Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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Muito por causa do impacto dos media são facilmente convencionados mitos de difícil rebate. Cirurgicamente adubados, encontram na sociedade portuguesa terreno fértil para crescer.

 

Um dos que me irrita solenemente é a argumentação de que nós, portugueses e madeirenses, não seremos capazes de vencer a crise porque somos um povo de trabalhadores sem rigor e sem empenho ou de empresários sem capacidades. A ideia está disseminada e, a meu ver, funciona como um colete de forças que bloqueia as “janelas de oportunidade” que surgem.

 

Se somos assim tão dados ao fracasso pergunto: de que gema nasceram as grandes empresas da praça nacional? De que semente germina o espírito inovador dos novos projectos empresariais?

 

A meu ver, a problemática tende a ser de interpretação e não de conteúdo. Por isso, falta comunicação e oportunidade mediática para os bons exemplos.

 

O enfoque tem de mudar. Nos curtos limites do meu raio de influência, o que eu posso testemunhar é que foi há mais de 20 anos, quando trabalhava numa empresa de pintura para garantir subsistência e os estudos, que aprendi que até a função menos visível contabiliza para o sucesso ou fracasso de um projecto.

 

Depois de ter falhado a tarefa de dar a primeira demão dos tectos manchando tudo à volta, de ter hipotecado o prazo de entrega da obra, de ter gasto tinta a mais, a lição foi uma segunda oportunidade para limpar o custo do erro, sem salário. Ao terminar esta experiência laboral foi-me oferecida uma carta de recomendação para ajudante de pintor. Ainda me pergunto porque declinei? Havia merecido.

 

Isto para concluir que nos falta valorizar a atitude que rompe os cânones vigentes. Sendo Portugal uma nação historicamente habilitada para grandes feitos porque impomos limites à demanda?... Assim, perdoem-me a descrença, a mudança nunca acontecerá.

 

 

 

Artigo publicado no Diário de Notícias da Madeira

2 de Fevereiro de 2012

publicado por Marco Freitas às 15:00

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