Comunicar pode ser fácil... Se no tempo que a vida nos permite procurarmos transmitir o essencial, desvalorizar o acessório e contribuir, num segundo que seja, para que a mensagem se assuma como tal e não como um universo de segredos...

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A crise trouxe para cima da mesa temas estruturantes sobre o sistema organizacional da sociedade e a alteração dos modelos instituídos. As medidas sérias que os tempos exigem implicam uma mudança cultural que poucos alcançam e ainda muitos menos conseguem aceitar e cumprir.
Foram apresentadas muitas razões para a crise. Os problemas foram identificados mas as soluções mostram-se frágeis. Porquê? Porque os níveis de transparência sobre o filme da crise equivalem à gestão oscilante e lamacenta da mesma. Porque a admissão dos erros foi parcial.

Por isso, concordo com os que insistem na criação de mecanismos que reforcem a transparência em todos os sectores de actividade. Sem transparência, os erros cometem-se impunemente e um sistema corroído sobrevive.

O problema é transversal e não deve ser sujeito a segmentação. Contudo, temos conterrâneos a afiançar que nós, os portugueses, nascemos com o ADN da fraude e que de nada vale o facto de Portugal estar bem colocado nos rankings internacionais da transparência, a opinião pública reconhecer melhor os processos de corrupção, que mil entidades públicas tenham entregue planos anticorrupção e a campanha lançada pelo Governo junto das empresas exportadoras para evitar práticas de corrupção nos mercados internacionais.

Sabemos que o sucesso dos negócios à escala internacional depende da credibilidade das economias e que a simples ideia de que uma nação, região, entidade pública ou privada é pouco transparente mina fatalmente a confiança dos investidores. Logo, há que limpar alguns dos trilhos percorridos. 
A meu ver, o que seria uma pré-medida correctora e de elementar transparência era aceitar que o enfoque negativo e desmesurado sobre o tema é uma abordagem que falseia a realidade, induz em erro e gera preconceitos imutáveis. A transparência é para todos e exige coerência. Também a quem a promove ou divulga.

 

Artigo publicado no Diário de Notícias da Madeira, no dia 2 de Outubro de 2011

publicado por Marco Freitas às 11:33

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