Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Abr 13

Análise e cronologia de 2012





Introdução

 

Seis jornais, mais de 105 páginas, 83 dias de notícias registadas e mais de 122 artigos lidos constituem a base de trabalho da análise ao sector dos Meios de Comunicação Social (MCS) em Portugal, no ano de 2012.

 

Nos último anos, tenho dedicado tempo a fazer o registo das assuntos que mais se destacam no mundo da comunicação social no nosso País e na Madeira. Posso afirmar que este foi aquele em que mais escrevi sobre o sector. Logo, porque se trata de uma longa análise, optei por a dividir em duas partes: a primeira, consiste no resumo e enquadramento geral da comunicação social e, a segunda, no registo cronológico dos títulos que marcaram o ano.

 

 

PARTE I

Enquadramento

 

 

Depois de concluída a leitura das notícias que fui registando ao longo de 2012, procurei encontrar uma frase que traduzisse de forma imediata e fiel a minha percepção do que se passou no ano passado no universo da comunicação social portuguesa. Não consegui fugir ao chavão de que o ano de 2012 pode ser considerado como “o ano do princípio do fim” dos media portugueses tal como os conhecemos ainda hoje.

 

Feito o percurso do que sucedeu em 2012, vistos os números do sector, lidas muitas opiniões sobre o actual status quo dos media portugueses, restam poucas dúvidas de que há uma mudança de paradigma que tem de acontecer – ou já está a acontecer - sob pena da espiral recessiva das empresas de media arrastar consigo o papel interventivo e de pêndulo do jornalismo.

 

Os MCS foram reflexo da crise que assolou o País em 2012 e que persiste.

 

O cenário é extremamente grave. A crise de receitas na comunicação social foi acentuada, com uma queda do mercado a rondar os 15%, no valor de 150 milhões em dois anos, equivalendo ao recuo do mercado ao ano de 1997. A história de 2012 é marcada pelo fecho de várias revistas, pela onda de rescisões, tendo como rastilho o Público e a Lusa. A Impresa e a Cofina reduziram custos com despedimentos e fecho de títulos. O SOL e o DE reduziram salários e o grupo DN/JN/TSF navega no limite do cumprimento com os credores.

 

Em 4 anos, os jornais diários perderam 50% das suas receitas. E, nos últimos 5 anos, os pedidos de subsídio de desemprego dos jornalistas subiram em flecha, rondando actualmente os 566.

 

É do universo digital e da TV que chega uma centelha de esperança para o sector, ainda que pouco sólida e competitiva. De facto, é de registar que no segmento da televisão os canais abertos até não se portaram mal pois ainda continuam a ser o que têm mais publicidade, apesar dos únicos sectores em que as receitas de publicidade sobem serem o Cabo e a NET. Aliás, é o ano em que pela primeira vez a publicidade na INTERNET suplanta a imprensa diária., até porque esta registou uma quebra a rondar os 20%, para além da diminuição das vendas em banca.

 

Existe um conjunto de dados que revelam que a crise não é de agora mas o facto do País estar a viver um dos seus piores momentos não é alheio ao agravamento da saúde das empresas de media e da própria credibilidade do jornalismo.

 

A crise tornou-se tão evidente que se chegou a pedir e a falar da necessidade de um “Plano Marshal” para os media portugueses, como testemunha uma das reportagens sobre o tema no Jornal de Negócios(24/10/2012).

 

Foi um ano de muitas interrogações. Mas, a meu ver, duas perguntas foram transversais a todo o ano e ao sector: Qual o papel da ERC nos dias de hoje e de que forma é que realmente se pode recuperar o sector?

 

Apesar de Carlos Magno falar de um reconhecimento e aceitação da ERC, a verdade é que as muitas polémicas envolvendo jornalistas, políticos e meios de comunicação, permitiram desconfiar desta convicção do Presidente da entidade reguladora.

 

Parta além disto, a alteração nas posições accionistas nos media portugueses  - que tem vindo a suscitar algumas polémicas e muita apreensão – gerou apelos para uma maior atenção da ERC, na medida é que muitos acham que se está a criar um sentimento de incerteza no futuro.

 

Uma das soluções para o jornalismo português, no ponto de vista de Carlos Magno, passará  pelas aposta na Lusofonia, pela exploração da “geografia da língua”, no que pode ser tida como um sugestão à expansão dos jornais a novos mercados onde se falam português, num desafio diferente para os media tradicionalistas. Até porque, como já veio afirmar no início deste ano: “Corremos o risco de não ter jornais impressos dentro de alguns meses”.

 

Por isso, à imagem do que se pede ao Estado Português, também se anseiam por soluções milagreiras no sector da comunicação social, em particular na imprensa. Mas, como alerta e bem, o presidente do Sindicato de Jornalistas, numa das criticas mais interessantes a esta realidade, “os grupos de media não têm cooperado entre si para encontrar soluções para o sector”. Algo que tenho vindo a defender para a Madeira.

 

Ou seja, preservando a concorrência, seja comercial ou editorial, importa discutir de forma ampla soluções para ajudar a manter vivo o sector em Portugal... Para alguns isso significa manter os MCS nas mãos de empresários Portugueses. Razão pela qual 2012 foi também o ano da Newshold e da discussão sobre quem são os detentores de meios de comunicação.

 

Apesar da incerteza, 2012 também pode ser considerado o ano das oportunidades de negócios, uns concretizados outros simplesmente anunciados, outros fracassados. Com a RTP à cabeça, cujo modelo a adoptar sofreu constantes alterações afectando o mercado, o ano ficou marcado pela intromissão da angolana Newshold na imprensa nacional, já que começa a ter uma posição dominante  na comunicação social.

 

O anúncio da compra de posição da Newshold na Controlinveste, a possibilidade de entrar na programada privatização da RTP, para além da já deter outros meios como o caso do semanário SOL, fez com que a classe política viesse falar da necessidade de mais transparência na propriedade dos meios. A discussão parece, no entanto, ter poucas pernas para andar, já que cientes da realidade, os jornalistas e restantes profissionais dos meios de comunicação social preferem manter o trabalho e o seu sustento a ficarem sem futuro, desvalorizando a questão do patronato. Desde que a independência editorial seja garantida, até que ponto é que interessará quem são os donos meios de comunicação? Esta foi outra das perguntas que foi salpicando o debate em 2012, contudo, ainda sem grandes desenvolvimentos, até porque, como já referi a dureza da realidade fala mais alto.

 

De facto, muito para lá desta questão dos detentores dos MCS, estão os números: desde 2007 que a publicidade está a cair e os jornais diários vendem hoje menos 100 mil exemplares.

 

Mas a crise nos media tem também dimensões internacionais. Casos como a saída da Newsweek das bancas, a redução de funcionários no El País, com despedimentos de cerca de 30% da sua força de trabalho, e o facto de muitos jornais norte-americanos deixarem de sair todos os dias, são exemplos a reter em 2012 e que comprovam a alteração de paradigma que já se está a verificar nesta actividade em países mais avançados economicamente e com melhor visão de futuro.

 

Há indícios de uma preponderância do digital, à qual não será alheio o uso das novas tecnologias e do acesso continuo à informação via smartphones ou tablets, bem como a idade dos consumidores de informação. Porém, os números ainda não são animadores para as receitas dos jornais já que as edições digitais dos títulos portugueses só representam 2,3% das vendas totais da edição impressa. A imprensa nacional viverá actualmente uma verdadeira encruzilhada, entre a continua aposta no papel, com custos e poucos resultados, e o risco de se lançar definitivamente e em força no digital... Creio que quanto mais tempo se demorar a definir o caminho, os novos públicos, que devem ser o garante do futuro dos MCS, tenderão a seguir outros caminhos na procura de informação.

 

Segundo a APCT, nos últimos 5 anos tem havido um crescimento sustentado no número de assinaturas digitais em 9 diários, semanários e registas generalistas (CM; Público, JN, DN, Expresso, SOL, Visão e Sábado).

 

Mas, apesar da aposta nas novas tecnologias, em Agosto de 2012 o total de subscritores destes títulos era de 12.689. No entanto, em casos como o do Jornal de Negócios as receitas de publicidade online já são 39% do total de receitas do título. O Público também apresenta um indicador interessante a este nível com cerca de 20%.

 

Portanto, apesar do vaticínio do fim da imprensa a curto prazo, feito por exemplo por Carlos Magno, talvez o contributo do online seja uma forma de preservar algumas edições em papel, havendo ajustes a serem feitos a vários planos, como nas redacções e nos modelos de negócio.

 

No que se refere ao universo da comunicação social da Madeira, na essência, 2012 continuou a ser marcado pela batalha entre o DNM e o JM, com grande doses de política à mistura. Aliás, muito dificilmente se conseguirá olhar para a disputa entre os dois órgãos sem o cunho politico. O futuro do Centro Regional da RTP também foi um dos temas que fez correr tinta.

 

Por fim, uma nota para apontar o registo de algum debate sobre o papel do jornalismo no âmbito da crise que vivemos como País e como sociedade. Sendo certo que as preocupações das redacções e dos jornalistas se concentraram na manutenção do seu posto de trabalho, nas melhores condições possíveis, aceito que este debate tenha sido preterido... Contudo, acho que mais tarde ou mais cedo deverá ser realizado com muita profundidade. Porque, não tenho dúvida de que a perda de credibilidade do jornalismo, fruto de uma divulgação débil da crise, da redoma sistémica onde se encontra, consequência do convívio preferencial com os grupos de decisão, tem encontrado dificuldade em definir um novo rumo e em se expressar como pêndulo e equilíbrio da sociedade... 

 

 

 

 

PARTE II

Cronologia das notícias

 

 

2 de Janeiro, Diário Económico

RTP já tem nova administração para enfrentar ano decisivo

As enormes expectativas geradas com o futuro da RTP saíram goradas com um ano que veio a ser super turbulento.

 

2 de Janeiro, Jornal de Negócios

Gestores de media dizem que 2012 vai ser ano das incertezas

Um dos primeiros títulos sintomáticos do ano que se adivinhava, cuja notícia de balanço ao ano anterior (2011) preparava o pior dos cenários para o sector. Os títulos e as notícias ao longo do ano viriam a confirmar os piores prognósticos.

 

3 de Janeiro, Diário Económico

Lusa disponível para abdicar de 2,2 milhões do contrato com o Estado

Reduzir dependência da Agência para o Estado em 15%, resultado de um plano de sustentabilidade que passa pela eficiência das suas estruturas. A agência será um dos meios em foco na crise de 2012, com destaque para a greve que realizou.

 

5 de Janeiro, Diário Económico

Futuro da televisão em Espanha (também está) nas mãos do Governo

A notícia veio a propósito das expectativas sobre a privatização da RTP,  tendo o caso espanhol como comparação. Registei, em particular, esta notícia, porque depois de terem abolido a publicidade da TVE, o Governo espanhol está a equacionar a retoma dessas receitas para compensar problemas financeiros do canal público. Uma questão que entronca no debate há muito realizado sobre os apoios aos meios de comunicação públicos.

 

5 de Janeiro, Diário de Notícias da Madeira

RTP-Madeira extingue noticiário das duas da tarde

Notícia que dá conta da entrada em vigor da emissão de 4 horas para o canal regional.

Passamos a ter uma televisão q.b.? É altura de se ponderar o futuro da RTP MADEIRA.

 

 

08-01-2012, JM

Futuro da RTP-M  preocupa funcionários

Notícia que dá conta que os funcionários da RTP-M, em plenário, pediram o retrocesso no corte de horário da emissão e a implementação de mais qualidade nos programas regionais.

 

 

13 de Janeiro, Diário de Notícias da Madeira

Governo reforça estratégia para dar cabo do Diário

Artigo do próprio director do DNM, dando o mote para a continuidade dos ataques do Diário a politica de Jardim para o JM. Fala basicamente da distribuição da publicidade na Madeira e entre o JM e o DNM. Num primeiro paragrafo, onde ajuíza sobre o "intuito de privilegiar" o JM, fica marcada a tónica, apesar de também ficar claro, num quadro que publicam, que o DNM recebe igualmente publicidade institucional, apesar de ser quantitativamente menor e, por isso, "desleal".

 

 

 

16 de Janeiro, Jornal de Negócios

Comunicação social está a viver dias de "tempestade perfeita"

Balanço feito por Azeredo Lopes ao mundo da comunicação social nacional, dando um sinal claro da sua continuidade em 2012: rescisões, encerramentos, reestruturações, diminuição de salários.

 

19 de Janeiro, Jornal da Madeira

Tribunal dá razão ao Jornal da Madeira

Interesse desta notícia confirma a disponibilidade também do dito "jornal do regime" para o combate com o Diário. E que a disputa já decorre nos tribunais.

 

31 de Janeiro, Diário Económico

GFK tem um mês para começar a medir audiências

Notícia sobre problemática que atingiu o sector da audiometria em Portugal com a mudança da Marktest para a GFK.

 

 

 

6 de Fevereiro, Diário Económico

Caso RDP aviva memórias de pressões na comunicação social

As potenciais e as pressões confirmadas dos Governos sobre os meios de comunicação que detêm, fazem muitas vezes notícia. Esta decorre do fim do programa “Este Tempo”. Noticia lembra ainda outros casos.

 

9 de Fevereiro, Diário de Notícias da Madeira

CDS leva JM a Lisboa

Partido do Governo da República leva problemática ao Governo, corroborando algumas das argumentações do DNM. De notar a entrada em força dos Partidos na problemática do JM.

 

10 Fevereiro, Diário de Notícias da Madeira

Lei contra jornais públicos

Notícia na sequência das reuniões do CDS Madeira em Lisboa, avisando que há legislação para evitar situações como a do Jornal da Madeira.

 

13 de Fevereiro, Diário Económico

Crise nos media faz nascer o “brand journalism"

Crise no sector esta a alterar hábitos de construção de noticias e a obrigar a encontrar novas formas de receitas. O jornalismo patrocinado é uma das soluções.

 

16 de Fevereiro, Diário Económico

Público ao estilo de semanário todos os dias a partir de Março

Dificuldades do diário da SONAE obriga a alterações no grafismo e na dinâmica. Um jornal de menos páginas e sem o P2.

 

10 de Março, Diário de Notícias da Madeira

RTM M no continente chumbada por PSD/CDS

Partidos do Governo rejeitaram emissões do canais de TV regionais na TDT.

 

10 de Março, Expresso

“Os comediantes”

Mais um caso na comunicação social portuguesa, desta feita entre jornalistas de um mesmo grupo. Apesar de ser questão de foro interno – pelo menos acredito que deveria ter sido resolvida a esse nível – a polémica entre Mário Crespo e o Expresso mereceu uma página deste semanário. O pivot deixou de ser colaborador do Expresso já que no seu entender o jornalista insistiu em publicar uma crónica tal como a tinha proposto ao semanário, apesar dos seus alertas para a existência de pressupostos errados, conclusões falsas e injuriosas para o Jornal.

Sem poder questionar a posição do Expresso, parece-me idêntica a muitas outras que tantas vezes critica e a que dá espaço. Quantas vezes é que as opiniões ou até reportagens do semanário estão assentes nestes critérios?!!!!

 

15 de Março, Diário Económico

Imprensa é a indústria que desaparece a maior velocidade nos EUA

Sinais dos tempos, diria eu...

 

17 de Março, Expresso

A atracão angolana pelo 4º poder

Notícia que dá conta do interesse da Newshold pelos media nacionais, a vários níveis, detendo já títulos e participações. A tónica é colocada na falta de conhecimento dos seus proprietários, como se isso condição para a sobrevivência dos meios e da boa comunicação social em Portugal.

 

26-03-2012, DE

Media Capital lança medidas para ‘libertar’ trabalhadores

Visando a redução de encargos com pessoal, a par da satisfação dos seus profissionais, a Media Capital incrementou um programa com medida como tirar licenças sem vencimento, para formação especializada, aumento do descanso semanal ou redução de horários de trabalho. Foi criada uma “licença voluntária especial” com reserva de posto de trabalho, entre outras coisas.

 

14-04-2012, Expresso

Uma guerra de números. E de euros

Depois da briga inicial e de ter começado a nova medição de audiências, em Março, no meio de tanta polémica, as quotas de mercado (share) foram contestadas pela TVI e pela RTP, devido à fiabilidade técnica. Falou-se na hipótese de coexistência de dois rankings de audiências. Nada de impossível mas pouco positivo para a confiança dos anunciantes. O modelo ainda será discutido ao longo do ano.

 

3 de Maio, Diário de Notícias da Madeira

Comunicado da EDN

Nota na última página do Conselho de Gerência do Diário de Noticias da Madeira, dando conta das suas dificuldades financeiras e informando que reduzirá o tempo de trabalho dos seus jornalistas e respectivos ordenados.

 

9 de Maio, Diário Económico

RTP antecipa prejuízo de 10 milhões para este ano

A notícia é de per si negativa e não adivinhava bons futuros para o canal público. Realço neste notícia um outro aspecto que é a queixa de que o “efeito mediático” da discussão sobre a reestruturação do canal tem vindo a gerar “incerteza nos anunciantes”, com prejuízo para as contas da televisão. Pergunta: quando faz trabalhos de duvidoso rigor sobre muitas instituições e entidades deste País também tem isso em consideração? É um tipo de veneno de que a comunicação social não prova muitas vezes. Se o fizesse, certamente assistiríamos a um maior rigor jornalístico.

 

11 de Maio, Diário Económico

Quebra de publicidade na televisão penaliza cotadas de media

Mau comportamento em bolsa é só uma extensão da queda de credibilidade e de confiança no sector especifico da comunicação social.

 

25 de Maio, Diário Económico

ERC demora 15 dias a decidir sobre alegadas pressões no ‘Público’

Trata-se de uma noticia relativa ao alegado caso de pressões de Miguel Relvas sobre a jornalista Maria José Oliveira. É uma das grandes polémicas do ano, envolvendo o Ministro da tutela. Aparentemente o Ministro, pressionando o Público, falou de uma queixa à ERC e os tribunais, que ia dizer a todos os Ministros para não falarem com o jornal e ia revelar dados da vida privada da jornalista na internet.

 

 

 

 

26 de Maio, Expresso

Redacções vão ter menos jornalistas

Notícia sobre um inquérito e respectivas conclusões sobre o mundo dos media nacionais. Fala das piores mudanças para a qualidade do jornalismo, das receitas e do online, do número de jornalistas nas redacções e dos sectores que ganham espaço nos jornais.

 

28 de Maio, Diário Económico

Cavaco Silva atento à polémica das pressões de Relvas sobre ‘Público’

Polémica gerou problemas ao Governo e ganhou alguma dimensão mediática

 

 

14 de Junho, Diário de Notícia da Madeira

PS-M pergunta a Passos Coelho pelo escândalo do JM”

Outro capítulo do assalto à política de Jardim para a comunicação social regional.

 

15 de Junho, Diário de Notícias da Madeira

PS desafia CDS e PSD-M a aprovar projecto sobre JM

É a continuidade do caso JM na Assembleia da República

 

18 de Junho, Diário Económico

‘Público’ contesta queixa de ex-jornalista por partir de um “equívoco”

Problemas e pressões no título da SONAE: parte II. Nota particular para a rescisão entre a jornalista M. José Oliveira com o jornal e a guerra por causa do acesso ao email da ex-jornalista. De Miguel Relvas nem uma palavra.

 

20 de Junho, Diário de Notícias da Madeira

JM regressa a São Bento

Partidos da oposição unem-se para debater questão do Jornal da Madeira.

 

21 de Junho, Diário Económico

Palavra de Relvas pesou mais no caso de alegadas pressões

Posição da ERC sobre alegadas pressões de Miguel Relvas ao Público e os seus jornalistas. ERC não reconheceu pressões. Público acusa ERC de inutilidade.

Conclusão de processo revela nulidade.

 

27 de Junho, Diário de Notícias da Madeira

Lisboa rejeita discutir Jornal da Madeira

Movimentações políticas confirmam politização da questão. CDS nacional recuou no ataque.

 

28 de Junho, Diário de Notícias da Madeira

Jornal da Madeira ‘ameaça’ coligação governamental

Notícia do DNM explorando as indecisões da coligação governamental.

 

29 de Junho, Diário de Notícias da Madeira

PS obriga Lisboa a tomar posição sobre o JM

Pressão para resolução do caso JM a nível nacional foi também feita pelo PS.

 

30 de Junho, Expresso

Ameaças ainda não travam jornalistas

Notícia que analisa nível da liberdade nos países limítrofes da UE.

 

7 de Julho, Expresso

Manifesto contra privatização da RTP

Iniciativa que visa defender o serviço público

 

7 de Julho, Expresso

TV seduz cada vez mais jornais

Sinal dos tempos, a integração de várias plataformas nos várias empresa de comunicação. Atrair públicos diferentes é o objectivo. Destaque para os casos da CMTV, ETV e Bola. A criação da CMTV prevê a criação de postos de trabalho.

 

 

13 de Julho, Jornal da Madeira

ERC decidiu arquivar participação contra JM

Foi arquivada a participação apresentada por Eduardo Welsh contra a gerência do JM.

 

20 de Julho, Diário de Notícias da Madeira

Lisboa aperta cerco ao ‘JM’

Fala de uma legislação que acaba com jornais públicos que previsivelmente sairá até ao fim do ano.

 

26 de Julho, Jornal da Madeira

PS e CDS irmanados para matar este jornal

Artigo de opinião que reage às notícias sobre as pressões sobre o JM

 

27 de Julho, Diário Económico

Migração digital dos jornais ainda não é sustentável

Artigo que discorre sobre as publicações que têm migrado definitivamente para a internet, deixando de parte o papel, designadamente no mercado internacional.

Em Portugal há muitas dúvidas quanto ao momento para o fazer.

 

17 de Agosto, Diário de Notícias da Madeira

Câmaras todas juntas valem menos do que o ‘JM’

Notícia que revela a atenção dada pelo DNM à relação polémica com o JM.

 

18 de Agosto, Jornal da Madeira

DN pretende um modelo fascista na Madeira

Jardim reage também à pressão feito pelos partidos da oposição sobre o Jornal da Madeira.

 

18 de Agosto, Expresso

ERC ameaça multar Assembleia da República

Mais uma polémica nacional envolvendo a comunicação social, políticos e a ERC, relacionada com a possível abertura do canal Parlamento na TDT.

Há argumentos de ambos os lados interessantes. Há dúvidas sobre se o canal Parlamento é serviço público e se a AR insistir em violar a lei pagará multa. A AR defende o interesse público do canal. ERC recorda necessidade de licença a conferir por concurso público.

 

18-08-2012, Expresso

Sinal fechado, bar aberto

Artigo que dá conta que o campeonato não terá jogos dos principais clubes nos canais generalistas pela 1ª vez.

Com a crise, pagar para transmitir um jogo por semana não é rentável. Acto continuo dos telespectadores: ir para os cafés e restaurantes ver os jogos, ou seja, não há uma receita imediata para a Sportv de novos aderentes.

Por outro lado, isto configura uma hegemonia de um canal no campo do desporto que não vi ser contestada de forma clara por muita gente em particular pela ERC.

 

 

25 de Agosto, Expresso

Governo garante lucro de 20 milhões a quem ficar com RTP

Notícia sobre o modelo de concessão, numa nova fase de um processo já de si conturbado, mas que ganha mais uma reviravolta com o anúncio de António Borges. Aparentemente, este modelo seria mais seguro para quem se mostrar interessado em ficar com a RTP.

 

25 de Agosto, Diário de Notícias da Madeira

RTP-M: regionalizar ou fechar as portas

É pergunta que se coloca dadas as enormes dúvidas sobre todo o processo de privatização do canal a nível nacional e sobre as eventuais repercussões sobre os canais regionais.

 

 

27-08-2012, Diário Económico

Vamos ver a RTP1?

Um artigo de opinião do director do Diário Económico, António Costa, numa ampla reflexão sobre o processo de privatização da RTP, entretanto transformada em concessão, conforme anunciado António Borges. Anúncio atabalhoado da privatização condenou o processo ao insucesso.

Para o director do DE, o caso RTP é um “teste politico” ao Governo. No artigo aborda ainda as virtudes do modelo de concessão e pergunta pela garantia do serviço público. Há que definir se se quer o serviço público e nesse caso, defende, quem deve pagar e assegurá-lo é o contribuinte.

 

1 de Setembro, Diário de Notícias da Madeira

Administração da RTP ‘leva a chave’ a Relvas

Artigo que dá conta da demissão da equipa de Guilherme Costa e que vem na sequência do anuncio de António Borges sobre a concessão do canal.

 

06-09-2012. Jornal da Madeira

Que soluções para a RTP-M?

É um exemplo das muitos artigos de opinião sobre a situação da RTP Madeira. O autor, por afinidade partidária, não deixa de atacar o DNM e reflectir um dos lados da guerra do mercado local.

 

 

7 de Setembro, Diário Económico

Alberto da Ponte só falha na experiência profissional nos media

Notícia sobre o perfil do novo presidente da RTP. Aprovado pela comissão que avalia gestores públicos. Entra no canal entre a polémica e a dúvida.

 

20-09-2012, Diário Económico

Nuno Santos indignado com Mário Crespo

A discussão entre pares foi outro sintoma do ano e da crise instalada no sector. A notícia é mais um episódio que resultou do fecho feito por Crespo no Jornal das 9, em que através de gráficos apresentava as contas da RTP, com um dos seus habituais sublinhados “passou mais um dia e a RTP custou mais um milhão de euros aos contribuintes”.

 

 

23 de Setembro, Diário de Notícias da Madeira

CDS mostra ‘caso JM’ a 700 personalidades

Um dossier extenso sobre o Jornal (pago por quem?) para denunciar gastos públicos do Jornal. Mais uma cena na longa telenovela que agora conta com a participação amiga dos partidos. Não há dinheiro para bens essenciais diz o partido logo não deveria haver para a informação... Ideia estranha numa democracia.. Quais os resultados práticos de tal acção. Será que o partido vai ser questionado sobre isto mais tarde pela informação isenta?

 

26 de Setembro, Diário Económico

‘Público’ estuda mudança de instalações para poupar

A mudança de edifício (pela 4ª vez) visa a redução da renda. O novo espaço conjuga dois objectivos: “agilizar o orçamento da empresa” e colocar a redacção toda no mesmo espaço.

A notícia é um sinal dos tempos difíceis que há muito se vem verificando neste título de referência.

 

28 de Setembro, Diário Económico

Governo Estuda corte radical no valor do contrato da Lusa

Página 42 deste jornal não só dá conta das poupanças que o governo está a pensar fazer em sede de orçamento com a Lusa como também que o SOL faz cortes nos salários.

 

3 de Outubro, Diário Económico

“Público” chama colaboradores para “rescisões amigáveis”

O caso do Público é mais um exemplo da crise instalada nos media.

Na mesma página do caso da Cacharel e da situação de crise de comunicação com que teve de lidar depois de ter lançado a campanha “À procura de Diana”. A marca pode ter ido algo longe demais quando não se recusou a participar na dimensão informativa dos MCs, mas a comunicação social também já beliscada já que se deixou render pelo apelo das audiências, entrou numa história de paixão e descurou o rigor informativo.

 

8 de Outubro, Expresso

Indefinição na RTP gera nova demissão

Incerteza na RTP afectou também os outros canais, os centros regionais e até o sector em geral. Jorge Wemans, director da RTP2 demitiu-se pode discordar dos moldes do processo de privatização.

Lê-se ainda, numa noticia complementar, que Alberto da Ponte quer Cunha e Vaz na RTP para a comunicação do canal. Será uma poupança ou um novo custo e com que margem de sucesso?!

 

11 de Outubro, Diário Económico

Público avança para greve perante despedimento colectivo

O objectivo do titulo é reduzir custos em 3.5 milhões e para esse efeito pretende rescindir com 48 profissionais.

 

13 de Outubro, Expresso

Despedimentos nos media vão bater recorde de 2012

Notícia do Expresso decorre da mais recentes anúncios de despedimento por vários meios de comunicação, entre os quais se destacam os casos do Publico e da Lusa. Balanço aponta para uma perda para mais de 200 pessoas nas redacções.

 

19 de Outubro, Diário Económico

O dia em que a Lusa foi notícia por não as dar

Notícia única e inédita. Notícia sobre a greve da Lusa.

 

30 de Outubro, Diário Económico

“Sol” estuda mudança para edifício de dono do “i”

Redução de custos dos meios para fazer face as dificuldades financeiras.

Na mesma página lê-se que Governo atribui meio milhão de euros à imprensa regional e local, no âmbito do desenvolvimento tecnológico das empresas.  Esta noticia, que não constitui surpresa para quem lida com o sector, poderá ter alguma surpresa para a população em geral, na medida em que o discurso veiculado é que só os meios de comunicação públicos e na posso dos Governos é que são subsidiados.

 

31 de Outubro, Diário Económico

Entre Janeiro e Agosto venderam-se menos 30 mil jornais todos os dias

Aqui está uma das razões para a crise nos jornais. Contudo, vê-se pouca capacidade para reagir.

 

2 de Novembro, Diário Económico

SIC e TVI perdem 26 milhões de receitas publicitárias em 2012

Mais uma informação que dá conta dos sintomas de crise generalizada na comunicação social.

 

10 de Novembro, Expresso

Os media estão a passar pela tempestade perfeita

Conferência sobre o sector talvez a mais importante do ano. Convidados e especialistas do sector abordam problemas e soluções...

 

13 de Novembro, Jornal da Madeira

Europa nega razão ao DN-Funchal

Esta é mais caso na polémica que envolve os dois principais jornais da Região, quase sempre com um forte cunho politico. Desta feita é a denunciar que o DNM não logrou com a queixa junto da CE sobre a possibilidade dos dinheiros atribuído aos Jornal serem um auxilio de estado.

 

14 de Novembro, Diário Económico

Governo sem pressa na escolha de modelos para a RTP

Em suma, o modelo de privatização do canal e respectivo dead-line até ao fim do ano, caiu. Consequência das muitas polémicas que envolveram o canal ao longo do ano. Esta é uma notícia nos antípodas das primeiras do ano que revelavam grandes expectativas.

 

14 de Novembro, Diário de Notícias da Madeira

CDS-PP ataca ‘caso JM’ em duas frentes

 Partido centrista assume grande destaque no ataque à politica de Jardim para o JM

 

18 de Novembro, Diário de Notícias da Madeira

Diário distinguido na 14ª edição dos European Newspaper Awards

Uma notícia sempre positiva para a imprensa portuguesa em particular para a imprensa regional.

 

22 de Novembro, Diário Económico

Novo site do ‘Público’ abre caminho a conteúdos pagos

Assinatura digital à semana e compra avulso de artigos fechados.

 

28 de Novembro, Diário Económico

Regulador recebe inquérito da RTP em primeira-mão

Notícia sobre a polémica da entrega das filmagens à PSP e que conduziram à saída de Nuno Santos. Artigo faz cronologia do caso.

 

5 de Dezembro, Diário Económico

Newshold: o grupo mistério que quer ser patrão nos media nacionais

Peça sobre esta empresa angolana e sobre os seus negócios em Portugal. Escasso conhecimento da sua estrutura empresarial preocupa sector nacional.

 

6 de Dezembro, Diário Económico

Nuno Santos diz-se vítima de um julgamento sumário e limpeza política

DE dedica Destaque e alguma páginas ao que chama “A polémica RTP”, num trabalho que remonta os casos mais recentes envolvendo o canal.

 

11 de Dezembro, Diário Económico

“Informação gourmet” é a receita para sair da crise?

Notícia feita no Dia Nacional da Imprensa e que conta com opiniões de vários empresários sobre os media. Sugere-se uma imprensa mais requintada, mais selecionada e logo mais apetecível a quem pode pagar...

 

29 de Dezembro, Expresso

Madeira já atribuiu €51 milhões ao JM

É a problemática levada à dimensão nacional. O jornal Expresso fez notícia sobre guerra entre outros meios do sector, neste caso regionais, dando conta dos mesmos argumentos usado na Região, neste caso também reproduzidos no Parlamento Nacional em Comissão: dinheiro atribuídos, posições da ERC e da ADC, a propósito da concessão e da publicidade.

 

 


publicado por Marco Freitas às 10:44

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