas propangísticas confiam assim tanto no impacto da comunicação social que limitam as acções de rua ao mínimo necessário? Ou será que o discurso político torna-se mais verdadeiro nas colunas de um jornal ou nos frames de uma televisão?
Gerir uma imagem pública é relativamente fácil e, se bem orientada, quase sempre produz efeitos positivos. Gerir uma relação de proximidade com o eleitor é um aspecto totalmente diferente.
A verdade é que apesar da imagem e da relação directa habitarem planos diferentes podem ser conjugados para potenciar as mensagens a transmitir tendo no horizonte a vitória final.

Não precisamos de mais política espectáculo, nem de malabarismos linguísticos, nem de promessas vazias de poder de concretização, nem de meias-verdades que se confundem com sabor a nada...
Um pouco de boa política. É o que se pode pedir nos dias de hoje, nesta altura de crise, neste momento ideal para a verdade, para limar as impurezas.
Para alcançar este desiderato sugiro que seja publicamente assinalado um acordo de cavalheiros entre os políticos e os media. Objectivo: subtrair a mediatização barata à política e adicionar aos políticos a noção de realidade e de bom-senso. Neste acordo de cavalheiros, que deveria ter como observador-juíz a audiência, os media são peça fundamental - dado que ainda gozam de alguma credibilidade junto das massas apesar da convivência nefasta com a classe política - muito por causa da consciência e prática social que faz mover os profissionais dos media.

Cicero de Braga
publicado por Marco Freitas às 01:18

07
Jun 05
Breve comentário sobre a comunicação social regional

Dizem alguns especialistas que o sector da comunicação social na Madeira vive um período atribulado. A transformação de um diário em semanário, aumentando a concorrência a este nível, as referências a despedimentos de jornalistas, a mudança de jornalistas de um jornal para outro, a precaridade verificada em algumas rádios regionais, a contínua incerteza sobre o futuro da RTP e da RDP são algumas das questões que preocupam os profissionais e outras pessoas ligadas ao sector.
A minha dúvida é se existe uma real preocupação? É que desde há muito tempo que se afirma, por vezes com manisfestações mais veementes, que a comunicação social na Madeira é um sector com muitas lacunas. Se assim é porque demora uma solução global sobre o sector? Porque é que numa terra tão pequena, com um número reduzido de meios de comunicação social, particularmente de índole informativa, não é possível encontrar uma solução para os problemas que parecem sobejar de ano para ano, de crise específica em crise específica?
Serão assim tão significativas as diferenças entre os meios de comunicação que impossibilite o encontro de ideias para construir um sector saudável capaz de registar um crescimento sustentado?

O “astrisco”

E sobre a constituição europeia...

Como cidadão não posso admitir que um grupo de “iluminados” decida sobre o meu destino social e económico sem me consultar.
Tem sido assim até agora em todos os assuntos que dizem respeito à construção da União Europeia.
Mas é altura dos políticos e governantes confrontarem as suas opções de longa data. Logo, o referendo é imprescindível.
É-me indiferente a altura da sua realização, desde que seje feito e que exista um debate sério e crítico sobre o assunto.
As confusões dos outros países e os dilemas dos líderes europeus não podem servir de desculpa para o povo português não ser consultado.
É pena que a sua capacidade de demonstrar que pretende este referendo não ultrapassa as indicações de um meros e simples estudos de opinião. Por enquanto...

O “astrisco”
publicado por Marco Freitas às 23:36

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