Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Mai 13

 

BREVE NOTAS:

 

Os laços que me ligam ao Diário de Notícias da Madeira são vários e têm muitos anos.

As situações pessoais difíceis vividas hoje, neste matutino regional, são merecedoras do maior respeito e solidariedade. E de algum silêncio...

 

Por isso e porque também olho para o que está a acontecer como algo já previsto no panorama regional, fruto do caminho que estava a ser tomado pelo sector na Madeira, preocupa-me o dia depois de amanhã...

 

Este é um tema que tenho abordado com alguma frequência, as minhas ideias são conhecidas e - se me permitem o sublinhado - vão no sentido da preservação de uma melhor comunicação social regional, da boa prática do jornalismo. Logo, interessam-me muito pouco as vontades e objectivos políticos ou partidários de uns e de outros sobre o sector. Não são desinteressados, como se pode ver pelas intervenções já verificadas hoje. Caramba, acham mesmo que, neste momento, os jornalistas estão interessados nas vossas posições? Será mesmo que não sentem que é o facto do sector estar tão politizado pode ter contribuído para este tipo de desfecho... Que não deverá ser só no DNM!!!.... 

 

O futuro da comunicação social regional ou de outra qualquer latitude não está nem pode estar nas mãos de partidos ou de políticas, sejam lá de quem for. Aliás, a aproximação do jornalismo ao mundo da política, de há muitos anos a esta parte, não tem trazido qualquer benefício à prática e aos principios do jornalismo em Portugal. O que é de lamentar...

 

Por isso, prometendo voltar ao assunto no futuro, dando-lhe a atenção merecida, fica claro que este momento é um forte alerta para o sector na Madeira, já que, quer o Jornal da Madeira quer a RTP, só para referir os exemplos mais flagrantes, vivem situações também muito difíceis. E se, em prol do interesse público que tanto apregoam defender, os partidos regionais se querem envolver neste processo, é bom que o façam de forma equilibrada. É porque todos são responsáveis pelo actual estado de coisas... Sacudir a água do capote, atirando as culpas habituais, é muito fácil... Dizer que têm a solução também é muito fácil. Mostrarem-se solidários, fica bem... Mas deixem-se de falsidades... Contribuam como deve ser para o futuro deste sector na Região... E a primeira forma é respeitando a profissão dos jornalistas, a função do jornalismo e o contributo que este pode dar para o bom debate sobre o futuro da Madeira. 

 

Lamento esta situação, como lamento o que vai continuar a acontecer no sector... Por isso, tenho uma pergunta final: Quando é que os jornalistas da Madeira se vão juntar num debate sério e alargado sobre o que se pode fazer para defender esta função de que a sociedade tanto precisa? Precisamos de um brainstorming denso, esgotante, revoltado, clarificador e, em suma, unificador sobre o papel do jornalismo numa pequena região como a Madeira. Precisamos de realidade no sector... Até porque havendo profissionais de qualidade, há futuro para o jornalismo profissional. 

 

Porque não?! Traga-se para a mesa de discussão todos os pequenos e grandes pormenores que corroiem o sector... Será deveras interessante... 

publicado por Marco Freitas às 14:13

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